Estatísticas de sinistros (acidentes) de trânsito
Os índices de sinistros (acidentes) de trânsito pautam as políticas públicas para redução de mortes e lesões nas ruas e avenidas de Campinas.
Os números subsidiam as ações da Emdec de engenharia de tráfego, desenho de vias, educação para mobilidade, operação e fiscalização.
Apresentamos os Boletins Mensais de Óbitos, os Relatórios Anuais de Sinistralidade, os Boletins Sintéticos de Vítimas Fatais e a metodologia empregada nos levantamentos.
Boletins Mensais de Óbitos no Trânsito
Estes boletins mostram a evolução mensal dos óbitos por tipo de usuário, a distribuição por fator de risco e o ranking dos 50 pontos críticos que mais registraram sinistros em Campinas, a partir do cálculo da Unidade Padrão de Severidade (UPS). Trazem, ainda, o total geral de mortes nas malhas urbana e rodoviária.
As publicações contêm dados mensais. Os do ano corrente são preliminares.
Os materiais a seguir se baseiam na metodologia utilizada pela Emdec até 2025, que considerava vítima fatal de trânsito quem faleciam em até 180 dias após o sinistro.
Relatórios Anuais de Sinistralidade no Trânsito
Elaborados pelo corpo técnico da Emdec, com apoio da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, apresentam dados de sinistros de trânsito com vítimas em vias municipais e trechos das rodovias que cruzam Campinas.
O objetivo central é fornecer um panorama completo da sinistralidade e mortalidade no trânsito, servindo como referência para a formulação de estratégias de redução de mortes e ferimentos graves.
Boletins Sintéticos de Vítimas Fatais
Trazem um resumo da mortalidade nas ruas e avenidas de Campinas, sintetizando as estatísticas dos Relatórios Anuais de Sinistralidade.
Metodologia
Processo de registro estatístico
O processo de registro estatístico começa com o levantamento de Boletins de Ocorrência (BOs) relacionados a sinistros de trânsito nas vias sob gestão municipal, elaborados pelas Companhias da Polícia Militar (PM) instaladas em Campinas. Ocorre, então, a triagem do material e a conferência, apurando, por exemplo, a localização do sinistro (vias urbanas ou rodovias), os dados dos veículos envolvidos e características do local.
Os boletins são processados no Sistema de Controle de Acidentes de Trânsito da Emdec. Os dados das ocorrências são georreferenciados um a um, subsidiando, assim, as ações integradas para a redução da acidentalidade.
As informações de óbitos são encontradas nos registros dos seguintes órgãos, pertencentes a serviços públicos de saúde e segurança:
- Instituto Médico Legal (IML);
- Delegacias de Polícia Civil;
- Serviços Técnicos Gerais (Setec);
- Polícia Militar (PM).
Após a recolha de todos os dados dessas quatro fontes, são realizados os seguintes procedimentos:
– Exclusão das vítimas fatais de trânsito mortas nos hospitais de Campinas, mas acidentadas em outras cidades, e das vítimas fatais de trânsito sempre que o IML, órgão regional, tiver realizado o exame de necropsia sem que o fato tenha ocorrido em Campinas;
– Verificação de informações de vítimas fatais que não constavam no IML, mas sim em outra fonte, porque o acidente pode acontecer em Campinas, na divisa de municípios, e a vítima ser socorrida e levada para hospital de outra cidade. Se a vítima morre, a necropsia é feita pelo IML daquela cidade;
– Constatado que se trata de vítima de sinistro de trânsito, os números são incluídos no Banco de Dados, com as respectivas informações.
Atualização metodológica
Desde janeiro de 2026, Campinas passou a considerar como vítimas fatais no trânsito aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro.
Até 2025, a Emdec utilizava o parâmetro de óbitos em até 180 dias após a ocorrência.
A atualização da metodologia garante:
– Alinhamento às normas nacionais e padrões internacionais adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Ministério da Saúde (Programa Vida no Trânsito).
– Alinhamento à metodologia de cálculo utilizada pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), ferramenta oficial adotada no Estado de São Paulo, vinculado ao Detran-SP.
– Mais precisão no monitoramento de indicadores e metas de segurança viária.