Os primeiros cinco meses de 2026 mantiveram a tendência de queda nas mortes no trânsito campineiro, inclusive entre os grupos mais frágeis na circulação. Pedestres e motociclistas alcançaram o mesmo índice de redução nos óbitos – 29% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Nas vias urbanas, foram 11 vidas salvas, o que representa queda de 42% nas mortes em 2026. Foram 15 vidas perdidas no trânsito até maio deste ano contra 26 no mesmo período de 2025. Os dados são do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que considera como vítima fatal aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente).
Os último cinco balanços divulgados pela Emdec demostram quedas consecutivas nos índices de mortes no trânsito campineiro, nas vias urbanas e, também, entre os usuários mais frágeis – pedestres e motociclistas.
Os motociclistas seguem como os que mais morreram no trânsito campineiro em 2026. Foram 10 óbitos em vias urbanas – 67% do total, quatro a menos que no ano passado. Os 33% restantes envolveram atropelamentos fatais: cinco pedestres morreram na malha urbana até maio deste ano, dois a menos que em 2025. Os dados preliminares demonstram que Campinas não registrou, no eixo urbano, mortes de ciclistas ou ocupantes de outros veículos em 2026.
Confira o perfil das vítimas em vias urbanas e os índices de redução:
- 10 motociclistas (67% do total).
29% menos que o mesmo período de 2025 (14).
2 mortes em maio – 71% menos que abril (7).
- 5 pedestres (33% do total).
29% menos que o mesmo período de 2025 (7).
1 morte em maio – igual a abril (1).
Outras 14 mortes foram contabilizadas em rodovias no período, totalizando 29 óbitos no trânsito campineiro. Deste total, 65% (19) eram motociclistas, 21% (seis) eram pedestres e 14% (quatro) eram ocupantes de outros tipos de veículos. O número total representa 16 vidas salvas ou 36% menos mortes em vias urbanas e rodovias, em relação ao mesmo período de 2025.


Combate às condutas de risco e campanha de pedestres
Os dados preliminares são resultado de estratégias permanentes realizadas pela Emdec para salvar vidas no trânsito. Entre elas, as frentes de fiscalização que combatem comportamentos de risco. Nas 106 blitze integradas realizadas até maio deste ano, as motocicletas responderam por 54% das condutas de risco identificadas – mais de 2 mil das 3,8 mil infrações. Os 144 pontos de fiscalização eletrônica e os 19 pontos de fiscalização remota por câmeras ativos reforçam a identificação dos comportamentos irregulares.
E para reduzir ainda mais os índices de atropelamentos fatais em Campinas, a Emdec lançou, em maio, a campanha permanente de atenção ao pedestre, em conjunto com o Detran-SP. Diversos pontos críticos da cidade recebem, até dezembro, abordagens educativas que destacam a prioridade ao pedestre no trânsito.
“Redobrar a fiscalização entre os motociclistas é uma forma de conduzi-los à correção dos comportamentos de risco no trânsito. E o nosso apelo pela proteção aos pedestres vem alcançando diferentes regiões da cidade”, destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.
Falta de habilitação e capacete lideram causas das mortes
Sete das 15 mortes em vias urbanas tiveram as causas analisadas. A falta de habilitação para dirigir e a ausência do capacete foram os fatores que mais causaram as mortes no trânsito, com 72% do total analisado:
Veja o ranking:
- Falta de habilitação: 3 casos (43%).
- Falta de capacete: 2 casos (29%).
- Álcool na direção / velocidade / direção perigosa / evitabilidade / comportamento do pedestre / violência urbana: 1 caso cada (14%).
Um mesmo caso fatal pode ter mais de um fator de risco envolvido. A íntegra do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito pode ser acessada no site da Emdec.




