Via homenageia Marechal da República

Assim como diversas cidades ao redor do mundo, Campinas também possui uma via em homenagem à Proclamação da República. Localizada no Centro da cidade, a Rua Marechal Deodoro faz referência a um dos responsáveis pela proclamação e primeiro presidente do país. Em toda a sua história, a via já mudou de dimensões e denominações. Inicialmente foi composta apenas pelas quadras entre a Rua Doutor Quirino e a Avenida Francisco Glicério. Hoje, a via tem 550 metros de extensão, com  início na Rua Dr. Ricardo e desce até a Rua Luzitana. As denominações, por sua vez, são uma das maiores curiosidades da via. Por volta de 1817, ficou conhecida, popularmente, como Rua do Picador pela presença de um morador que adestrava cavalos. Aos finais de semana, o adestrador fazia apresentações com os animais e abria o “picadeiro” para visitação pública. O local se tornou um dos principais pontos de lazer da população. No entanto, em 1848, dois anos após a visita do Imperador Dom Pedro II à cidade, a Câmara Municipal decidiu, por meio de votação, que uma das vias de Campinas deveria homenagear a monarquia. A escolha foi feita e a antiga Rua do Picador passou a ser denominada, oficialmente, como Rua do Imperador. De Império à República Com o enfraquecimento da realeza, no final da década de 1880, os militares insatisfeitos com o Imperador, em conjunto com os partidos a favor da República, organizaram um golpe de Estado contra a monarquia. Assim, no dia 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca assinou o manifesto proclamando a República no Brasil. Como aconteceu em todo o país, o poder político de Campinas era, predominantemente, republicano. Logo após a proclamação, os vereadores determinaram, com apenas um voto contrário, que a Rua do Imperador passaria a homenagear o novo presidente do país, se tornando Rua Marechal Deodoro. Reduto das Letras e Artes A Rua Marechal Deodoro já recebeu diversos estabelecimentos de grande importância histórica para a cidade. Em 1888, passou a ser endereço da primeira sede da Força Pública de Campinas e, algumas quadras à frente, da Cadeia Pública. Já na esquina com a Rua Sacramento, estabeleceu-se a Escola Modelo de Campinas, o segundo grupo escolar da cidade. Inaugurada em 1900, foi transferida para a Rua Costa Aguiar, em 1907, e passou a ser chamada de Escola Dr. Quirino dos Santos. Outra referência é uma das mais tradicionais universidades da cidade. O prédio onde hoje está instalada a Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no Centro, pertenceu ao fazendeiro Barão de Itapura. A casa, uma das maiores na época, foi construída em 1883 e doada à Diocese de Campinas, em 1952. Apesar de ter passado por diversas reformas para abrigar funções educacionais, o “palacete” foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1983, e pelo CONDEPACC, em 1988. Na Marechal Deodoro, desde 1976, a Academia Campinense de Letras é um espaço reservado à literatura em Campinas. Fundada em 1956 com o objetivo de reunir os literários da cidade, a Academia é composta por 40 membros efetivos e perpétuos, eleitos em votação secreta, assim como acontece na Academia Brasileira de Letras. Além dos encontros dos acadêmicos, o prédio é utilizado, também, para exposições de artes, apresentações musicais, lançamentos de livros e eventos de associações, como a Casa do Poeta e a Maçonaria. Curiosamente, em 1970, um jornalista se desentendeu com o presidente da Academia da época e recusou a tomar posse, após ser escolhido na votação. Com o ocorrido, fundou a Academia Campineira de Letras e Artes. Dessa forma, Campinas passou a ter duas academias literárias. Histórias que se cruzam A Marechal Deodoro mantém características históricas. Trechos com paralelepípedos e quadras exclusivas para o uso de pedestres e pequenos estabelecimentos comerciais relembram o passado das pequenas vilas. Nascido em Pontal, interior de São Paulo, Etore Marostegan, 77, veio para o bairro Botafogo com 12 anos. “Eu sou do tempo que os jovens saíam daqui do bairro para passear na Rua 13 de Maio”, relembra Etore. Com a proximidade da Companhia de Força e Luz, onde hoje está o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo, e da FEPASA, a família Marostegan decidiu abrir, em 1951, um armazém em uma das esquinas da Marechal Deodoro, na época, caminho dos funcionários ao local de trabalho. Denominado como “Irmãos Marostegan”, o mercado passou de geração em geração. Do pai para Etore; e hoje nas mãos do sobrinho. “Apesar de sofrermos com a concorrência de grandes supermercados, me sinto bem em cuidar de um patrimônio da família”, afirma. Em outra esquina, Odinei Cria, 73, também segue a tradição familiar. O pai de Odinei abriu um pequeno boteco há 71 anos. Localizado, primeiramente, na Benjamin Constant, Odinei decidiu mudar para a Marechal Deodoro devido ao crescimento do antigo supermercado Eldorado. A mudança, no entanto, não afastou a clientela. “Moro no bairro desde pequeno e sempre ajudei meu pai nas vendas. Tenho clientes que freqüentam aqui desde o início, esse é o maior motivo para continuar com o comércio”, declara. Quem foi Marechal Deodoro? Militar, abolicionista e republicano por convicção, Marechal Manoel Deodoro da Fonseca, participou da Guerra do Paraguai durante os cinco anos de luta. Proclamou a república brasileira em 15 de novembro de 1889 e se consolidou primeiro presidente do país. Em 1892, com as graves crises financeiras que assolaram o país, Marechal Deodoro renunciou o cargo da presidência. No seu lugar, assumiu seu vice-presidente, Marechal Floriano Peixoto. Apoio à pesquisa: Wagner Paulo dos Santos Fontes: http://www.academiacampinensedeletras.com.br/

Posição dos radares estáticos na segunda, 31

Nesta segunda-feira, dia 31 de outubro, os radares estáticos para o monitoramento da velocidade estão em operação na Avenida Marechal Rondon, no Jardim IV Centenário; e na Rua Piracicaba no Jardim Novo Campos Elíseos I. Nas duas vias, a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. Já na terça-feira, dia 1°, os radares estarão em operação na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, no Jardim Nossa Senhora Auxiliadora; e na Rua Piracicaba, no Jardim Novo Campos Elíseos I. Nos dois trechos, a velocidade máxima permitida também é de 60 km/h. A EMDEC ressalta que os radares estáticos funcionam diariamente, no período das 7h às 17h.

Via no Jd. Sta. Mônica bloqueada nesta quarta

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai interditar a Rua Reinaldo Bolliger, no Jardim Santa Mônica, nesta quarta-feira, dia 26 de outubro. O bloqueio, que acontecerá no trecho entre as ruas Olívio Manoel de Camargo e João Ronzella, terá início às 8h; e seguirá até as 17h. No local serão realizadas obras da Sanasa. Como opção de desvio, a EMDEC recomenda as ruas Olívio Manoel de Camargo, Bento Simões Vieira e Ouro Fino. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para monitorar o trânsito e orientar os motoristas.

Cândido Gomide guarda história do futebol campineiro

Cândido Gonçalves Gomide foi engenheiro e vereador em Campinas. A Câmara o homenageou pelos serviços prestados em 1935, quando a via que recebeu seu nome era lembrada apenas como a “que partia da Barão de Itapura em direção aos bairros Chapadão e Guanabara”. Apesar dos 770 metros de extensão, a grande atração da Rua Cândido Gomide ocupa sozinha uma única quadra: o Estádio da Mogiana. No local, porém, sobrevive apenas a história. Por problemas na infraestrutura e falta de patrocinadores, o estádio perdeu o alvará para receber competições futebolísticas. Dos trilhos às gramas O Esporte Clube Mogiana foi fundado, em 1933, pelos trabalhadores das estradas de ferro da Mogiana, companhia responsável pelos serviços ferroviários dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Inicialmente, o principal objetivo do clube era oferecer aos funcionários um local para a prática de atividades esportivas. Com o passar do tempo, o time passou a disputar o Campeonato Amador de Campinas, contra rivais com forte tradição na cidade, como Campinas da Vila, Bonfim, Voluntários da Pátria e Corinthians da General Osório. Em 1940, o Mogiana inaugurou o seu próprio estádio: o Horácio Antônio da Costa. Considerado um marco de modernidade, o local contava com tribuna de honra, engrenagem mecânica que mudava o placar, cabines de rádio, sistema de drenagem e capacidade para 4 mil pessoas. Na época, passou a ser um dos principais estádios do país, perdendo apenas, em termos de qualidade e arquitetura, para o Pacaembu, em São Paulo, e São Januário, no Rio de Janeiro. Em 1947, o time se profissionalizou para conseguir disputar a divisão de acesso do futebol paulista. Mesmo com belas campanhas, como em 1948, quando o time terminou com o melhor ataque da temporada, com 68 gols, o Mogiana não resistiu à crise financeira. Em 1959, ficou em último lugar no Campeonato, sendo o último ano com jogos profissionais do time. Sob responsabilidade da Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.), o clube passou a ser chamado, já em 1985, de Centro Educativo Recreativo Esportivo do Trabalhador de Campinas (Cerecamp). O estádio, por sua vez, passou a ser utilizado para eventos, campeonatos amadores e trabalhos sociais. De 1996 a 2009, o Campinas Futebol Clube passou a mandar os jogos no local. No entanto, a falta de alvará fez com que o campo fosse interditado por falta de segurança. Hoje, o estádio recebe apenas jogos pequenos, sem a presença de torcida. Horácio da Costa foi um dos membros da diretoria do Esporte Clube Mogiana e engenheiro-chefe da obra que construiu o estádio. Por esse motivo, o também torcedor do time é homenageado com uma estátua com seu busto, localizada bem ao lado de uma das arquibancadas. Curiosamente, partes da estrutura do estádio foram feitas com sobras dos materiais usados na própria ferrovia da Companhia Mogiana. Fontes: www.futebolpaulista.com.br www.promemoriadecampinas.blogspot.com Jornal da Vila – edição n°09, ano 1

Rua 10 de Setembro lembra data dedicada à imprensa

A Rua 10 de Setembro é mais uma das vias de Campinas que tem uma data do calendário como denominação. Com apenas 200 metros de extensão, a rua está localizada no Centro da cidade; e é composta, basicamente, por prédios residenciais. Pela tranqüilidade e calmaria que “reina” em toda a via, o diferencial da Rua 10 de Setembro pode ser dado pela escolha dos vereadores para denominar a antiga Rua n° 1. Pertencente às terras de Antônio Joaquim Ribeiro Jr., irmão de Álvaro Ribeiro, fundador do jornal Correio Popular, o trecho entre as ruas Barata Ribeiro e Sacramento mudou sua denominação, curiosamente, no dia 10 de setembro de 1956. A escolha foi dada pela Câmara Municipal, já que o dia em questão é dedicado à imprensa. Dia 10 de Setembro O Dia Nacional da Imprensa é uma homenagem à Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal editado no Brasil e lançado em 10 de setembro de 1808. No entanto, em 1999, a data à imprensa foi redefinida para 1° de junho, dia em que o Correio Braziliense começou a circular, também em 1808. O jornal foi criado para informar a população brasileira sobre os eventos da Europa, sem a censura da Coroa Portuguesa. Apesar da escolha dos vereadores se referir, exclusivamente, à imprensa, o dia 10 de setembro é conhecido também como o Dia Nacional da Seresta, o Dia do Gordo, o Dia Mundial de Preveção ao Suicídio e, na mitologia chinesa, o Dia de Ch’ang-O, deusa que vive na Lua. O Dia Nacional da Seresta é uma homenagem à tradição brasileira de cantar músicas com mensagens fraternas nas praças e nas ruas de bairro. O costume teve início no século XX e relembra os trovadores da Idade Média, cantores ambulantes da “poesia-cantada”. Na Rua 10 de Setembro Em toda a sua extensão, a Rua 10 de Setembro é composta por diversos prédios residenciais. Terezinha Bratisch, 79, é moradora de um deles há 20 anos e confirma a tranqüilidade da via. “Do tempo que estou aqui, nunca tive problemas. Apesar de estarmos no Centro, tudo é muito tranqüilo. Não tenho o que reclamar”, conta. Com a companhia de Anilza Souza, Terezinha passa as manhãs apreciando a via. “Gostamos de sentar no banco do prédio para passar o tempo. Como a rua é tranqüila, é gostoso ficar aqui”, afirma Anilza. Em meio às residências, o Kom Sabor Empório Café chegou há um mês na via com o objetivo de conquistar novos clientes. Apesar da mudança de proprietários, o local mantém a característica comercial com predominância para pequenas mercearias. Matheus Santos, 17, filho dos proprietários, conta que a família já teve outros estabelecimentos comerciais, mas hoje aposta no restaurante como principal fonte de renda. “Estamos aqui há pouco tempo, mas gostamos do ponto. A rua é muito tranqüila, mas os moradores dos prédios são a nossa principal vantagem. Estamos esperançosos para que a Rua 10 de Setembro nos renda bons frutos”, afirma. Outro ponto da via é o prédio da Igreja de Jesus Cristo dos Santos de Últimos Dias, mais conhecida como Mórmon. Composta por quatro missionários, o local funciona, desde 1992, como sede administrativa da missão Brasil-Campinas, sendo responsável pelos missionários que estão na cidade. Os quatro jovens, Elder Shumway, Elder Gomes, Elder Duarte e Elder Learly, cuidam das funções administrativas, além das suas próprias missões religiosas. Nela, os missionários do sexo masculino são abordados com o título de "Élder"; e as mulheres são nomeadas como "Sister". Em Campinas são cerca de 160 missionários. “Cada um dos missionários fica pouco tempo instalado aqui. Eu estou há apenas uma semana, mas gostei do local. Acredito que os demais jovens também devem ter gostado, assim como os próximos também deverão gostar”, conta Shumway, americano do Texas, há três meses no Brasil.    Fontes: www.jornalistasp.org.br www.camara.sp.gov.br Biblioteca Municipal de Campinas Biblioteca Virtual/USP    

Regente Isabel: uma praça com nome de princesa

Localizada entre as avenidas Andrade Neves, Barão de Itapura e a Rua Saldanha Marinho, a Praça Regente Isabel tem sua história entrelaçada às diversas mudanças que a região passou ao longo dos anos. O aumento da importância das avenidas em seu entorno, a construção da Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros e a sua posterior demolição são os principais destaques para a alteração de suas características. Junta-se a isso à história de Paulo Sales, 50, dono de uma pequena lanchonete localizada no local. Nascido em Promissão, Bahia, Sales veio para São Paulo em busca de oportunidade de emprego. Proprietário do comércio há 13 anos, acompanhou algumas mudanças; inclusive que afetaram diretamente seu dia a dia. “Eu comprei esse lugar depois que passei por aqui e vi o anúncio de venda da antiga proprietária. Logo percebi que esse ponto poderia me trazer bons frutos”, conta. A decisão da compra, no entanto, foi influenciada por outros motivos, principalmente por algumas lembranças que a praça lhe trazia. Por volta de 1990, Sales estava desempregado e passou por um período com sérias dificuldades financeiras. Naquela época, o despejo de pensões e a falta de dinheiro para sustentar a família eram constantes; a praça, por sua vez, se tornou um local para o lamento. “Eu estava em um momento muito difícil da minha vida. A tristeza era tanta que, um dia, sentei na escadaria dessa praça e comecei a chorar”, relembra. O tempo passou. Com o apoio da família, principalmente de seu filho caçula, Jonatas, os lucros da banca vieram. A principal vantagem do ponto de venda de Sales era, sem dúvida, a rodoviária da cidade, antigamente localizada bem em frente à praça. No entanto, a construção do novo Terminal Metropolitano Ramos de Azevedo e a implosão da antiga Estação Rodoviária comprometeram as vendas da pequena lanchonete. “A nova rodoviária foi um grande avanço para a cidade; mas para mim, infelizmente, foi um problema. Essa praça faz parte da história da minha vida, mas não sei o que será de mim daqui para frente”, lamenta. Diante das possíveis negociações de novas construções para o terreno, Sales logo se entusiasma. “Torço muito para que essa área seja revitalizada e eu possa continuar aqui. Já fiz muitos amigos, ajudei muitas pessoas e não quero sair daqui à toa”, torce esperançoso. À Princesa da Lei Áurea A Praça Regente Isabel é uma homenagem à Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, mais conhecida como Princesa Isabel. Responsável pela assinatura da Lei Áurea, em 1988, a princesa é lembrada por abolir a escravidão, ainda vigente no país. A determinação da Câmara Municipal de Campinas, no entanto, aconteceu em 1921 após diversas discussões entre os vereadores republicanos e abolicionistas. Curiosamente, uma das opções defendidas era dar o nome da princesa à atual Avenida Francisco Glicério, na época ainda com a denominação de Rua do Rosário. Os principais argumentos eram que os antigos escravos já eram relembrados com a Rua 13 de Maio e, para alguns vereadores, aquela legenda bastava. Na praça há ainda um monumento em homenagem à Dr. José Barbosa de Barros, médico que também dava nome à antiga rodoviária da cidade. Princesa Isabel nasceu em 1846 e foi herdeira do trono brasileiro, já que era filha de Dom Pedro II. Após a queda da monarquia e a Proclamação da República, em 1889, foi exilada e se mudou para a Europa. A princesa faleceu em 1921, na França.

Praça Corrêa de Melo homenageia botânico do século XIX

Ao pensarmos em uma praça, provavelmente vêm à cabeça um jardim com árvores, bancos e crianças brincando e correndo. No entanto, a Praça Corrêa de Melo, em Campinas, deixou a tradição de lado e se transformou em um terminal urbano. Inaugurado no final da década de 1970, e mais conhecido como Terminal Mercado, o local é, hoje, um dos principais terminais de ônibus da cidade. Recebendo aproximadamente 20 mil usuários por dia, é ponto de parada de 28 linhas do Sistema InterCamp, e atende as regiões norte e noroeste de Campinas. Após sua inauguração, a denominação oficial da praça deixou de ser utilizada pela população, que passou a chamar o local como Terminal Mercado, ou apenas “terminal do mercadão”, em referência ao tradicional Mercado Municipal, localizado em frente. A nomenclatura Corrêa de Melo foi escolhida pela Câmara Municipal como uma forma de homenagear o importante farmacêutico. Antes, porém, a praça já teve outras denominações e funcionalidades.  Da plantação ao farmacêutico A homenagem ao botânico, farmacêutico e químico foi determinada em 1881.  No entanto, assim como é de costume, a primeira denominação que a praça recebeu veio da população. Pela grande quantidade de jorumbevas (planta medicinal de sabor amargo, utilizada para tratamento de pele e rituais religiosos), o local foi apelidado como Largo do Jorumbeval. Após a morte de Corrêa de Melo, a Prefeitura buscou novas formas de homenagear o farmacêutico. Ao invés de uma estátua, a primeira das especulações, decidiu-se que os recursos fossem destinados à construção de uma escola para as crianças pobres, na praça que levava seu nome. A construção do colégio foi feita com a ajuda da população e os recursos necessários foram fornecidos por Joaquim Quirino dos Santos, o Coronel Quirino. Denominada com o nome do homenageado, a escola foi inaugurada em 1879. Curiosamente, atrás da escola, na Rua Bernardino de Campos, foram construídos os primeiros mictórios públicos, utilizados principalmente pelos que estavam na ferrovia Funilense ou no Mercado Municipal. Após a demolição da escola, no final do século XIX, a praça perdeu aos poucos sua característica original. As plantas e a escola foram substituídas por estabelecimentos comerciais, como lojas de ferragens, eletrodomésticos e máquinas de costura. Em seu entorno, ficavam os fotógrafos ambulantes ou lambe-lambes, como popularmente chamados. Naquela época, a praça continuou a ser chamada por um apelido, e não pela denominação oficial. Com a presença do Mercado Municipal, a população apelidou o local como Largo do Mercadão. Importância histórica Joaquim Corrêa de Melo nasceu em São Paulo em 1816, e era conhecido como médico das crianças, Joaquinzinho Boticário ou Joaquinzinho dos Pobres. Formado em Farmácia e Química, deu grande contribuição para os estudos da flora brasileira. Seus conhecimentos ajudaram, inclusive, na descoberta da fotografia por Hércules Florence. Vale ressaltar que Melo tinha grande prestígio internacional, sendo citado por botânicos ingleses da “Society Linnean”, uma instituição dedicada ao estudo das ciências, situada em Londres. Por iniciativa de Joaquim Corrêa de Melo, foi aberta a primeira farmácia em Campinas. Quando morreu, em 1877, aos 60 anos, o povo, reconhecendo seus serviços prestados à classe menos protegida, saiu logo a campo, angariando donativos para perpetuar sua memória em praça pública.  

Bloqueio para obras em rua na Vila Industrial, dia 6

A pedido da Sanasa, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) irá bloquear a Rua General Lauro Sodré, na Vila Industrial, no próximo sábado, dia 6 de agosto. O trecho bloqueado corresponde entre a Rua Augusto Dias da Silva e a Avenida Manoel Dias da Silva. As obras terão início às 8h e seguirão até as 14h. Como opção de desvio, a EMDEC recomenda as ruas Augusto Dias da Silva, Amador Bueno e a Avenida Manoel Dias da Silva. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para monitorar o trânsito e orientar os motoristas.

Boaventura do Amaral já foi conhecida como Rua do Mercado

Homenageando um antigo combatente da Revolução Liberal de 1842, a Rua Boaventura do Amaral é uma das típicas vias estreitas da região Central com, alguns trechos, inclusive, em paralelepípedo. Da Rua Proença até a Avenida Benjamin Constante, a via corta o Centro e o Bosque. Durante os anos, recebeu diversas denominações que se baseavam, principalmente, em características da rua. Atualmente, é conhecida por abrigar pequenos estabelecimentos comerciais e alguns edifícios, em sua maioria, residenciais. Logo na época de sua abertura, a via estava localizada em um local essencialmente pantanoso. Isso porque, além de abrigar um brejo, fazia parte das terras do militar Luis Gordo, uma pequena chácara que, por ser perto da cidade, era pouco utilizada pelo proprietário. Com a criação da via, a população local passou a apelidá-la de Rua do Brejo. Em 1848, a Câmara Municipal decidiu denominar, de forma oficial, todas as vias da cidade. Nessa ocasião, a antiga Rua do Brejo recebeu a denominação pelos vereadores de Rua do Chafariz. Curiosamente, o “homenageado” chafariz estava localizado uma quadra antes, na Praça Carlos Gomes. As denominações da via não pararam por aí. Durante o século XIX, a inauguração de um mercado, conhecido como Mercado Grande, mudou novamente o apelido da via para Rua do Mercado. Nele, por sua diversidade de especiarias, produtores aproveitavam o espaço para vender suas especialidades. Mais tarde, o mercado também foi apelidado como Mercado dos Caipiras. Com o fechamento do estabelecimento, em 1896, a denominação oficial  passou a ser utilizada também pela população, uma vez que os vereadores já haviam determinado a homenagem ao ex-combatente em 1883. O mercado, por sua vez, estava localizado onde hoje é a Escola Carlos Gomes. A praça dos negros Delimitada pelas ruas Boaventura do Amaral, Cônego Cipião, Duque de Caxias e Avenida Irmã Serafina, o Largo São Benedito é testemunho das transformações históricas, sociais e culturais que Campinas já passou ao longo da história. Entre 1753 e 1774, o atual Largo São Benedito abrigou o Cemitério Bento que, posteriormente, passou a ser denominado como Cemitério dos Cativos. Nele, eram enterrados apenas escravos das fazendas da região. Após a transferência do cemitério, em 1848, o local passou a ser chamado de Campo da Alegria. Na época, a construção da Igreja São Benedito atraía outros negros escravos para a praça. Após os trabalhos, os escravos se reuniam na praça para batucar e dançar, conforme as tradições africanas. Vale lembrar que, desde o início, o local era frequentado exclusivamente pelos negros da região. Na mesma época, a praça passou a abrigar uma forca, recebendo também o apelido de Largo da Forca. Algum tempo depois ela foi transferida para o Largo Santa Cruz. A partir de 1913, o Largo São Benedito passou a se transformar em logradouro público, sendo arborizado e recebendo mais cuidados em sua paisagem pela Prefeitura da época. Com cerca 17 mil metros quadrados, o Largo São Benedito era conhecido também como Jardim São Benedito, embora sua denominação oficial fosse, até 1982, Praça D. Pedro II. Em 1982 a Câmara Municipal altera sua denominação para Praça Prof. Sílvia Simões Magro, em homenagem à segunda vereadora eleita na cidade. A Revolução Liberal A Revolução Liberal de 1842 foi um dos movimentos que agitaram o Brasil durante o Império. Na época, o Ministério, dominado por conservadores, adotou medidas centralizadores que provocaram uma intensa agitação nos liberais. Com isso, disputas entre conservadores e liberais tomaram conta em diversos pontos do país, como Minas Gerais, em cidades como Ouro Preto, Barbacena e São João Del Rei; e São Paulo, em Sorocaba, Campinas, Itú, Porto Feliz, entre outras. Em Campinas, aconteceu o combate da Venda Grande. Nele, os revolucionários, mesmo com superioridade numérica, foram surpreendidos e abatidos. Boaventura do Amaral foi um dos principais combatentes da Revolução em Campinas. No entanto, foi preso e assassinado a sangue frio pelos soldados do Governo. No combate, 17 liberais foram mortos e15 presos. Fontes: www.campinas.sp.gov.br  Livro Edmo Goulart

Ciclo discute Mobilidade Urbana eficiente

Reunindo cerca de 60 pessoas, o terceiro Ciclo de Debates sobre a Mobilidade Urbana trouxe, novamente, a importância de uma mobilidade eficiente para o desenvolvimento urbano, como principal tema. O Ciclo foi realizado na sede da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) na última quinta-feira, dia 30 de junho. O debate foi ministrado por Diógenes Cortijo Costa, engenheiro e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e contou com a participação de representantes de escolas da Região Metropolitana de Campinas (RMC), prefeituras, Movimento da Terceira Idade e técnicos da EMDEC. Para iniciar o debate, o professor abordou, primeiramente, estimativas sobre a atual situação das principais formas de transporte pela população. Apesar de não se tratar de dados oficiais, fica claro um dos principais problemas enfrentados pelo trânsito: o uso excessivo de veículos particulares. Mesmo reconhecendo que a compra de automóveis é um fenômeno novo no país, Costa defende que a situação já está no limite. “Diferente do que aconteceu em países europeus e nos Estados Unidos, o carro passou a ser um sonho de consumo dos brasileiros somente nos últimos cinco anos. Mas isso precisa mudar, porque não temos estrutura para suportar essa ‘novidade’”, afirma. Para ele, o uso de outros meios de transporte deve ser incentivado com urgência. “A população tem que ser incentivada e perceber que existem outras formas para se locomover tão eficientes quanto o carro. Obviamente que o automóvel traz um conforto pessoal, mas nós temos que pensar nos benefícios à sociedade e não apenas a nós mesmos. Já faria grande diferença, por exemplo, se as pessoas preferissem usar a bicicleta ou o transporte público e as empresas oferecessem ônibus fretados aos funcionários”, sugere Costa. No entanto, Costa afirma que o sucesso de qualquer projeto elaborado para a cidade deve ter a participação da população. “Independente dos objetivos que deseja alcançar e das estratégias que serão tomadas, a sociedade é a peça principal. É ela quem sabe quais as dificuldades que são enfrentadas no dia a dia; e, provavelmente, é ela que saberá que rumo tomar. De nada adianta elaborarmos projetos, dentro do escritório, se não conferirmos, na prática, o que está sendo estudado.” Após a palestra, os organizadores do Ciclo abriram o tema para os participantes fazerem perguntar e opinar, trazendo ao ciclo sua característica principal: o debate. “Eu acho muito interessante e importante ter debates como esse. Todos sabem que o problema existe, mas ninguém tenta resolver. Hoje passei pela experiência da falta de mobilidade: demorei 3 horas para passar por um trecho de 40 km em São Paulo e levei apenas 2 horas para vir da minha cidade até aqui”, conta Gustavo Guedes, diretor de Trânsito e Transporte da cidade de Embu-Guaçu. Para Maria Luiza Nogueira, representante do Movimento da Terceira Idade, a falta de mobilidade em Campinas está atrelada a outros motivos. “Campinas é uma cidade que cresceu muito nas últimas décadas e se tornou um polo educacional, de pesquisa e industrial. Pensar em Mobilidade vai contribuir mais ainda com o desenvolvimento da cidade.” “A falta de mobilidade afeta os mais diversos setores da sociedade, desde a economia, o lazer e até a parte emocional da população; ou será que um congestionamento não deixa ninguém estressado? Uma mobilidade eficaz inclui a acessibilidade e a sustentabilidade social, econômica e ambiental”, conclui Costa.