Vida no Trânsito

14 vidas salvas: óbitos no trânsito caem 35% em 2026

80% das 10 mortes registradas em julho envolveram motociclistas; veja o perfil e circunstâncias

Pelo sétimo mês consecutivo, Campinas alcança redução em todos os índices de mortes no trânsito. Nas vias urbanas, foram 14 vidas salvas: 26 óbitos foram registrados até julho deste ano, o que representa uma queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado (40). Entre os pedestres, os óbitos caíram 46% nas vias urbanas e entre os motociclistas 14%.
Nas rodovias, foram 30 mortes até julho deste ano, totalizando 56 óbitos no trânsito campineiro em 2026. Com isso, o município contabiliza 18 vidas salvas ou 24% menos mortes em vias urbanas e rodovias, em relação ao mesmo período de 2025. O balanço preliminar compõe o Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que considera como vítima fatal aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente).
Confira o perfil das vítimas em vias urbanas e os índices de redução:
 
  • 18 motociclistas (69%)
    14% menos que no mesmo período de 2025 (21).

  • 7 pedestres (27%)
    46% menos que no mesmo período de 2025 (13).

  • 1 ocupante de demais veículos (4%)
    75% menos que no mesmo período de 2025 (4).

  • Nenhuma morte de ciclistas
    No mesmo período de 2025, foram dois óbitos.
A velocidade excessiva ou inadequada e a falta de habilitação lideram as causas dos óbitos. Entre os 16 casos analisados, cinco envolveram a velocidade e outros cinco a falta de CNH (31% cada).
Em julho, 80% das vítimas eram motociclistas: confira o perfil e as circunstâncias
O último mês de julho foi o que mais registrou mortes no trânsito em 2026, tanto nas vias urbanas quanto nas rodovias. Foram dez vidas perdidas no eixo urbano e 12 nas rodovias.
Principais vítimas do trânsito urbano, com 69% do total, os ocupantes de motocicletas também representaram 80% das mortes computadas em julho – oito das dez mortes. Sete sinistros envolvendo esse público resultaram em oito mortes. As demais duas vítimas fatais registradas em julho são pedestres.
Confira o perfil destas vítimas:
  • Seis condutores de motos (homens) e duas garupas (mulheres).
  • 5 vítimas (62%) com idades entre 22 e 25 anos.
  • 3 sinistros aos domingos (43%), três em dias úteis (43%) e um no sábado (14%).
  • A maioria (43%) ocorreu na madrugada, entre 0h e 4h.
  • 4 colisões e 3 choques contra obstáculos fixos.
A análise feita pela Emdec identificou ainda que, entre os seis condutores mortos nos sinistros, quatro atuavam profissionalmente como entregadores (motoboys). Uma das vítimas realizava uma entrega no momento do sinistro.
Estratégia preventiva une fiscalização, educação, engenharia e campanhas
Os índices de queda consecutiva das mortes em vias urbanas são resultado de estratégias que envolvem reforço da fiscalização em campo, eletrônica e por videomonitoramento em pontos críticos, intervenções viárias e campanhas de conscientização. Confira um balanço das principais ações realizadas até julho deste ano:
  • 140 operações integradas, 5,2 mil condutas de risco identificadas e 13,7 mil testes com bafômetros.
  • 5 novos pontos de videomonitoramento e 1 radar remanejado.
  • 117,8 mil m² de vias sinalizadas, 3,9 mil placas e 204 rampas de acessibilidade.
  • 185 ações educativas e 21,1 mil pessoas impactadas.
  • 1 campanha permanente (segurança dos pedestres).
A íntegra do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito pode ser acessada no site da Emdec: www.emdec.com.br/estatisticas_sinistros.