Antiga Rua Deserta, Álvares Machado recebe o movimento do comércio

Conhecida pelo comércio informal instalado em diversos pontos da via, a história da Rua Álvares Machado está entrelaçada, assim como toda a área central, com a inauguração da Estação Ferroviária, em 1873. Pela predominância de fazendas e pequenas chácaras, a região quase não possuía moradias e qualquer tipo de comércio em toda a sua extensão. Por esse motivo, ganhou o “apelido” de Rua Deserta. Em 1848, essa nomenclatura foi oficializada pela Câmara Municipal. Com a chegada da ferrovia e, consequentemente, de trabalhadores e turistas, bairros como o Cambuí, a Vila Industrial, o Bosque e o Centro receberam um fluxo maior de pessoas interessadas em se instalarem próximo à Estação. Incluída entre as beneficiadas, a Rua Deserta ganhou movimento e perdeu, aos poucos, as características iniciais. Em 1871, por determinação da Câmara, a denominação foi alterada para Álvares Machado, em homenagem ao médico cirurgião e político influente da época. O comércio e a via Com o passar do tempo, a Álvares Machado foi alterando seu cenário. Por se tratar da área central, os estabelecimentos comerciais logo ganharam destaque. Além de armarinhos, restaurantes, lojas de roupas e calçados, a via recebeu, no final da década de 1990, o comércio informal de ambulantes. Para resolver a grande quantidade de comerciantes, a Prefeitura Municipal de Campinas padronizou o serviço e organizou os vendedores em boxes igualmente divididos em um espaço reservado a eles, que inclui ventilação e cobertura. O centenário Mercado Municipal Localizado entre as ruas Benjamin Constant, Álvares Machado, Ernesto Khullmam e Barreto Leme, o Mercado Municipal foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e fundado em 1908. Antes da sua construção, o local servia como estação ferroviária, denominada como Estação Carlos Botelho. Utilizada pela Companhia Funilense, a principal atividade era a exportação de açucar ao porto de Santos. Curiosamente, na plataforma que estão, hoje, as peixarias, funcionava o embarque e desembarque dos trens. Já o lado oposto era utilizado como estacionamento das carroças e charretes. Entre 1930 e 1960, o Mercadão, como ficou popularmente conhecido, era um ponto de encontro de jornalistas e intelectuais da cidade. Era lá que, além de apreciar os petiscos, pastéis e bolinhos de bacalhau vendidos, os profissionais se reuniam para discutir temas nacionais e municipais. Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), em 1982, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), em 1995, o Mercado Municipal mantém a tradição como um importante centro de compras da cidade, sobrevivendo ao crescimento urbano e à instalação de diversos hipermercados. O Mercado Municipal tem, hoje, 143 boxes e é administrado pela Serviços Técnicos Gerais (SETEC). Seu horário de funcionamento é das 7 às 18h30, de segunda a sábado; e das 7h às 12h, aos domingos. Quem foi Álvares Machado? Francisco Álvares Machado e Vasconcelos seguiu a profissão dos pais, atuando como oftalmologista e médico cirurgião. Trabalho em diversas cidades, entre elas Itu, Porto Feliz, Campinas e Rio de Janeiro. Logo no início dos estudos, aos 17 anos, Álvares Machado ingressou no Corpo de Voluntários Reais da Província de São Paulo como auxiliar de farmácia e ajudante de cirurgia da enfermaria do Hospital Militar. Em 1814, foi nomeado pelo Rei D. João VI, como cirurgião-mór do 1° Regimento. Entre outras realizações, foi também organizador da primeira escola médica do Brasil e o primeiro oftalmologista brasileiro a intervir em casos de catarata com instrumentos fabricados por ele mesmo. Em 1840, foi um dos três paulistas que governaram a província de São Pedro do Rio Grande do Sul durante a guerra dos Farrapos. Em 1832, foi eleito deputado, cargo que ocupou até 1846. Em Campinas, além dos trabalhos na área médica, Álvares Machado enviou, do Rio de Janeiro para o município, a primeira tipografia da cidade. Nela foi impressa, em 1858, a Aurora Campineira, primeiro jornal local. Fontes: www.campinas.sp.gov.br www.setec.sp.gov.br

Residencial Colina das Nascentes ganha nova linha

Para beneficiar cerca de 200 usuários/ dia, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) implantou, nesta sexta-feira, dia 1° de abril, a linha 200.1 – Jd. Novo Maracanã (Inclusivo) para atender o bairro Residencial Colina das Nascentes. Com partida do Terminal Campo Grande, a linha irá operar com um veículo e quatro horários de saída: 6h, 12h, 20h e 23h15, nos dias úteis; e às 6h, 14h e 22h, aos sábados, domingos e feriados. A nova linha do Sistema InterCamp irá complementar a linha 2.00, que circula com intervalos de 30 minutos;  e, por isso, terão o mesmo itinerário, com exceção do atendimento do novo bairro. Confira o trajeto da linha 200.1: – Normal até a Rua Dr. Lázaro Zamenhof, no Jd. Lisa – Rua 03, no Colina das Nascentes – Rua 04 – Rua 09 – Rua 14 – Retorno – Rua 09 – Rua 08 – Rua 02 – Rua Geraldo Sosso Júnior, no Jd. Novo Maracanã – Rua Wilson Calstron – Rua Edis Pedro de Oliveira – Rua Roberto Cecarelli – Seguindo normalmente o itinerário da linha 2.00. Vale lembrar que, como se trata de uma área em crescimento na cidade, a EMDEC prevê o aumento no número de passageiros no decorrer do tempo. Nesse caso, novas alterações poderão ocorrer, seja no intervalo médio da linha ou no número de veículos em operação.

Mutirão garantirá melhorias em vias no Centro e Taquaral, neste sábado, dia 26

Dando continuidade ao mutirão de limpeza nas principais vias centrais, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) acompanhará os trabalhos do Departamento de Parques e Jardins e da Secretaria de Serviços Públicos neste sábado, dia 26 de março. Entre os serviços previstos, estão  limpeza de canteiro central, poda de árvores e a operação tapa-buraco. A EMDEC também aproveitará esse momento de mutirão  para realizar a manutenção de pintura da sinalização na Avenida Orosimbo Maia. Com exceção da operação tapa-buraco, que começará às 9 horas, os serviços da Prefeitura estão previstos para iniciar às 8h30; sem previsão de horário para a finalização. Confira as principais vias que receberão o mutirão de limpeza: – Avenida José de Souza Campos (Norte-Sul) – sentidos Guarani/Taquaral e vice-versa – Avenida Orosimbo Maia – sentidos Centro/Norte-Sul e vice-versa – Avenida Aquidaban – sentido Mário Gatti/Bosque dos Jequitibás – Avenida Miguel Burnier – sentido Campinas/Mogi-Mirim e vice-versa – Avenida Moraes Salles – sentido Campinas/Sousas e vice-versa – Avenida Prestes Maia Ao todo, 36 agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC acompanharão os serviços para monitorar o trânsito e efetuar eventuais bloqueios. De qualquer forma, a EMDEC orienta que os motoristas evitem os trechos que receberão os serviços, pois poderão apresentar lentidões. Caso optem em circular nestas áreas, é preciso redobrar a atenção e reduzir a velocidade.

Içamento bloqueia vias no Centro neste domingo

Av. Francisco Glicério e Rua Costa Aguiar terão trechos interditados A pedido da Síbia Transportes, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai interditar a Rua Dr. Costa Aguiar, no trecho entre as vias José de Alencar e Álvares Machado, neste domingo, dia 27 de março. O bloqueio será necessário para o içamento de escada rolante em um estabelecimento comercial. A previsão é que os serviços aconteçam das 8 às 12 horas. Como opção de desvio, a EMDEC orienta aos motoristas que utilizem a Rua Ferreira Penteado. Glicério tem içamento à tarde Outro bloqueio que será realizado pela EMDEC, também neste domingo, acontecerá na Avenida Francisco Glicério, entre a Rua Barreto Leme e a Avenida Benjamin Constant. Neste caso, o pedido foi feito pela Enclimar Engenharia e Climatização para o içamento de ar condicionado. Como a interdição será das 15 às 20 horas, a EMDEC sugere, como desvio, a Avenida Orosimbo Maia, a Rua Jorge Miranda e as avenidas Avenida Senador Saraiva e Campos Salles. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para monitorar o trânsito e orientar os motoristas.

Proença homenageia fazendeiro ilustre

“A Proença faz parte da história da minha família. Já brinquei nesta rua, em um campinho, com meus vizinhos e amigos. Já atravessei, várias vezes, parte dela para chegar ao Bosque dos Jequitibás. Já vi muita coisa mudar”. Não muito diferente da história de outras vias da cidade, a Rua Proença também já passou por diversas alterações. Os principais observadores dessas mudanças são, obviamente, os moradores da via. A frase é de Vera Regina Vasco Camilo, 48, uma moradora da Proença desde que nasceu. A família Vasco Camilo está no mesmo endereço há mais de 80 anos. “Minha avó, meu pai, eu, meus irmãos e meus filhos nascemos aqui e moramos na mesma casa desde o nascimento”, explica. Por esse motivo, importantes momentos da história da família aconteceram na via. Alguns dos mais marcantes foram as festas de casamento. “A minha e a do meu irmão lotaram a rua de carros. Tinham mais de 80 pessoas em cada festa”. Histórias, tradições e momentos marcantes podem se encaixar, também, na família de Olga Fábio Rodrigues, 86. Mineira, Olga veio para Campinas em 1963 e, desde então, a Rua Proença é seu endereço residencial. “Eu gosto muito daqui. Tivemos nosso filho. Hoje, tenho netos e não tenho vontade nenhuma de me mudar.” Ela conta que desde o falecimento do marido e o casamento do filho, passou a morar sozinha na casa instalada na via. No entanto, apesar de todas as famílias que por ali passaram, estão ou ainda virão, um dos moradores mais importantes da via foi Antônio Manoel Proença, responsável pela atual nomenclatura da via. Dono de uma fazenda que, hoje, ultrapassa o Estádio Brinco de Ouro e o Bosque São José, Antônio Proença cedeu algumas terras para a criação da via que hoje leva seu sobrenome. Antônio Manoel Proença nasceu, em Santos, em 1833; e, aqui, faleceu, em 1904. Entre os trabalhos realizados para a cidade, Proença foi diretor da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, da Companhia Campineira de Iluminação a gás e um dos responsáveis pela construção do Teatro São Carlos e do Hospital Irmãos Penteado. A via e o transporte público: dos bondes aos ônibus Com a necessidade de prolongar os limites da cidade,  que estava restrito às ruas centrais, a Câmara Municipal decidiu, em 1884, criar uma nova via que partia da atual Rua Barão de Jaguará. A partir daí, a Rua Proença passou a ter uma importância significativa para o fluxo de pessoas e veículos, já que ela é responsável por ligar o Centro a bairros tradicionais da cidade. A via se transformou, consequentemente, em um ponto estratégico para o itinerário dos transportes públicos. A partir da década de 1930, a Proença fez parte da rota da linha n° 12 do bonde elétrico. Denominado como “Proença” e depois “Bosque”, o veículo partia da Praça Visconde de Indaiatuba e seguia pelas vias General Osório, Boaventura do Amaral, Duque de Caxias, Padre Vieira, Proença; e descia pela Barão de Jaguara até à praça inicial. Hoje, a Rua Proença faz parte do itinerário dos ônibus. Oito linhas passam pela via, levando os usuários do Sistema InterCamp ao Terminal Ramos de Azevedo e a bairros como Swift, Jardim São Fernando, Notre Dame e Castelo. O córrego Com a construção da malha viária e a sua pavimentação, a via deixou de ter, em seu cenário, o córrego Proença. Inicialmente conhecido como córrego dos Lava-pés, o riacho nasce bem próximo à Universidade Paulista – UNIP;  e segue até a Avenida Norte-Sul. Durante seu trajeto, o córrego descia pela Rua Proença e, ao lado do Estádio Brinco de Ouro, formava uma represa, conhecida como Tanque da Baronesa. Assim como diversos outros córregos da cidade, o Proença teve suas águas canalizadas pelo acelerado crescimento urbano. Assistência aos adolescentes A Rua Proença é, também, endereço de uma ONG destinada aos trabalhos com adolescentes infratores. Denominada como Centro de Orientação ao Adolescente de Campinas – Comec, a entidade possui duas unidades na via. Fundado em 1980, o Comec realiza atividades com os adolescentes que cometeram delitos com programas como o Programa de Aprendizagem Profissional, que visa inserir os jovens no mercado de trabalho; e o de Prestação de Serviços à Comunidade, através de um acompanhamento dos adolescentes durante o período de cumprimento de medida sócio-educativa. Conforme Marili Foltran, coordenadora geral da ONG, o Comec é essencial para a reabilitação dos jovens. “Além do trabalho com os adolescentes, nós acompanhamos e orientamos as famílias deles. Isso é extremamente importante para reintegrá-los no convívio familiar e social”, explica. Fontes: http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com http://www.comec.org.br/

Novo semáforo na John Boyd Dunlop já está em operação

Beneficiando motoristas e pedestres da região do Jardim Ipaussurama, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) colocou em funcionamento um novo semáforo no cruzamento da Avenida John Boyd Dunlop com a Rua Sílvio Bachetti. “Os semáforos vieram em boa hora e são muito bem-vindos. Essa foi a melhor obra do ano para o nosso bairro”, elogia o aposentado e morador, Abdo João do Vale. O cruzamento recebe mais de 33 mil veículos/dia. No sentido Centro-bairro, o fluxo veicular é de mais de 18 mil veículos; e, no sentido inverso, trafegam mais de 15 mil carros. Entre os principais beneficiados, o destaque é dado aos alunos, pais e professores do Centro Municipal de Educação Infantil – CEMEI Aurora Santoro e da Escola Municipal de Educação Fundamental – EMEI Profª Silvia Simões Magro. Para atender a esse público, que juntos ultrapassam 950 pessoas, a EMDEC implantou fase exclusiva para pedestres no sentido Centro-bairro, que pode ser acionada por botoeiras no cruzamento. O semáforo facilitará, também, a circulação dos usuários do transporte público, que contam com dois pontos de ônibus nas proximidades do cruzamento. “A população agradece essa nova implantação. Temos professoras que demoravam cerca de 10 minutos para atravessar o cruzamento e chegar aqui na escola”, conta Roseli Barradas Bernardino, diretora do CEMEI Aurora Santoro. Segundo a EMDEC, foram investidos cerca de R$ 60 mil em todo o projeto (equipamentos e sinalizações horizontal e vertical). Além dos semáforos, as obras incluíram a construção de uma passagem no canteiro central para ligar as duas faixas de pedestres, construída em parceria com a Administração Regional 5. De acordo com a EMDEC, foram registrados seis acidentes em 2009; sendo cinco sem vítimas e um com vítima.

Tancredão bloqueado para obras nesta terça, dia 15

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) irá interditar a Praça Centro de Integração Social Tancredo Neves, conhecido também como Tancredão, no trecho entre as ruas João José Pereira e Campo Grande, nesta terça-feira, dia 15 de março. O pedido foi feito pela AR-07 para a realização de serviços de manutenção, por conta de afundamento de galeria de águas pluviais. As obras estão previstas para acontecerem das 8 às 16 horas. Como opção de desvio, a EMDEC orienta a Rua Campo Grande e a Avenida das Amoreiras. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para orientar os motoristas e monitorar o trânsito.

Posição dos radares estáticos nesta quinta, 10

Nesta quinta-feira, dia 10 de março, os radares estáticos para o monitoramento da velocidade estão em operação na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, na Nossa Senhora Auxiliadora; e na Avenida Ana Beatriz Bierrembach, na Vila Mimosa. Nas duas vias, a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. Já amanhã, sexta-feira, dia 11, o monitoramento da velocidade será realizado na Rua Frederico Ozanam, na Vila Joaquim Inácio; e na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, na Nossa Senhora Auxiliadora. Nos dois trechos, a velocidade máxima permitida também é de 60 km/h. A EMDEC ressalta que os radares estáticos funcionam diariamente, no período das 7h às 17h.

Obras da Sanasa bloqueia vias no Cambuí e no Centro

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) irá interditar a Rua Américo Brasiliense, na altura do número 306, no trecho entre as ruas Padre Almeida e Dr. Souza Lima, no bairro Cambuí. O bloqueio acontecerá no próximo domingo, dia 6 de março,com previsão para iniciar às 8 horas. A Sanasa irá realizar reparos na rede de esgoto da região. Bloqueio no Centro Também a pedido da Sanasa, a EMDEC bloqueará a Rua Barreto Leme, entre as ruas Sacramento e Doutor Quirino, no Centro, na próxima segunda-feira, dia 7 de março. O bloqueio terá início às 8 horas e será necessário, também, para reparos na rede de esgoto. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão nos locais interditados para orientar os motoristas e monitorar o trânsito.

General da Revolução de 32 é lembrado em via da cidade

Greves, revoltas e revoluções podem mudar radicalmente a história de um Estado ou Nação. No caso do estado paulista, a Revolução de 1932 é considerada um dos eventos mais marcantes e importantes. Comemorada no dia 9 de julho, a Revolução foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil. Denominada, também, como Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, o movimento era contra a ditadura de Vargas que, ao perder as eleições de 30, assumiu a Presidência da República com um Golpe de Estado. Após 87 dias de combate (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932), a Guerra terminou com um saldo, não oficial, de 2,2 mil mortos. Apesar disso, como desejavam, o Estado passou a ser governado por paulistas e, dois anos depois, foi promulgada a Constituição de 1934. Personagens e heróis da Revolução e o próprio movimento inspiraram a denominação de ruas e praças e até mesmo cidades do Estado. Em Campinas, a Praça 9 de Julho, em frente à Estação Cultura e a Rua General Marcondes Salgado, no Bosque, são exemplos de homenagens à Revolução de 32. A via Com 850 metros, a Rua General Marcondes Salgado tem início na Rua Luzitana e segue até a Avenida Moraes Salles. Sua atual denominação foi definida em 1934. Antes disso, a via era conhecida como Rua Visconde de Indaiatuba. A alteração foi necessária devido à duplicidade de denominações, com a existência, já na época, da Praça Visconde de Indaiatuba. A antiga e a nova opção de lazer A Rua General Marcondes Salgado conta, ainda, com duas importantes áreas de lazer da cidade. Com 100 mil metros quadrados, o Bosque dos Jequitibás é uma das opções mais antigas para a população campineira aproveitar as horas de descanso. E desde o final de janeiro, a via é parte do trajeto da Ciclofaixa de Lazer “Campinas – Cidadania em Movimento”. O Bosque dos Jequitibás foi adquirido pelo poder público municipal em 1915. Até então, a chácara pertencia a Francisco Bueno de Miranda e era utilizada, inicialmente, apenas pela família proprietária como residência e área recreativa. Hoje, o Bosque possui reserva florestal nativa e um zoológico com 300 espécies de aves, répteis e mamíferos (como leões, tigres, lobo guará, arara azul, onça pintada), uma pista de corrida, trenzinho, quiosques, lanchonetes e playground, a casa do Caboclo (réplica em pau a pique de moradia rural), o Museu de História Natural, o Aquário Municipal e o Teatro Carlos Maia. Com a trajetória de espaço de lazer, o Bosque dos Jequitibás recebeu do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephat) o tombamento de seu zoológico, em 1970; do Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), em 1993, o tombamento de todo o conjunto; e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), o reconhecimento de seu zoológico, em 1995. A Ciclofaixa de Lazer tem, ao todo, cerca de 18 quilômetros de extensão. Ligando o Centro à Lagoa do Taquaral. A nova opção de lazer da cidade funciona, exclusivamente, aos domingos e feriados, no período das 7h às 13h. Destaque nos cinemas Localizado na Rua Luzitana, logo no início da Rua General Marcondes Salgado, o Edifício Irinei Checchia já fez parte do cenário de um importante filme brasileiro. “O Dia em que meus pais saíram de casa” retrata o país durante a Ditadura Militar, em 1970. Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que perde o contato dos pais de forma inesperada e é obrigado a viver com um vizinho judeu. O prédio pertence à Casa de Saúde de Campinas e foi escolhido para ambientar algumas das principais cenas externas do filme. A pavimentação de paralelepípedos, a arquitetura típica e os sobrados em volta foram os grandes motivos pela escolha, já que lembravam o bairro do Bom Retiro, em 1970. Quem foi General Marcondes Salgado? Comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Júlio Marcondes Salgado foi General na Revolução de 32. Durante a revolta, foi morto em batalha e recebeu promoção "Post Mortem", transformando-se no primeiro General dos Paulistas. Apoio à pesquisa: Wagner Paulo dos Santos Fontes: http://www.pindavale.com.br/filhosilustres/generaljulio.asp http://www.sp-turismo.com/campinas/bosque-jequitibas.htm