Fiscalização

Combate ao álcool no trânsito: Emdec/GM/PM alcançam mais de 15 mil testes de bafômetros em 2026

Até agosto, 156 blitze identificaram 5,7 mil condutas de risco – 452 autuações por recusa ou teste positivo

A estratégia integrada que utiliza a fiscalização para combater os efeitos do álcool no trânsito alcançou, até agosto deste ano, 15,4 mil testes com bafômetros passivos, em operações comandadas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) – 95 blitze em conjunto com a Polícia Militar (PM) e outras 61 com a Guarda Municipal (GM).
Foram 21 Operações pela Vida e 132 blitze integradas, algumas delas também contaram com a medição de alcoolemia. A Emdec também apoiou três Operações Direção Segura Integradas (ODSI’s), realizadas em conjunto com o Detran-SP.
Foram testados 10,6 mil condutores de automóveis e quase 4,7 mil motociclistas, além de 55 condutores de outros veículos. Foram 15 autuações por direção sob influência de álcool e 437 por recusas ao teste, totalizando 452 autuações. A recusa ao teste com bafômetro ocupa a terceira posição entre os comportamentos que mais aparecem nas blitze em 2026 – 7,6% do total.
O total de 15,4 mil testes equivale aos testes passivos, ou seja, é a primeira triagem. Quando este resultado é positivo, a infração só é registrada a partir do teste feito no bafômetro ativo, que mede com exatidão a concentração de álcool presente no alvéolo pulmonar. É nesta segunda etapa que os condutores costumam apresentar a recusa.
Tanto a recusa quanto a combinação de álcool e direção são infrações gravíssimas, multiplicadas por 10 (R$ 2.934,70), com recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses. Se o teor alcoólico for igual ou superior a 0,34 mg/L, o condutor responde por crime de trânsito – detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.
  
Mais de 5,7 mil condutas de risco identificadas: licenciamento lidera
Nas 156 blitze integradas, mais de 5,7 mil comportamentos irregulares foram observados e autuados pelos agentes da Emdec. Os motociclistas, que somaram 18 vidas perdidas em vias urbanas neste ano (69% do total de óbitos no trânsito), lideram também as condutas de risco identificadas nas blitze. Mais de 3 mil autuações (quase 54%) foram aplicadas a motocicletas e 2,5 mil (44%) a condutores de automóveis. No último mês de agosto, 16 operações integradas identificaram quase 500 infrações. E a primeira “Operação pela Vida”, em conjunto com a Polícia Militar, totalmente focada na aplicação de etilômetros, foi realizada no dia 21, com 289 testes aplicados.
Mais de 1 mil veículos foram removidos ao Pátio, em situações que colocam em risco a segurança do condutor e demais usuários das vias: 678 motocicletas e 411 carros. Foram quase 9 mil veículos abordados: 5,3 mil motocicletas, 3,5 mil carros e 28 outros tipos de veículos.  
O licenciamento vencido lidera as irregularidades, com 13,7% do total de infrações aplicadas nas blitze. Os escapamentos “barulhentos”, geralmente identificados nas motos, aparecem na segunda posição, com 610 infrações (10,6%).
Confira as dez infrações mais cometidas pelos condutores abordados nas blitze em 2026:
1º) Licenciamento irregular: 784 – 13,66%.
2º) Escapamento defeituoso, ineficiente, inoperante, sem silenciador: 610 – 10,63%.
3º) Recusar testes com bafômetros: 437 infrações – 7,61%.
4º) Pneu liso/“careca” (mau estado de conservação): 424 – 7,39%.
5º) Sistema de iluminação alterado: 399 – 6,95%.
6º) Condutor sem cinto de segurança: 358 – 6,24%.
7º) Condutor sem habilitação: 315 – 5,49%.
8º) Conduzir veículo sem equipamento obrigatório: 233 – 4,06%.
9º) Placa em desacordo com as normas Contran: 213 – 3,71%.
10º) Placa sem legibilidade: 177 – 3,08%.
Comportamentos mais comuns são fatores de risco para mortes no trânsito
Entre as infrações que mais aparecem no ranking das operações integradas, estão comportamentos que colocam em risco a segurança de quem comete e, também, dos demais usuários das vias públicas.
“As blitze identificam comportamentos relacionados à falta de conhecimento ou desrespeito à legislação, mas observamos principalmente o risco assumido pelos condutores, na maioria dos casos. O escapamento ‘barulhento’, por exemplo, pode causar dano ou perda auditiva aos próprios motociclistas, além de prejudicar grupos vulneráveis, como crianças, idosos e autistas”, explica o gerente de Fiscalização e Operação de Trânsito, Fábio da Matta. “As operações também ajudam a coibir e conscientizar os condutores sobre condutas que podem se transformar em tragédias no trânsito, como não utilizar o cinto de segurança, conduzir veículo sem habilitação, com pneus lisos. O objetivo da penalidade é despertar para a correção do comportamento”, completou.
Confira os principais fatores de risco associados às infrações e o número de vidas perdidas em vias urbanas:
– Álcool na direção: 21 óbitos em 2025 e três em 2026.
– Falta de habilitação: 10 óbitos em 2025 e cinco em 2026.
– Falta de capacete (motociclista): dois óbitos em 2025 e dois em 2026.
– Não utilizar cinto de segurança: dois óbitos em 2025.