Fogueira, quadrilha, vinho quente e quentão. Assim como acontece em janeiro, com o Réveillon, e em fevereiro, com o Carnaval, junho entra na lista como um dos meses mais tradicionais do ano. Isso porque é nele que costumam acontecer as tão esperadas Festas Juninas. Organizadas por igrejas, escolas, clubes ou associações de moradores, as festividades sempre atraem um grande público, interessados em aproveitar as guloseimas e tradições só encontradas nessa época do ano. Entre os quitutes, está a paçoca, o pé-de-moleque, rapadura, pipoca, o milho verde, o amendoim torrado, batata doce, canjica, o doce de abóbora, o arroz doce e, para os adultos, quentão e vinho quente. Também são comuns brincadeiras como pescaria, argolas e tiro ao alvo; e danças tradicionais, como a quadrilha. Segundo historiadores, a tradição teve início nos países europeus católicos no século IV. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros. Inicialmente denominada como joanina, em homenagem a São João, quando chegou ao Brasil, o nome foi modificado para junina. A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos a mandioca, o milho; e também nos costumes, como o forró e a quadrilha. Mas, não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses. Uma lenda católica conta que Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus, na noite do nascimento de João Batista, acendeu uma fogueira para avisar a novidade. Por esse motivo, a fogueira é um dos mais importantes símbolos para os católicos. O ciclo das festas juninas começa em meados do mês de junho, quando se festejam quatro santos muito conhecidos no Brasil: Santo Antônio, no dia 13; São João, 24; e São Pedro e São Paulo, no dia 29 de junho. Em Campinas, cerca de 20 festas juninas já estão agendadas em todo o canto da cidade. Além das festas juninas, as vias da cidade também homenageiam os santos milagreiros. Encontro de tradições: o bairro e o Santo A homenagem ao santo casamenteiro está, coincidentemente, em um dos bairros mais tradicionais da cidade: o Cambuí. Pouco conhecida, até mesmo pelos próprios moradores do bairro, a Rua Santo Antônio tem 500 metros de extensão e está localizada entre a Rua Sampaio Peixoto e a Avenida José de Souza Campos, popularmente chamada de Norte-Sul. A via recebeu essa denominação em 1929. Tomada pelos prédios residências e estabelecimentos comerciais, não há qualquer registro de que ali já foram feitas homenagens ao santo, além da nomenclatura à via. Segundo Herta Lorhle, 84, que está na rua há quase 20 anos, nunca soube de nada organizado pelos moradores ou associações. “Talvez pela violência e pelo medo que vivemos hoje, as pessoas se fechem mais em suas casas. Praticamente não conheço meus vizinhos aqui. É o preço que pagamos pela modernidade”, afirma. Na Rua Santo Antônio, Herta abriu, em 1992, uma floricultura e continuou trabalhando como paisagista, sua profissão. No entanto, pelo aumento do número de trabalhos, decidiu fechar o estabelecimento comercial e continuar no mesmo local, dessa vez, como residência. O santo casamenteiro Entre os santos que são homenageados nas festas juninas, Santo Antônio é provavelmente o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil. Representado carregando o menino Jesus em seus braços, Santo Antônio ficou conhecido como "casamenteiro" e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos. Entre as simpatias, as jovens colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se ele (o santo) lhes arrumar um namorado. Outro castigo é separá-lo do menino Jesus e devolvê-lo somente depois de alcançarem o pedido. Além de casamenteiro, Santo Antônio é conhecido também por ser o Padroeiro dos pobres e por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos. Outro costume realizado pelas igrejas católicas é distribuir os famosos pãezinhos de Santo Antônio, no dia 13 de junho. A tradição diz que eles devem ser guardados dentro de uma lata de alimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano. Fonte: http://www.arteducacao.pro.br/
Autor: Juliana Ferreira
Jardim Nova Europa: homenagem ao continente americano
Você já foi para os Estados Unidos? Na América Latina, você conhece o México, a Bolívia, o Paraguai e a Argentina? E você sabia que todos esses lugares estão representados em Campinas? Todos eles estão separados por algumas quadras, ou melhor, esquinas. Batizadas pela Câmara Municipal, em 1956, o Jardim Nova Europa traz denominações diferentes para as vias do bairro. Contrariando a tradição de homenagear nomes da história da cidade ou do país, os vereadores decidiram denominar as ruas do bairro, que fazia referência ao continente europeu, com países das Américas. Apesar de não existir qualquer registro oficial sobre o real motivo, os moradores acreditam que a Câmara quis fazer uma “brincadeira” entre os continentes. Segundo o historiador Wagner Paulo dos Santos, o bairro fazia parte de uma fazenda pertencente à família Pessanha. “Toda a região foi loteada após os proprietários doarem as terras para a Prefeitura de Campinas”, explica. A denominação do bairro, por sua vez, estava relacionada à imobiliária responsável pelo loteamento. “A empresa que loteou a área chamava Nova Europa. Os vereadores decidiram colocar a região com o mesmo nome”. As vias receberam cerca de 20 nomes de países do continente americano. A escolha foi feita, provavelmente, de forma aleatória. Com a avenida principal denominada como Estados Unidos, as demais ruas chamam, por exemplo, El Salvador, Guatemala e Cuba. Com o decorrer do tempo, as antigas plantações de milho deram espaço para casas e novos moradores. João Padovan, 74, é um deles. Após casar, em 1962, escolheu a Rua Honduras como seu endereço residencial. “Quando eu cheguei aqui, as casas não tinham água e esgoto e as ruas não eram pavimentadas”, conta Padovan. Além dele, um dos oito irmãos também escolheu o bairro para morar. “Meu irmão mora na Rua Argentina. Eu me considero muito bem vindo por todos no bairro”, afirma. Além das residências, o bairro ganhou também estabelecimentos comerciais. O pioneiro foi um pequeno armazém, de propriedade do pai de Borges Trigo, 79. “Meu pai montou o armazém. Algum tempo depois eu comprei a loja dele e transformei em depósito para material de construção”, conta. Instalada na Rua Nicarágua desde 1973, a Borges Material de Construção já faz parte da tradição da família. Borges se considera também responsável pela construção das casas no bairro. “Eu tinha um caminhão e decidi abri depósito depois que as pessoas começaram a me contratar para entregar material para construir as casas aqui no Nova Europa”, explica. No meio dos países, a Praça Panamericana As características nada comuns não param por aí. Assim como todos os bairros da cidade, o Jardim Nova Europa tem a sua praça, que também é o endereço da igreja. Localizada no centro da avenida principal, sua denominação engloba todas as homenagens feitas aos países, sendo chamada como Panamericana. Nela, está instalada a Paróquia de Santa Cruz, um dos principais pontos de encontro dos moradores do bairro. Fundada em 1963, diversos freqüentadores da igreja ajudaram, inclusive, na sua construção. Mário Milan, 84, foi um deles. Logo que chegou ao bairro, ele e sua mulher se simpatizaram pelo padre responsável pela, até então, Capela Santa Cruz. Após um convite, Mario aceitou ajudar como voluntário na construção do Salão Paroquial. “O padre Rui queria construir a igreja, mas como o que ele conseguiu arrecadar não era suficiente, nós decidimos construir primeiro o salão”, conta. Em apenas seis meses, a equipe de voluntários conseguiu terminar as obras e inaugurar o salão. Como todos eles tinham seus próprios empregos, os trabalhos eram realizados apenas aos finais de semana. Enquanto os homens ajudavam nos serviços braçais, as mulheres cuidavam da situação financeira da igreja. “Minha mulher também ajudou muito na arrecadação de dinheiro para a construção da igreja. Como o salão paroquial estava pronto, ela era responsável por organizar as quermesses. Ela era quem cuidava de todos os detalhes, desde o vinho-quente até as cadeiras e mesas”, conta Milan. Hoje, a Paróquia recebe cerca de 800 fiéis por missa. Além do local para as celebrações, possui espaços para as atividades extras da igreja, como catequese, crisma, terços e reuniões litúrgicas. Para André Lunardi, secretário de pastoral, a história da igreja mostra a união da comunidade. “A construção da igreja dependeu muito do trabalho do Seminário Irmãos Maristas, antigo responsável pela área; e pelo serviço voluntário dos fiéis. Seremos sempre gratos a eles”, declara.
Bloqueio na Francisco Glicério cancelado
Por conta de problemas técnicos, a empresa Munck Maq solicitou o cancelamento do bloqueio que aconteceria na Avenida Francisco Glicério neste domingo, dia 29, pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC). A ação seria necessária para o içamento de equipamentos no topo do prédio do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Dessa forma, todos os desvios, sejam de rota ou de ônibus que estavam previstos, estão cancelados. Até o momento, nova data para realização dos serviços ainda não foi agendada.
Via na Vila Industrial fechada nesta quarta, 25
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai interditar a Avenida Manoel Dias da Silva, no trecho entre as ruas General Lauro Sodré e Amador Bueno, na Vila Industrial, nesta quarta-feira, dia 25 de maio. O bloqueio, que acontecerá das 8 às 12 horas, será necessário para obras na rede de esgoto da região, realizadas pela Sanasa. Como opção de desvio, a EMDEC orienta aos motoristas que utilizem as ruas General Lauro Sodré, Augusto Dias da Silva e Amador Bueno. Agentes da Mobilidade Urbana estarão no local para fazer as intervenções necessárias e monitorar o trânsito.
Voz que encantou Dom Pedro II dá nome a uma via da cidade
A homenagem para importantes nomes da história do país pode ser feita de diversas formas. Para a escolha dos homenageados, os trabalhos realizados, a biografia ou os cargos ocupados são analisados. Em Campinas, não é diferente. É fácil notar que grande parte das nomenclaturas das ruas e avenidas da cidade leva nomes de fazendeiros, militares, prefeitos e tantos outros personagens, em sua maioria, do sexo masculino. Como toda regra tem sua exceção, uma prima do maestro Carlos Gomes entra na lista das denominações das vias campineiras, em meio às nomenclaturas masculinas. Localizada no Cambuí, a Rua Maria Monteiro leva o nome da primeira cantora lírica brasileira. Com uma admirável história de vida, a cantora dá nome à via; denominação estabelecida pela Câmara Municipal em 1923. Zica, como era conhecida pelos familiares, nasceu em 1870. Durante a infância, cantava em coros de igreja e na escola. Alguns momentos específicos foram fundamentais para o sucesso da cantora, ao redor do mundo. Nas diversas apresentações e representações, uma delas como Verônica, a personagem bíblica que limpou a face de Jesus Cristo, Maria Monteiro encantava a platéia e, cada vez mais, era a escolhida para cantar em grandes eventos da cidade. Em 1883, foi elogiada no jornal Gazeta de Campinas após cantar na festa de inauguração da Igreja Nossa Senhora da Conceição, a Matriz Nova. Em 1886, encantou em uma apresentação da escola para o imperador D. Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, durante a visita do casal real. Diante dos elogios, Maria Monteiro ganhou uma bolsa de estudos da imperatriz e viajou para a Europa. Lá, formou-se como maestrina, artista de canto e se apresentou em países como Itália, França, Inglaterra e Espanha. Apesar do sucesso, Maria Monteiro abandonou a carreira para se dedicar ao lar. Aos 27 anos, no entanto, morreu com uma infecção na garganta e nos pulmões. A via Com 1,2 km de extensão, a Maria Monteiro é uma via basicamente comercial. Assim como todo o bairro, a rua recebe comerciantes, fregueses e moradores da classe média alta. Apesar disso, quatro linhas de ônibus do Sistema InterCamp atendem a população da região e levam os usuários ao Centro, aos bairros Pacaembu, Parque Brasília, e ao Shopping Iguatemi e ao Terminal Rodoviário Ramos de Azevedo. Paróquia Nossa Senhora das Dores A Paróquia Nossa Senhora das Dores é uma das principais igrejas situada no bairro Cambuí e foi inaugurada em 1937. Após a compra do terreno pela Diocese de Campinas, foi necessária a abertura da Avenida Coronel Silva Teles. As obras de construção, incluindo o projeto arquitetônico e a arte final, duraram um pouco mais de dois anos. Com a inauguração, a igreja foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a qual pertencia. Curiosidades – No monumento-túmulo do maestro e compositor Carlos Gomes, localizado na Praça Bento Quirino, no Centro, está a escultura de Maria Monteiro, feita em 1905. – Desde a infância, Maria Monteiro já demonstrava vocação musical, principalmente pela influencia do pai, Francisco Monteiro, que era professor de música e organista. – Zica iniciou os estudos musicais em Jundiaí e, depois, teve aulas no Colégio Florence, em Campinas. – Maria Monteiro foi capa de um caderno especial do Correio Popular de 3 de abril de 1969. Fontes: www.rac.com.br www.igrejansdores.org.br www.pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com
Via na Chácara Primavera é bloqueada nesta quinta, 12
Atendendo pedido da Sanasa, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai interditar, nesta quinta-feira, dia 12 de maio, a Rua Girassol, no trecho entre a Rua das Orquídeas e Rua Jorge Figueiredo Corrêa, no Bairro Chácara Primavera. O bloqueio, que acontece das 8h às 13h, é necessário para reparos na rede de esgoto. O desvio, por sua vez, deve ser feito pelas ruas das Orquídeas e Jorge Figueiredo Corrêa. Durante a interdição, agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para monitorar o trânsito e orientar os motoristas.
EMDEC reforça sinalização em pontos da cidade
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai reforçar a sinalização vertical, ou seja, implantação de placas; e horizontal, que corresponde às pinturas do solo, de mais três pontos da cidade, neste final de semana. O primeiro trabalho começará nesta sexta-feira, dia 6, no cruzamento entre as ruas Cásper Líbero e Capitão Pedro de Alcântara, no Jardim Proença, a partir das 21h30. No local, serão implantadas placas e reforçada a sinalização horizontal. Já no sábado, dia 7 de maio, as equipes da EMDEC estarão na Rua João Carlos do Amaral, no bairro Nova Aparecida. O horário previsto para início dos trabalhos é às 7 horas. Logo no início da próxima semana, o Departamento de Implantação de Sinalização da EMDEC estará no bairro San Martin para sinalizar vias da CDHU. A sinalização será na próxima segunda-feira, dia 9 de maio, às 9 horas. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC acompanharão todos os trabalhos das equipes de sinalização, monitorando o trânsito e orientando motoristas que passarem pelo local.
EMDEC sinaliza vias em três bairros da cidade
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) irá realizar trabalhos de sinalização em vias dos bairros Jardim Chapadão, Jardim Proença e Padre Teixeira nesta quarta, dia 4, e quinta-feira, 5 de maio. Os serviços incluem implantação de sinalização vertical (instalação de placas) e pinturas de solo como faixas e legendas. O primeiro dos trabalhos acontecerá no Jardim Chapadão nesta quarta, dia 4, às 21h30. O trecho contemplado com a sinalização será o cruzamento da Rua Francisco Otaviano com as ruas Alferes João José e Bento da Silva Leite. Trabalhos na quinta Já na quinta-feira, dia 5, duas equipes da EMDEC farão a sinalização nos bairros Padre Anchieta e Jardim Proença, a partir das 9 horas. Uma equipe estará no cruzamento das ruas Papa Virgílio e Papa São Nicolau I, no Padre Anchieta. A outra, no entorno das ruas Cásper Líbero e Capitão Pedro de Alcântara, no Jardim Proença. Durante os trabalhos, podem acontecer bloqueios parciais no trânsito.
Via no Jd. Novo Maracanã bloqueada nesta quinta, 28
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai interditar, a pedido da Sanasa, a Rua Claudio Delfino, no Jardim Novo Maracanã, nesta quinta-feira, dia 28 de abril. O trecho, entre as ruas Romeu Carnielli e Edson Luiz Rigonatto, passará por serviços na rede de esgoto, das 8 às 12 horas. Por esse motivo, a EMDEC orienta, como opção de desvio, que os motoristas utilizem as ruas Edson Luiz Rigonatto, Maria Perissinoto dos Santos e Romeu Carnielli, no sentido Centro x bairro. Já no sentido contrário (bairro x Centro), o desvio poderá ser feito pelas ruas Profª. Ruth Fonseca de Oliveira e Raul Verinaud. Agentes da Mobilidade Urbana estarão no local durante o período de bloqueio para monitorar o trânsito e orientar motoristas.
Balão do Tavares: ponto de referência na cidade
Tradição da Igreja Católica, a Semana Santa celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Para os religiosos, o período deve ser dedicado às celebrações, procissões e penitências. Entre os principais costumes, o jejum da carne vermelha é uma das formas de abstinência, restringindo o cardápio apenas a frutos do mar. Para Antônio Tavares Junior, 67, no entanto, a época é sinônimo de vendas. Combinando experiência e conhecimento, o proprietário do Frigorífico Tavares aproveita as tradições para lucrar. Segundo levantamentos do próprio local, o aumento das vendas chega a ser 10 vezes maior que em outras épocas do ano. Localizado no bairro Quarto Centenário, o estabelecimento se tornou ponto de referência na cidade. A família Tavares, por sua vez, está no ramo desde o início de 1940. “Meu avô, minha tia e meu pai sempre trabalharam com a venda de peixes. Eu entrei no ramo por influência, mas hoje faço por prazer e satisfação”, conta Antônio. Inaugurado em 1964, o frigorífico já passou por altos e baixos. A partir da década de 70, atingiu seu ápice como produtor, atacadista, varejista e fabricante de gelos. “Nós tínhamos barcos de pesca no litoral paulista, no sul e em rios do Mato Grosso e Minas Gerais. Com eles, acabamos nos tornando um distribuidor para todo o país.” No entando, em 2005, um vazamento de gás amônia dos sistemas de refrigeração da fábrica obrigou Antônio à fechar as portas. “Foi uma fase muito difícil na minha vida. Foram muitas noites com dor de cabeça por causa do volume de ligações da imprensa, da Vigilância Sanitária e do Ministério Público do Trabalho.” A partir de então, o frigorífico passou a funcionar apenas com o varejo. Com o fechamento da fábrica, o número de funcionários caiu de 36 para 12. “Eu amo o que faço, talvez por isso sofri tanto.” Apesar das dificuldades, Antônio prevê voltar com as principais atividades do Tavares. “Quero retomar com a fábrica de gelos e congelamento de peixes. Só dependo de alguns assuntos particulares para iniciar uma reforma no prédio. Quem sabe ano que vem tudo volta como era antes”, afirma com esperança. O Balão do Tavares Os 47 anos no mercado rendeu, no mínimo, o conhecimento do endereço do frigorífico como ponto de referência para a população campineira. Oficialmente denominado como Praça João dos Santos Teixeira desde 1982, o local sempre foi conhecido popularmente como Balão do Tavares. “Eu acho muito interessante que todos chamem o balão com o meu sobrenome. Teve uma vez que me deu uma satisfação enorme ao pegar um ônibus e ver no letreiro: Balão do Tavares”, conta Antônio, proprietário do Tavares. Com um fluxo de aproximadamente 27 mil veículos por dia em horário de pico e fazendo parte do itinerário de cinco linhas do Sistema InterCamp, o Balão do Tavares é umas principais entrada para a cidade. Apoiada pela empresa responsável pelas obras na Avenida Lix da Cunha, o balão passou por algumas mudanças em 2009. Com o aumento no fluxo de veículos, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) implantou três conjuntos semafóricos no local. Para Marcelo Ferreira Lopes, chefe do Departamento de Controle Semafórico, as alterações trouxeram benefícios aos motoristas e pedestres que passam pela região. “Sempre recebíamos muitas solicitações de apoio aos pedestres no balão. Com a implantação, todos foram beneficiados. A região ganhou muito”, conta. Ponto de táxi Com oito veículos, o Balão do Tavares recebe também um dos pontos de táxi da cidade. Antônio Roberto Laredo, 60, taxista desde 1972 e morador de uma casa em frente ao Balão do Tavares, considera o ponto como estratégico. “Somos beneficiados pelo fácil acesso à Lix da Cunha, que nos leva rapidamente a importantes pontos de Campinas.” Já para João Ferreira dos Santos, 48, taxista há 20 anos e no balão desde 2008, os benefícios ultrapassam o trabalho. “Já trabalhei em muitos outros locais, mas acho aqui um dos melhores. Em todos os lugares, somos obrigados a conviver com a violência, mas as amizades que fiz no ponto e no bairro deixam de lado os problemas que passamos diariamente”, conta. Fonte: http://www.campinas.sp.gov.br