Bem no coração da região central, a Rua César Bierrembach, com apenas 235 metros de extensão, é um contraponto às demais vias do entorno, movimentadas e pulsantes. A tranqüilidade marca a via, que conta com pequenos estabelecimentos comerciais: cabeleireiros, restaurantes, boutiques e escritórios. A César Bierrembach tem início na Rua Barão de Jaguará e segue até a Irmã Serafina, ou seja, se restringe a poucas quadras. Pela rua não passam linhas de ônibus e o trânsito ainda não apresenta grandes transtornos. Esse trecho, ao longo de toda sua história, já abrigou armazéns e entrepostos de produtos importados que vinham de Santos pelos trens e que os carroceiros transportavam e abasteciam as principais famílias da cidade com azeite, uvas, bacalhau e até louças inglesas, garantindo o movimento nas redondezas. No entanto, o destaque é dado pela forte presença das principais opções de lazer à população nos séculos passados. Nessa via, a cidade conheceu três cinemas: o Coliseu, o Cine Recreio e o São Carlos, esse último, era o cinema da elite campineira até o surgimento do Cine Rink. Três vezes cinema O Coliseu Taurino, instalado na esquina da César Bierrembach com a Rua Irmã Serafina, foi inaugurado, em 1905, como uma arena destinada à exibição de touradas e apresentações teatrais e circenses. A partir de 1916, após a realização de reformas, passou a funcionar como cinema, com o nome de Cine Coliseu. Com o Plano Prestes Maia de remodelação urbana, o cinema fechou suas portas somente em 1944. No local, atualmente, está a sede social do Clube Semanal de Cultura Artística. Já no cruzamento com a Rua Coronel Rodovalho, surgiu, em 1924, o Cine São Carlos, sala de espetáculo freqüentada pela elite cultural e financeira da cidade e que projetou, pela primeira vez em Campinas, um filme sonorizado. O Cine Recreio foi inaugurado em 1909; e era localizado na esquina com a Rua Dr. Quirino, onde hoje se encontra uma galeria comercial. Uma curiosidade é que a sala de espetáculo já havia sido instalada anteriormente, no cruzamento da Rua Dr. Quirino com a Rua Conceição, porém, seu teto veio abaixo. O acidente não registrou grandes transtornos, porque o cinema estava fechado. A Rua César Bierrembach também abrigou o Jornal Diário do Povo, instalado na esquina com a Rua Luzitana; e, logo depois, mudou-se para o trecho entre a Rua Dr. Quirino e Rua Luzitana. Neste local funcionava tanto a parte gráfica, como também o seu setor administrativo.O jornal é, na atualidade, o mais antigo meio de comunicação impresso da cidade de Campinas, ainda em atividade. Cultura presente Hoje, a cultura continua presente na via. Lojas de artigos para dança, instrumentos musicais, além de escolas de capoeira e música fazem parte do cenário . O grupo Cordão de Ouro de Campinas está na César Bierrembach desde 1992. A associação foi aberta por Cícero Gabriel Pinto, conhecido por todos como Mestre Cícero, com o objetivo principal de, além das aulas de capoeira, fazer trabalhos sociais e oferecer bolsas a crianças que sem condições financeiras. “A capoeira entrou na minha vida em 1980. Já dei aulas em outros bairros, mas decidi abrir na Rua César Bierrembach para ficar no Centro da cidade”, afirma o mestre. A escola conta com quatro professores e alunos dos 7 aos 60 anos, que fazem apresentações em toda a região de Campinas. Uma quadra abaixo, Ricardo Pereira Rezende, 43, tem uma loja de instrumentos musicais; sua mãe, Marilda Pereira Rezende, 64, é coordenadora da escola de música. Na loja, podem ser encontrados desde violões e guitarras até os mais diversos tipos de tambores. Marilda conta que a iniciativa de abrir o comércio foi do filho. “Meu filho não conseguia arrumar emprego e decidiu abrir a loja. Estamos aqui há 18 anos e não tenho o que reclamar. Apesar de estarmos no Centro, a via é bem tranqüila, não sofreu grandes mudanças”, conta Marilda. O primeiro arranha-céu da cidade Dentre todos os edifícios de Campinas, um deles é bastante especial e está localizado na Rua Cesar Bierrembach, mais precisamente no cruzamento com a Rua Barão de Jaguará. Denominado Edifício Sant’Anna, foi o primeiro arranha-céu da cidade, inaugurado em 1935. A construção do edifício, assim como todo o panorama urbanístico na cidade, fazia parte do Plano de Melhoramentos Urbanos de Prestes Maia. O projeto, idealizado pelo engenheiro-arquiteto Lix da Cunha, possuía característica para valorizar a esquina das vias. No passado, o prédio funcionou como um edifício de escritórios, com lojas no térreo e salas comerciais nos demais andares. Hoje, o Edifício Sant’Anna sobrevive como um hotel. Ainda que, se comparado a outros arranha-céus, o Sant’Anna, com apenas sete andares, tem seu valor no registro histórico como momento de ruptura no cenário urbano. Uma curiosidade interessante é que um dos imóveis destruídos para a construção do Edifício ficou abandonado por mais de 10 anos, por causa de um incêndio, de grandes proporções, que aconteceu em 1921. Origem como Travessa do Góis Na esquina das atuais ruas Coronel Rodovalho e César Bierrembach, havia uma pequena moradia de propriedade de um casal de portugueses, Inácio de Góis e sua esposa Izabel de Góis. A influência da família denominou, popularmente, a via como Beco do Góis, em uma época que Campinas ainda era denominada como Vila de São Carlos. Mais tarde, passou a Travessa do Góis, em 1848. Assim, a Travessa do Góis iniciava na esquina da Rua Irmã Serafina, onde era o quintal da família dos Góis, e término na Rua Barão de Jaguara. O calçamento desta via pública por meio de pedras, como era costume na época, se deu em 1883, constituindo-se em importante melhoria para seus moradores. Enfim, Rua Dr. César Bierrembach Em 1907, alguns comerciantes da cidade fizeram um abaixo-assinado, solicitando a alteração do nome da via para Rua César Bierrembach. O motivo foi pela morte inesperada do homenageado, nascido em Campinas que, naquele ano, se suicidou no Rio de Janeiro. A nova denominação, por sua vez, só foi aprovada em 1908. No mesmo ano, em meio
Autor: Juliana Ferreira
EMDEC acompanha trabalhos na Br. de Itapura
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) interditou nesta quarta, por volta das 10 horas, o trânsito de veículos na pista esquerda da Avenida Barão de Itapura, apenas no trecho correspondente ao lado da Praça Mauá, no Botafogo. O bloqueio se estenderá até quinta-feira, dia 2, para a continuidade dos trabalhos de poda de árvores da Praça. O serviço será realizado pelo Departamento de Parques e Jardins, sempre até as 17 horas. E na quinta, deve ter início às 8 horas. O trânsito, por sua vez, será desviado para a pista oposta da mesma Avenida. O acesso local e à Unimed, dessa forma, não serão prejudicados. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para monitorar o trânsito, além de orientar motoristas e pedestres.
Travessa, na área central, foi conhecida como Beco do Inferno
Histórias envolvendo bairros românticos, ruas cheias de tradição, locais de heroísmo e lendas seculares. Apesar do progresso, Campinas ainda preserva lugares e construções que mantém, até os dias atuais, suas características originais. Um exemplo desses locais são os becos. Próximo das ruas centrais, eles sobrevivem, resistindo à modernidade. Em sua essência, relembram um tempo de serenatas e namoricos. Um dos becos mais conhecidos na cidade é a Travessa São Vicente de Paulo. Encravada na área central, com apenas 60 metros de extensão, a Travessa fica entre a Rua Luzitana e o Largo Andorinhas. No passado, o local era usado somente pelos moradores das casas localizadas nas vias paralelas (rua Thomaz Alves e Avenida Benjamin Constant). A largura desse beco permitia não só a passagem de pessoas, mas também a entrada de animais e de veículos de tração animal. Assim, os quintais daqueles imóveis eram acessados de forma particular e livre. Em razão da baixa movimentação, a Travessa permaneceu durante muito tempo sem nome. Nem mesmo os seus poucos usuários batizaram o local. Beco do Inferno Após a inauguração do Mercado Grande, em 1861, (onde, hoje, é a Escola Estadual Carlos Gomes) e com a construção, em 1886, do Mercado das Hortaliças, que ficava onde, atualmente, está o Largo das Andorinhas; o beco passou a ser mais frequentado. Entretanto, pela falta de iluminação, o local foi tomado por bêbados, pedintes e prostitutas, que adotaram o espaço como refúgio. Mesmo durante o dia, era possível verificar a circulação desses grupos. Por conta da algazarra e da degradação, a população passou a chamar a Travessa de Beco do Inferno. Oficialização do nome Só em 1906, a Câmara Municipal denominou o beco como Travessa São Vicente de Paulo, em reconhecimento aos serviços prestados pela entidade filantrópica São Vicente de Paulo à pobreza. Desta forma, a primeira e única denominação oficial da Travessa São Vicente de Paulo perdura até os dias atuais. Hoje, a Travessa São Vicente de Paula continua, em sua essência, com as mesmas características originais. Junto com a Rua 13 de Maio, é uma das poucas vias com uso exclusivo de pedestres no Centro da cidade. Cleuza Paganeli tem um salão de cabeleireiro há 23 anos na Travessa. Para ela, o local é uma referência histórica e deveria ser conservado. “O beco já foi lindo. Palco de desfiles, restaurantes e bares. Meus clientes ficavam conversando sentados nos degraus da travessa enquanto aguardavam ser atendidos”, relembra. Hoje, o local está tomado por grafites, mas mesmo com as mudanças, Cleuza garante que não troca seu endereço comercial, “Eu gosto muito daqui, é um lugar tranqüilo e agradável. Para mim, é o melhor local da cidade.” O Santo São Vicente de Paulo nasceu, em 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Era o terceiro filho de um casal de camponeses. Aos dezenove anos, foi ordenado sacerdote e passou a ser conhecido como pai dos pobres. Faleceu em 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris, onde seu corpo pode ser visitado até hoje. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 1737. Em 1885, foi declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica.O Santo é lembrado mundialmente, no dia 5 de abril. Em Campinas, a entidade São Vicente de Paula foi fundada e sediada na Catedral Metropolitana de Campinas, com o objetivo de ajudar os pobres e abandonados. Curiosidades Um fato interessante na história da Travessa é que, quando ainda não possuia denominação, essa via tinha início no Largo das Andorinhas e chegava até a Rua Dr. Quirino. Hoje, ela foi encurtada e chega apenas até a Rua Luzitana. Segundo historiadores, a redução do trecho pode ter sido resultado de uma negociação, venda, doação, ou simples troca de áreas. Apoio à pesquisa: Wagner Paulo dos Santos
Marcha, no sábado, muda trânsito no Centro
Para ampliar a segurança de cerca de 10 mil participantes da Marcha para Jesus, que acontece nesse sábado, dia 28, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) preparou um esquema operacional especial para o trânsito e transporte na área central, durante o evento. A Marcha terá início na Estação de Transferência Expedicionários, às 14 horas, e percorrerá as avenidas Andrade Neves e Dr. Campos Salles até o Largo do Rosário que, por sua vez, será palco para um show de música gospel, previsto para encerrar às 22 horas. Por volta das 13 horas, a EMDEC deverá interditar a Avenida dos Expedicionários na altura da Estação de Transferência, no sentido bairro-Centro. Neste local, acontecerá a concentração dos participantes. Se houver necessidade, o outro sentido da via também será fechado, no trecho entre a Rua Saldanha Marinho e a Praça Marechal Floriano Peixoto. Durante o fechamento, os usuários da Estação deverão fazer o embarque em suas linhas na Rua Saldanha Marinho. A chegada dos participantes da Marcha nos ônibus fretados e vans será na faixa da direita da Av. Dr. Campos Salles, entre as avenidas Andrade Neves e dos Expedicionários. Os ônibus fretados ficarão estacionados até o final do evento na Rua Francisco Teodoro, entre as ruas Cons. Gomide e Cel. Antonio Manoel, na faixa direita, junto ao muro da FEPASA; e na Av. Aquidaban, entre as ruas Irmã Serafina e Regente Feijó, sentido Bosque/Carmona, nos recuos de estacionamento. A Rua Barão de Jaguara, entre a Avenida Dr. Campos Salles e Rua General Osório, também terá a faixa esquerda interditada para estacionamento de veículos da organização e montagem de estruturas na praça. Com a Marcha, a maior parte das linhas que atende à região central sofrerá alterações nos itinerários e pontos de embarque, durante a passagem do público. Uma equipe de 25 agentes, supervisores e encarregados de transporte e trânsito da EMDEC vai acompanhar todo o evento para garantir orientações a motoristas e usuários do transporte urbano; e para realizar as intervenções necessárias.
Rua Luzitana nasceu como caminho de São Paulo rumo ao sertão.
A Rua Luzitana é uma das vias com grande importância histórica no Centro de Campinas. Com início na Rua Proença, no Bosque; e término na Rua Major Sólon, já no Centro, a via é cortada por grandes avenidas: a Aquidaban, Dr. Moraes Salles e Benjamin Constant. Apesar da aparente tranquilidade em alguns de seus trechos, a Rua Luzitana apresenta nos horários de pico lentidões, sobretudo pelo fluxo diário de cerca de 4.500 carros e por ser uma via estreita. Vale ressaltar que com essa característica não recebe linhas do transporte urbano que, normalmente, contam com pontos de embarque e desembarque nas avenidas que cruzam essa via. A Rua Luzitana surgiu como uma estrada, caminho de passagem de São Paulo rumo ao sertão. Pela sua localização em relação às demais ruas do entorno, a via foi chamada de “Rua de Baixo”. No decorrer do tempo, recebeu moradores e comércio, a maioria era portuguesa, que passaram com a venda de secos e molhados, armarinhos, ferragens e carnes a fazer concorrência à “Rua do Comércio” (atual Rua Doutor Quirino). Em 1860, a Luzitana passou a ser conhecida como “Rua da Quitanda”. Como a Câmara Municipal, na época, não tomou providências para viabilizar a mudança de nome, os próprios moradores colocaram tabuletas nas esquinas, com o nome de “Rua do Ouvidor”, cargo da Corte responsável por levar as reclamações do povo ao rei, num sinal de protesto. Mas a forte presença portuguesa no local motivou os vereadores a denominarem a via como Luzitana, em homenagem ao povo luso (português), em 1871. Com a revolta armada, em 1893, no Rio de Janeiro; e dos federalistas, no Sul do país, as relações diplomáticas entre os dois países ficaram estremecidas, e o nome da via foi substituído para General Carneiro, em homenagem ao oficial morto em combate; mas em 1922, a antiga denominação foi retomada. A tranquilidade em meio à agitação Conceição Roque Corrêa, 84, está na Rua Luzitana há 43 anos. Conceição e o marido abriram um pensionato para jovens na via. “Segui o conselho da minha irmã e abri a pensão aqui”. Exclusiva para mulheres, a pensão funcionou por 13 anos em uma casa alugada na própria via. Com o passar do tempo, o casal comprou um terreno na última quadra e continuou com o estabelecimento. Conceição conta que já chegou a ter 25 estudantes. Hoje, tem apenas seis. “Eu fiquei doente por um tempo e acabei reduzindo o atendimento. Já em relação à Rua Luzitana, Conceição confirma a tranqüilidade de viver nessa rua. “No trecho, em que moro, é muito tranqüilo. Nunca tivemos problemas com assaltos e trânsito, nem parece que estamos no Centro.” Cruzamentos com muita história – Rua Luzitana X Praça Doutor Toffoli Um dos mais tradicionais hospitais da cidade está instalado na esquina da Rua Luzitana com a Praça Doutor Toffoli, a Casa de Saúde de Campinas. Atualmente, o Hospital é uma Sociedade Filantrópica sem Fins Lucrativos, com 1.263 sócios; e cerca de 25 especialidades médicas. Fundada em 1881 e denominada como Circolo Italiani Uniti, a instituição surgiu para atender às necessidades educacionais dos filhos dos imigrantes italianos e servir como Casa de Caridade e Centro Cultural para a comunidade ítalo-brasileira de Campinas. Em 1942, o hospital passou a ser denominado Casa de Saúde de Campinas, homenageando a cidade na qual se localiza, sem deixar de mencionar sua denominação original “Circolo Italiani Uniti”. Palco de formação e informação A Luzitana também é palco de formação e informação. Em um dos seus cruzamentos está o tradicional Colégio Bento Quirino. Conhecido como Campus Jequitibás, o Colégio Politécnico Bento Quirino está na esquina da Rua Luzitana com a Barreto Leme, há três anos. No entanto, a fundação, já na Rua Benjamin Constant, aconteceu em 1910, sendo considerado o primeiro Colégio Técnico Profissionalizante de Campinas e o terceiro do país. Hoje, o colégio conta com aproximadamente 2600 alunos distribuídos em suas três unidades, oferecendo cursos técnicos profissionalizantes para alunos que concluíram o Ensino Médio ou não, além de Cursos de Especialização em Nível Médio. Nas proximidades do Colégio, também está instalado o Teatro Bento Quirino, muito utilizado para formaturas e bailes da escola. O teatro foi tombado, em 1988, pelo CONDEPACC, sendo mantidas, portanto, suas características históricas. E quem passa pelo cruzamento da Luzitana com a César Bierrembach, mal pode imaginar que nesse local já funcionou o jornal mais antigo em circulação em Campinas. Fundado por Álvaro Ribeiro e Antônio Franco Cardoso, em 1912, o jornal Diário do Povo manteve suas estruturas até a década de 1950, quando passou para a Rua César Bierrenbach. Hoje, o jornal atende mais 23 cidades da região, porém, desde 1996, está sob o comando do Grupo RAC (Rede Anhanguera de Comunicação), agora, com sede na Vila Industrial. Espaço aberto à religiosidade A religiosidade também tem espaço nessa via. Na esquina da Luzitana com a Rua Cônego Cipião, fica a Paróquia São Benedito, criada em 1966. No entanto, a devoção ao Santo e a construção de um templo consagrado a ele é bastante antiga, data desde 1839. A realização dessa iniciativa deve-se ao escravo liberto Tito de Camargo Andrade, mestre Tito, como era conhecido. Mestre Tito sonhava com um templo onde os escravos se sentissem no que era seu, para louvarem a Deus como os brancos faziam. Para isso, buscava esmolas e donativos de porta em porta; conseguindo, assim, um terreno junto ao cemitério de escravos. No entanto, o velho devoto de São Benedito não pôde ver concretizado o seu sonho, pois morreu em 1882. Após o seu falecimento, as obras ficaram paralisadas e a igreja só foi concluída em 1885. O retrato do mestre Tito encontra-se no interior do templo. Em 1897, o Colégio São Benedito, primeira escola para negros no Brasil, passou a funcionar, em um prédio anexo ao templo. Também instalada na Rua Luzitana, a primeira Igreja Presbiteriana de Campinas tem sua sede desde 1870. Após a Guerra de Secessão dos Estados Unidos, muitos sulistas norte-americanos emigraram para o Brasil e buscaram Campinas pela proximidade com
Vias no São Bernardo fechadas no fim de semana
Para realização da "XI Festa do Padroeiro São Bernardo", a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) irá interditar a Rua Elias Lobo Neto, no bairro São Bernardo, no trecho entre as ruas Dr. Alves do Banho e Cassiano Gonzaga, neste fim de semana, dias 21 e 22 de agosto. O bloqueio, solicitado pela Paróquia Imaculada, acontecerá das 8h às 22h. Como parte das comemorações ao padroeiro, no domingo, dia 22, haverá também um Passeio Ciclístico que será realizado às 9h30. O trecho bloqueado também é o local determinado para encontro dos participantes, a partir das 8 horas. São esperadas cerca de 1.200 pessoas para o evento. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local no fim de semana para acompanhar as festividades, monitorando o trânsito e orientando os motoristas. Confira abaixo o trajeto do Passeio Ciclístico: • Início: Rua Elias lobo neto • Rua Rio Grande do Sul • Rua Dr.Pinto Ferraz • Rua Dr. Francisco pompeu • Rua Arnaldo Barreto • Rua Las Casas dos Santos • Rua Dr Pinto Ferraz • Rua Paulo Lacerda • Rua Prof. Adalberto Nascimento • Rua João Felipe Xavier da Silva • Rua Arnaldo Barreto • Rua Cassiano Gonzaga • Final: Rua Elias Lobo Neto
EMDEC bloqueia via para festa em Joaquim Egídio
A Festa de São Joaquim e São Roque, no Distrito de Joaquim Egídio, começa nesta sexta-feira, 20 de agosto e se estenderá até a meia-noite do domingo, dia 22, com previsão de um público total de 20 mil pessoas. Para garantir o acesso seguro do público, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) preparou um esquema especial de trânsito para a festa. Será interditado o tráfego de veículos na Rua José Ignácio, entre as ruas Dr. Heitor Penteado e Alcides Jorge. O bloqueio terá início às 8h30 da quinta-feira, dia 19 de agosto, para a montagem das estruturas, e permanecerá até as 16 horas da segunda-feira, dia 23 de agosto. Além da festa, a Igreja de Joaquim Egídio realizará, no domingo, às 16 horas, a tradicional procissão com andores dos santos de devoção da população. Cerca de 500 pessoas são aguardadas para a celebração, que passará por diversas ruas do distrito. Durante os três dias de festividade, agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para orientar motoristas e munícipes, além de monitorar o trânsito. Os agentes realizarão intervenções adicionais, caso seja necessário, para manter a segurança no decorrer do evento.
Rua Luzitana bloqueada, nesta terça, para obras
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai bloquear a Rua Luzitana nesta terça-feira, dia 17 de agosto. O trecho interditado localiza-se entre as ruas César Bierrembach e General Osório. O pedido foi feito pela Administração Regional 01 que implantará nova tubulação para drenagem. O período de interdição será das 8h30 às 17 horas. Durante o bloqueio, a EMDEC indica as ruas César Bierrembach, Barão de Jaguara e General Osório como opções de desvio. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para monitorar o trânsito e orientar os motoristas.
Onze de Agosto – data da primeira viagem do trem Campinas-Jundiaí deu nome à via
O dia 11 de Agosto tem comemorações suficientes para ser escolhido como denominação de vias em todo o país. As homenagens no calendário brasileiro começam com a lei de criação de cursos de Direito no Brasil, em 1827, pelo imperador Dom Pedro I. A partir desse decreto, a data passou a ser destinada ao Dia do Advogado. Uma curiosidade é que, por esse motivo, ficou também conhecida como o "Dia da Pendura", uma tradição do início do Século 20. Neste dia, os estudantes de Direito costumavam comer de graça em estabelecimentos que já frequentavam. A isenção do pagamento era garantida pelos comerciantes como uma homenagem. A data é até hoje temida nos restaurantes, pois os comerciantes dizem que a tradição de comer sem pagar ainda persiste, mesmo que em menores proporções. Além disso, a data é reservada ao Dia da Televisão. Apesar da primeira transmissão televisiva no Brasil ter acontecido em 18 de setembro de 1950, quando foi inaugurada a primeira emissora brasileira, a TV Tupi, canal 4, o dia para comemorar a invenção, que é considerada a grande revolução no mundo das comunicações, ficou para o dia 11 de agosto, em homenagem a sua padroeira, Santa Clara, nascida neste dia. As comemorações, no entanto, não param por aí. Onze de agosto é, também, o Dia do Estudante e do Garçom. Em Campinas, mais especificamente aos apaixonados pelo time mais antigo do Brasil, a Associação Atlética Ponte Preta, que acabou de comemorar, em 2010, seus 110 anos de fundação. Por incrível que pareça, nenhum desses motivos explica a denominação da Rua 11 de Agosto, localizada no Centro de Campinas. Em Campinas, o nome da rua foi escolhido em comemoração à data de inauguração do serviço ferroviário na cidade, por sugestão do vereador Alves Cruz. A inauguração aconteceu no dia 11 de agosto de 1872, quando circulou, pela primeira vez, o trem ligando Campinas e Jundiaí da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro (hoje incorporada na Ferroviária Paulista S.A. – FEPASA). Era o início do tráfego ferroviário, que viria dar maior impulso ao progresso de uma vasta e rica região de nosso Estado. Antes, essa rua era denominada como “Rua do Campo”. A via e o trânsito Em toda sua extensão, a Rua 11 de Agosto apresenta diversos pontos relacionados com o trânsito de Campinas. Com início na Praça Dr. Heitor Penteado, no cruzamento com a Avenida Campos Salles, e término na Rua Saldanha Marinho, possui instalações como a Transurc, pontos de ônibus, ponto de táxi e hotéis. A proximidade com a antiga Rodoviária de Campinas e hoje, também do novo Terminal, motiva a procura de hotéis instalados na região. José Wilton da Silva é proprietário do Hotel Astral há 20 anos. Ele conta que abriu o negócio, que nasceu inicialmente como pensão, com um amigo. Com o passar do tempo, decidiram reformar e transformar o local em um hotel, atualmente com 12 quartos. Silva afirma que seleciona o público que procura uma vaga, “Não deixo qualquer um entrar aqui, principalmente como forma de segurança. Eu vivo disso e prefiro tomar cuidado”. Um quarteirão à frente, encontra-se à Praça Luís de Camões e, com ela, o ponto de táxis. No total são 14 veículos, um deles de David Souza de Oliveira, taxista desde 1988 na Rua 11 de Agosto. Em relação ao movimento, Oliveira afirma que melhorou depois da saída da garagem de ônibus intermunicipais para a nova Rodoviária. “A mudança ajudou os taxistas daqui, mas nosso maior público continuou sendo os idosos que saem dos hospitais e prontos-socorros da região.” Hoje, a Rua 11 de Agosto é uma importante via de passagem do transporte urbano. Por ela, passam 26 linhas do Sistema InterCamp. Praça Luís de Camões Ao lado do ponto de táxi, está instalada a Praça Luís de Camões, que foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas – CONDEPACC, em 2008. As justificativas para o tombamento estão na “importância ambiental do local, com exemplares vegetais valiosos e centenários, bem como seus valores históricos dedicado ao poeta Luis Vaz de Camões, demonstrando os vínculos nacionais entre Portugal e Brasil.” Com o tombamento, ficou definida a preservação de todos os exemplares das espécies vegetais, o monumento/busto de Luís Vaz de Camões, o desenho do traçado interno da Praça Luis de Camões, correspondendo os caminhos, os canteiros e o desenho do calçamento da praça no modelo mosaico português. Transurc Na altura do número 757 está a sede da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas, a Transurc. Fundada em 1987, é uma associação que reúne todas as empresas que atuam no transporte coletivo urbano de Campinas. Instalada nessa via desde 2003, a sede é um importante espaço de fluxo de pedestres pela venda/comercialização do Bilhete Único. No espaço, são atendidas empresas e usuários, em busca do Vale-Transporte, do passe escolar; idosos, que se cadastram para retirar o Bilhete Único Idoso; e os usuários que necessitam do Passe Gratuito. Vale lembrar que Campinas foi a pioneira na implantação do Sistema de Bilhetagem Eletrônica no setor de transporte coletivo urbano no Brasil. O início da operação, controlada pela Transurc, ocorreu em novembro de 1997. Até novembro de 2004, a maioria dos usuários do transporte coletivo urbano de Campinas utilizava os cartões com tarja magnética. Atualmente, a EMDEC controla todo o sistema de Bilhetagem Eletrônica na cidade. Tradição na via Há 51 anos, a família Cuciolli decidiu abrir uma loja de montagem de guarda-chuvas na Rua 11 de Agosto. O comércio virou tradição da família e está no mesmo local, onde surgiu, até hoje. Os irmãos Adilson e Antônio Cuciolli são os atuais proprietários, porém, apenas com a revenda para o atacado e varejo. “Com o mercado chinês, a montagem passou a ser uma desvantagem. Nós revendemos e consertamos”. Eles contam que, inicialmente, as peças para a montagem dos guardas-chuvas e sombrinhas vinham do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O pai, por sua vez, montava e vendia. Para continuar a tradição, Augusto Cuciolli,
Via no Santa Genebra fechada para obras, dia 7
A pedido da Sanasa, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) irá interditar a Rua Estácio de Sá, no trecho entre as ruas dos Aimorés e Alexandre Gusmão, no bairro Jardim Santa Genebra, neste sábado, dia 7 de agosto. O bloqueio, que acontecerá no período das 8 às 17 horas, é necessário para realização de obras na rede de água. Como opção de desvio, a EMDEC indica a Rua dos Aimorés, a Avenida Pamplona e a Rua Domingos Cazotti. Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para monitoramento do trânsito e orientação dos motoristas durante o período de bloqueio.