Técnicos da EMDEC assistem a palestra sobre planejamento do transporte

Técnicos da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) assistiram na segunda-feira, dia 10 de maio, ao Módulo IV – Planejamento do Transporte Público Urbano, do Curso de Formação para Técnicos de Mobilidade Urbana da empresa. O assessor da Diretoria de Desenvolvimento e Infraestrutura Viária, Paulo Takashi Takarabe, apresentou um bê-á-bá dessa modalidade de transporte, que, juntamente com os serviços de saúde, energia e educação, é um dos setores básicos da economia. Basicamente, o planejamento de transporte para uma região consiste em estimar, durante um determinado período de tempo, a demanda de passageiros, e criar alternativas para atender a ela. O sucesso desse procedimento exige, segundo Takarabe, bom senso, não se limitando apenas à aplicação de modelos de tráfego. Requeriria, também, conhecimento do local quanto a seus hábitos e possibilidades industriais, desenvolvimento urbano, economia e respeito pelo meio ambiente. Além disso, deveriam ser considerados fatores como custo-benefício para os usuários, custo de capital envolvido e retorno econômico. Outras características entrariam na equação, como uso do solo, topografia regional, fauna, flora e aspectos culturais e econômicos. Takarabe discorreu sobre dois termos-chave: acessibilidade e mobilidade, que dependem do planejamento em suas etapas estratégica, técnica e operacional. Listou, ainda, as informações básicas e necessárias ao êxito do transporte coletivo: população (habitantes por área), uso do solo (indústrias, comércio, escolas), índice de mobilidade (viagens/habitantes/dia), índice de motorização (habitantes/automóvel), origem, destino e motivo dos deslocamentos, demanda de passageiros por zonas e por faixas horárias, malha viária urbana e tempos de deslocamento. O assessor mencionou pesquisas realizadas nos ônibus, nos terminais, nos pontos de parada e nos trechos críticos. Normalmente, o procedimento é realizado através do relatório do cobrador e do relatório diário do fiscal, em que são reportados o número de passageiros transportados em cada viagem da linha em estudo, bem como o sentido/horário e a quilometragem percorrida. Atualmente, através de mecanismos informatizados e equipamentos embarcados, é possível efetuar esta pesquisa com maior precisão e menor tempo (bilhetagem eletrônica, monitoramento e outros). Desenvolvimento de linhas O desenvolvimento de uma rede de linhas de ônibus para atender às necessidades de deslocamento dos habitantes de uma região consiste, de acordo com Takarabe, em procurar o equilíbrio entre oferta de transporte versus demanda de passageiros, bem como da receita versus despesa, respeitando-se certas imposições quanto ao nível de qualidade do serviço (entre elas, o intervalo máximo entre dois ônibus consecutivos nos horários fora do pico, a distância do percurso a pé realizado pelo passageiro até o ponto de parada e o número de passageiros adotado por metro quadrado). O palestrante também abordou os tópicos itinerários, horários, serviços especiais e pontos de parada. O Curso de Formação para Técnicos de Mobilidade Urbana tem, no total, 75 horas. A programação inclui módulos como Mobilidade Urbana, Gerenciamento do Transporte Público, Sistema de Transportes e Rede, Planejamento, Programação e Controle operacionais, Sistema de Informação e Monitoramento, Fiscalização, Tecnologia em Inspeção Veicular, Planilha Tarifária e Rede de Computadores.

Trecho final da Glicério interditado até sexta-feira

O trecho da Avenida Francisco Glicério entre a Avenida Barão de Itapura e a Rua Dr. Alberto Sales, na Vila Itapura, foi interditado a partir das 8h30 desta terça-feira, dia 10 de maio, para implantação de tubulação de canalização de água pela Administração Regional (AR) 1. O procedimento se estende até a próxima sexta-feira, dia 13. Agentes de Mobilidade Urbana da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) apoiam a AR 1, sinalizando o trânsito e orientando os motoristas. Há opções de desvio pela Avenida Barão de Itapura e pela Rua José Paulino.

Campinas adere ao Pacto Nacional para Redução dos Acidentes de Trânsito

A Prefeitura Municipal de Campinas, por meio da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), realiza nesta quarta-feira, dia 11 de maio, às 7 horas, no Centro de Saúde São Quirino, um ato simbólico de adesão ao Pacto Nacional para Redução dos Acidentes de Trânsito, a ser lançado quatro horas depois, em Brasília, pelos ministérios das Cidades e da Saúde. O Pacto advém da Assembleia Geral das Nações Unidas, que, por meio da Resolução A/64/L44, publicada em 2 de março de 2010, proclamou o período 2011-2020 como a “Década de Ações para a Segurança Viária". Foi estabelecido que os países-membros anunciassem propostas voltadas à redução de acidentes, lesões e mortes no trânsito no dia 11 de maio de 2011. A mobilização nasceu na 1ª Conferência Ministerial Mundial sobre Segurança no Trânsito, sediada por Moscou em novembro de 2009. O plano de ações para a década se sustenta em cinco pilares: gestão da segurança no trânsito, infraestrutura viária, segurança veicular, comportamento/segurança do usuário e atendimentos pré e pós-hospitalar. A EMDEC aproveitará a segunda Oficina do Projeto “Idosos em Movimento”, que acontece no Parque São Quirino, para a realização do ato simbólico, no qual um grupo de pessoas da terceira idade ostentará balões brancos em referência à necessidade de paz no trânsito. Na Oficina – Percebendo Imagens, Sons, Ritmos e Movimentos, aproximadamente 30 idosos serão estimulados a assimilar as mudanças ocorridas no cenário urbano nas últimas décadas, envolvendo sentidos como audição, tato e visão. Trata-se da segunda Oficina após a retomada do projeto, em 2011. Com a atividade, ajuda-se a reconstruir, de forma gradativa, a habilidade de observar e compartilhar a cidade com atenção e segurança, abordando situações cotidianas, como andar pela calçada, atravessar a rua, dirigir, observar a sinalização e usar o transporte coletivo. A “Década de Ações para a Segurança Viária” já havia sido destaque na abertura do Ciclo de Conversas Sobre Mobilidade Urbana – 2011, fórum permanente que reúne representantes de vários segmentos sociais, especialmente o educacional, para debater temas relacionados à Mobilidade Urbana, aberto no último dia 28 de abril. Na ocasião, o engenheiro civil Luiz Otávio Maciel Miranda, consultor técnico do Ministério da Saúde, ministrou palestra sobre o tema na sede da EMDEC. Referências como o Pacto Nacional para Redução dos Acidentes de Trânsito estendem-se e tornam-se permanentes em todas as ações de educação para a Mobilidade Urbana promovidas pela EMDEC em Campinas, com diversos públicos e atores da circulação (pedestres, ciclistas, motoristas, usuários do transporte público, pessoas da terceira idade e portadoras de deficiência). Em Campinas, o trabalho intersetorial envolve diversas secretarias da Prefeitura, principalmente Saúde e Transportes, que desenvolvem parcerias e tratam a questão da acidentalidade de trânsito como problema de saúde pública, potencializando, dessa forma, as ações de prevenção. O Pacto permite intensificar programas já realizados no município, promovendo a mobilização de toda a sociedade campineira no combate à violência e à diminuição dos índices de acidentalidade nas ruas e avenidas.

‘Idosos em Movimento’ chega ao Centro de Saúde São Quirino

Eles às vezes são relacionados ao passado, mas os idosos vivem agora, no presente. Por isso, nesta semana, a chamada terceira idade será contemplada por nova ação educativa da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC). A Oficina – Percebendo Imagens, Sons, Ritmos e Movimentos chega nesta quarta-feira, dia 11 de maio, às 7 horas, ao Centro de Saúde São Quirino, no Parque São Quirino. Na atividade, aproximadamente 30 idosos serão estimulados a assimilar as mudanças ocorridas no cenário urbano nas últimas décadas, envolvendo sentidos como audição, tato e visão. Trata-se da segunda Oficina após a retomada do projeto “Idosos em Movimento”, em 2011. Com a palestra, ajuda-se a reconstruir, de forma gradativa, a habilidade de observar e compartilhar a cidade com atenção e segurança, abordando situações cotidianas, como andar pela calçada, atravessar a rua, dirigir, observar a sinalização e usar o transporte coletivo. As pessoas com mais de 60 anos representam 8,9% da população de Campinas. São cerca de 100 mil cidadãos cuja mobilidade pode ser qualificada, a fim de ampliar a segurança nos deslocamentos. Na última sexta-feira, dia 6, uma equipe de educadores da EMDEC já esteve no Centro de Saúde da Vila União. Duas palavras se destacaram na primeira Oficina do ano: percepção e prevenção. Na ocasião, a analista de Educação da Mobilidade EMDEC, Adriana Piccirilo Dias Mendes, apontou transformações na cidade, nos deslocamentos e no cotidiano dos munícipes. A apresentação foi animada com os sons de cada época, passando por Carmen Miranda, Elvis Presley, The Beatles e Roberto Carlos. A maior complexidade de Campinas neste século amplia os conflitos na circulação, cenário agravado, segundo Adriana, pelo fato de os perigos às vezes serem facilitados pelos próprios pedestres, ao não observar seu espaço, deixar a calçada para realizar travessias perigosas, não acompanhar o tempo de semáforo e não utilizar passarelas, além da poluição sonora que constantemente os desafia.  

Operação ‘Dia das Mães Seguro’ põe 40 agentes nas ruas

O comércio de Campinas promete estar movimentado neste sábado, dia 7 de maio. Por isso, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC vai disponibilizar 40 agentes de Mobilidade Urbana na Operação “Dia das Mães Seguro”, entre 8 e 19 horas. Os agentes da EMDEC  – 24 no período da manhã; e 16, à tarde – estarão em cruzamentos estratégicos para operação e fiscalização; também irão monitorar  setores com estacionamento rotativo e percorrer avenidas e ruas com motos. Dois deles estarão no entorno do Centro de Convivência. Os “amarelinhos” acompanharão os principais cruzamentos das avenidas Dr. Moraes Salles, Dr. Campos Salles, Francisco Glicério e Senador Saraiva, entre outros. Os objetivos serão operar o sistema de transporte de forma geral; garantir o cumprimento das normas de circulação; acompanhar o desempenho do sistema viário; orientar o fluxo de veículos; auxiliar a travessia de pedestres; remover interferências; efetuar desvios quando necessário; e coibir estacionamento irregular, avanço do sinal vermelho, parada na faixa de pedestre e bloqueio de cruzamentos. Segundo a Associação Comercial e Industrial de Campinas – ACIC, as lojas ficarão abertas entre 9 e 18 horas. “No ano passado, o Dia das Mães movimentou cerca de R$ 300 milhões em Campinas e R$ 450 milhões na Região Metropolitana de Campinas – RMC -, nas compras de presentes e lembranças. Para este ano, a perspectiva dos comerciantes é de que esses valores cresçam entre 9,5% e 10%, com um faturamento de R$ 331 milhões em Campinas e R$ 490 milhões na RMC”, projeta, no site da ACIC, o economista Laerte Martins. Transporte público Os terminais Barão Geraldo, Central, Itajaí, Mercado, Padre Anchieta e Ouro Verde terão, cada um, dois veículos da frota reserva à disposição. Será ampliada, ainda, a frota das linhas 1.33 – Vida Nova, 1.35 – Jardim Filadélfia, 1.61 – Souza Queiroz, 1.92 – Vila Diva, 1.97 – Jardim Marisa, 4.10 – Jardim San Diego e 4.16 – Jardim do Lago (que passa pelo Campinas Shopping), principalmente por conta da maior demanda no período da tarde. Já as linhas que partem dos bairros Ouro Verde e Campo Grande rumo aos shoppings Parque Dom Pedro e Iguatemi – 1.16, 1.25, 2.10 e 2.11 – operarão reforçadas com ônibus articulados. Semáforos Técnicos do Departamento de Controle Semafórico da EMDEC trabalharão em conjunto com a Central Integrada de Monitoramento de Campinas – CIMCamp  para possíveis mudanças na programação dos semáforos, caso necessário. Áreas importantes do comércio, como o Centro e os principais shoppings, serão observadas à distância, e também por pelo menos cinco agentes nas ruas, garantindo respostas às variações de fluxo.

Cruzamento da Praça da Fraternidade bloqueado

O cruzamento entre as avenidas Jorge Tibiriçá e Engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza, na Vila Joaquim Inácio, será interditado neste sábado, dia 7 de maio, entre 8 e 15 horas, junto à Praça da Fraternidade, para obras da Companhia de Gás de São Paulo – Comgás. Agentes de Mobilidade Urbana da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC acompanharão as obras. A Comgás fará o recapeamento do asfalto, já que o trabalho anterior com dutos inevitavelmente alterou as condições da via. Os motoristas poderão desviar pela Avenida José Gabeta.  

10% dos táxis ainda precisam regularizar aferição junto ao IPEM

Balanço obtido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC junto ao Instituto de Pesos e Medidas – IPEM, revela que 79 táxis de  Campinas ainda não tiveram os taxímetros aferidos até esta quinta-feira, dia 5 de maio. Terminou na última sexta, dia 29 de abril, o prazo para que os permissionários (ou seus representantes) realizassem o procedimento junto ao  IPEM. Entre os 784 táxis cadastrados em Campinas, 655 (83,54%) passaram por aferição no período determinado. Faltavam, ao término do prazo, 129 (16,45%), dos quais 50, com atraso, foram regularizados nesta semana. Restam 79, ou seja, 10,07% do total da frota do serviço. Três permissionários foram notificados pela EMDEC após serem flagrados com o taxímetro sem aferição, nos pontos Terminal Multimodal Ramos de Azevedo, Rex – João Milani e Largo do Pará. A fiscalização vem sendo efetuada por 20 agentes de Mobilidade Urbana, em três turnos, todos os dias da semana. A aferição é obrigatória para toda a frota do serviço de táxi, mas vale destacar que as atuais tarifas do serviço, em vigor desde janeiro de 2010, não serão alteradas. O objetivo da avaliação é detectar eventuais irregularidades no funcionamento e na medição do taxímetro. Para realizar o procedimento, os taxistas precisam agendar a aferição metrológica no site do IPEM/SP (www.ipem.sp.gov.br), além de pagar a taxa correspondente (R$ 37,50) no Banco do Brasil, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU). Após o agendamento e o pagamento, os veículos e seus respectivos taxímetros devem ser levados à avaliação técnica, na Avenida Baden Powell, 1.800, Vila Campos Sales. Os permissionários (ou seus representantes) apresentam, no dia da verificação, certificado de propriedade de veículo, certificado de verificação do IPEM/SP (referente ao exercício de 2010), GRU (taxa metrológica de 2011) quitada e guia de serviço fornecida pela oficina, caso tenha havido avarias no equipamento. O veículo que estiver operando sem aferição é afastado. É o que prevê o Decreto 17.106/2010, de 2 de julho de 2010, que regulamenta a Lei Municipal 13.775, de 12 de janeiro do mesmo ano. A inobservância do prazo para a aferição implica ao infrator as sanções previstas na Lei 9.933, de 20 de dezembro de 1999. A substituição de peças nos taxímetros, inclusive para fins de adequação a eventuais novas tarifas, só pode ser efetuada em oficinas autorizadas pelo IPEM. Mais informações podem ser obtidas pessoalmente na Sede da Delegacia Regional de Campinas do IPEM/SP, localizada na Avenida das Amoreiras, 163, Parque Itália. O telefone é (19) 3272-9133. Usuário deve ajudar a fiscalizar O passageiro do serviço de táxi pode ficar seguro de que o taxímetro foi avaliado observando dois detalhes: o lacre amarelo do IPEM junto ao instrumento e o selo de verificação de 2011. Irregularidades devem ser denunciadas pelo número (19) 3772-1517, para que a EMDEC busque identificar aqueles que não passaram pela aferição. O usuário/reclamante deverá informar o número do prefixo ou a placa do veículo. Tarifas atuais Em vigência desde 24 de janeiro de 2010, estas são as tarifas praticadas em Campinas: Bandeirada: R$ 3,60 Bandeira I: R$ 2,20 Bandeira II: R$ 2,86 (2ª a 6ª feira, das 18 às 6 horas; Sábado, das 12 às 24 horas; Domingo e feriado, o dia todo) Hora Parada: R$ 35,63

EMDEC inicia formação de técnicos de Mobilidade

Holismo (de holos, em grego) expressa a noção de que um sistema não pode ser definido apenas pela soma de seus componentes. Por que, então, excluiríamos dessa ideia o trânsito, tendo em vista a interdependência entre seus partícipes? A evolução da visão fragmentada à visão sistêmica embasou a atividade do Módulo I (Mobilidade Urbana) do Curso de Formação para Técnicos de Mobilidade Urbana, realizado nesta quarta-feira, dia 4 de maio, pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC. Técnicos IV e V da Mobilidade Urbana participaram da palestra da analista de Educação da Mobilidade Maria Cristina Ferrari Maciel e da técnica administrativa e financeira Reni Paschoalino de Brito, ambas do Departamento de Programas de Educação da EMDEC. Os participantes – cerca de 30 por período – debateram progressos legislativos e práticas costumeiras relacionadas à Mobilidade Urbana no Brasil, recordaram imagens de ontem (1940) e hoje de vias importantes de Campinas – como o cruzamento da Avenida Francisco Glicério com a Rua Conceição – e assistiram ao vídeo “Sociedade do Automóvel”, dos jornalistas Branca Nunes e Thiago Benicchio, que foi trabalho de conclusão do curso de Jornalismo da PUC-SP em 2004. Mas o ápice chegou com a discussão, em grupos, do texto “Visão fragmentada x Visão sistêmica: Uma análise”, do especialista em Comunicação Empresarial e Comunicação para a Sustentabilidade Luís Antônio Gaulia. Gaulia exemplifica, no texto, a precariedade de uma visão de mundo fragmentada: “Numa conversa com um engenheiro de uma fábrica de bombas, mísseis e explosivos, foi perguntado se o sujeito tinha algum tipo de culpa pelo que produzia. A resposta veio como um tiro de fuzil: ‘Não tenho culpa de nada. Aqui eu só faço a colocação do detonador. Nem sei quanto de explosivo existe nesse artefato. Também não sou eu quem jogará essa bomba em cima dos outros’”. O autor conclui, assim, que a visão sistêmica – “que considera o conjunto, o todo e a teia de conexões de qualquer atividade humana” – é fundamental para a sobrevivência da espécie humana na Terra. Critica, ainda, o pensamento de Descartes e Newton, que, segundo ele, “transformaram o mundo pela força de suas ideias, mas estavam parcialmente certos”. “Quando se determina que a verdade é tudo aquilo que a razão pode explicar, privilegia-se o mental, o racional, matemático e deixa-se de lado outras visões da verdade, como os costumes, a cultura, a emoção, a espiritualidade, não de uma religião, mas de uma crença maior nos mistérios da vida”, opina o especialista em Comunicação Empresarial. A partir dessa premissa, analistas e técnicos da EMDEC propuseram reflexões e soluções, buscando conciliar teoria e prática, com repercussão qualitativa nas próximas tarefas. Além dos colaboradores da EMDEC, técnicos e  agentes de trânsito de Atibaia participam dessa formação; entre eles, o diretor do Departamento de Trânsito de Atibaia, Jarbas José de Oliveira. Atibaia, segundo o Censo 2010, conta com 126.614 habitantes. Campinas tem 1.080.999. “Um olhar ampliado nos fará direcionar e readequar obras e serviços”, aposta Oliveira. A metáfora do agente de Trânsito da Estância, Sílvio Ciccone, resume essa intenção: “Você não monta um quebra-cabeça sem antes conhecê-lo por completo”. Já o assessor da Gerência de Educação e Cidadania da EMDEC, Reginaldo Batista Paiva, ressalta o aspecto político do sistemismo. “Somos agentes da história, não podemos ficar observando o trem passar. É preciso ouvir a comunidade, as críticas; permitir, enfim, uma democracia participativa”. A palestrante Maria Cristina propõe superar as limitações da ideia de localidade. “A visão sistêmica é holística a partir do momento em que reconhece e identifica o todo; nosso espaço, nosso endereço, é a Terra; não é meu bairro, não é Campinas. A consequência de nossos atos é transcendente”. A partir da análise de Reni, pode-se aferir que não apenas com “amarelinhos” se conduz o trânsito. “Todos somos agentes da Mobilidade Urbana, todos somos veículos, seja enquanto colaboradores aqui da empresa, seja enquanto cidadãos”. O Curso de Formação para Técnicos de Mobilidade Urbana terá, no total, 75 horas. Foi articulado por Paulo Takashi Takarabe, assessor da Diretoria de Desenvolvimento e Infraestrutura Viária, e é coordenado pela Gerência de Recursos Humanos – GRH. A programação inclui módulos como Mobilidade Urbana, Gerenciamento do Transporte Público, Sistema de Transportes e Rede, Planejamento, Programação e Controle operacionais, Sistema de Informação e Monitoramento, Fiscalização, Tecnologia em Inspeção Veicular, Planilha Tarifária e Rede de Computadores.  

EMDEC realiza Oficina para ampliar percepção dos idosos no trânsito

“Maximizar”. Este verbo, popularizado pela informática, vai se comunicar com quem nasceu em tempos menos digitais na próxima sexta-feira, dia 6. Aproximadamente 20 idosos ampliarão sua percepção de imagens, sons, ritmos e movimentos, “minimizando” a queda na capacidade de responder com eficácia às circunstâncias do ambiente onde vivem – que inclui o trânsito. O Centro de Saúde Vila União será palco, a partir das 8h30, da Oficina, realizada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC. O objetivo é ajudar a assimilar as mudanças ocorridas no cenário urbano nas últimas décadas, envolvendo sentidos como audição, tato e visão. Essa primeira oficina marca a retomada do Projeto “Idosos em Movimento” em 2011. Reconstrói-se, assim, de forma gradativa, a habilidade de observar e compartilhar a cidade com atenção e segurança, abordando situações cotidianas, como andar pela calçada, atravessar a rua, dirigir, observar a sinalização e usar o transporte coletivo. Os idosos (acima de 60 anos) representam 8,9% da população de Campinas. São mais de 100 mil pessoas cuja mobilidade pode ser qualificada, a fim de ampliar a segurança nos deslocamentos. O público-alvo da Oficina se expande a passos largos: até 2025, segundo projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. Daí a necessidade de, preventivamente, orientá-los; de aperfeiçoar o reconhecimento do espaço e trabalhar a antítese atenção-distração. A EMDEC pretende, com isso, diminuir os índices de acidentalidade na terceira idade. Sexta-feira, no Centro de Saúde, eles assistirão a uma palestra que resgatará imagens, fatos e insights dos anos 40, 50, 60, 70 e 80, de Carmen Miranda a Madonna, do Romi-Isetta ao Gol, dos Anos Dourados aos computadores. Essa viagem no tempo traçará paralelos entre ontem e hoje, enfocando o crescimento e a complexidade de metrópoles como Campinas. O progresso impõe diferentes posturas frente à Mobilidade Urbana – condutas que permitam um deslocamento mais sustentável e seguro. Paralelamente a essa viagem no tempo, os idosos receberão orientações práticas para estabelecer a melhor relação possível com o trânsito. O Centro de Saúde Vila União localiza-se à Rua José Lourenço de Sá, 70, Vila União. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone 3772-4289.

Consultor defende aperfeiçoamento do CTB

O consultor técnico do Ministério da Saúde e conselheiro do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Luiz Otávio Maciel Miranda, defende que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) seja “aperfeiçoado”. Miranda esteve na última quinta-feira, dia 28 de abril, na sede da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), onde ministrou a palestra “Década de Ações para Segurança no Trânsito”. O engenheiro civil abriu o Ciclo de Conversas Sobre Mobilidade Urbana – 2011, fórum permanente que reúne representantes de vários segmentos sociais, especialmente o educacional, para debater temas relacionados à Mobilidade Urbana. “É preciso incorporar [na legislação brasileira] as recentes atualizações pactuadas pelos países signatários de convenções de trânsito”, alerta Miranda, que recomenda melhorias na qualificação para formação de condutores. Miranda manifestou receio, por exemplo, quanto ao artigo 143 do CTB, o das categorias (A a E) da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Estamos pensando em Copa do Mundo, Jogos Olímpicos; e quando os turistas estrangeiros apresentarem habilitações com configurações diferentes?”, indaga, conclamando emendas à legislação. O palestrante também clamou pela modernização do processo administrativo, que considera “lento”, apontando o município como maior expressão de autoridade no trânsito. “Os mecanismos de punição constantemente precisam ser renovados, e a discussão de um cumprimento efetivo passa pelo fortalecimento das cidades”, ressalta. Nesse sentido, citou os “resultados extraordinários” de Campinas, que estaria credenciada a ser “uma das respostas brasileiras” à década de ações para a segurança no trânsito – resposta que envolveria educação em Mobilidade Urbana. Se cada condutor ou pedestre assumisse plenamente seu papel no trânsito – e a EMDEC, com as ações da campanha permanente Preferência pela Vida, vem acelerando essa evolução – a participação de diferentes segmentos da sociedade pela harmonia no espaço público seria mais efetiva, segundo Miranda. Em termos de estratégias políticas, ele citou como exemplo a intersetorialidade da Saúde. Superar a fragmentação de políticas para o Transporte aperfeiçoaria a gestão da Mobilidade Urbana. A palestra Miranda iniciou a palestra apresentando exemplos de mau planejamento no trânsito – desde cruzamentos com sinalização caótica até uma faixa de pedestres que culminava no canteiro central, sem qualquer noção de acessibilidade. Um outdoor neozelandês da cidade de Christchurch exibia um indivíduo sentado no banco traseiro do veículo, sem cinto de segurança. À frente da imagem, foi montado um estilingue gigantesco, instalação típica de Bienal: o intuito era informar que, caso o carro batesse, o passageiro seria lançado à frente como pedregulho. Uma garrafa quebrada, retorcida, simulava um veículo acidentado – campanha escultural que recomendava não beber antes de dirigir. Em seguida, foram expostos dados de 2004, do Relatório Mundial sobre Prevenção de Lesões no Trânsito da Organização Mundial da Saúde (OMS). As estimativas estimam em 1,2 milhão o número de mortos, e 50 milhões de feridos a cada ano no trânsito mundial. Esse quadro é mais funesto nos países em desenvolvimento: segundo a World Health Organization (WHO), 91,5% das mortes ocorrem em economias de média e baixa renda. Em 2030, o trânsito só deverá matar menos que cardiopatia isquêmica, doenças cérebro-vasculares, enfermidades pulmonares e infecções de vias respiratórias. Em 2004, ainda estava atrás de enfermidades diarreicas, HIV/AIDS, tuberculose e cânceres de traqueia/brônquios/pulmões – dados da WHO, apresentados no relatório Global Status Report on Road Safety. A ‘Década de Ações’ Em novembro de 2009, Moscou sediou a 1ª Conferência Ministerial Mundial sobre Segurança no Trânsito. Como resultado, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas declarou a “Década de Ação para a Segurança Viária 2011-2020”. O plano de ações para a década se sustenta em cinco pilares: gestão da segurança no trânsito, infraestrutura viária, segurança veicular, comportamento/segurança do usuário e atendimentos pré e pós-hospitalar. No Brasil, o Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito, instituído pelo Decreto Presidencial de 19 de setembro de 2007, surgiu para “(…) diagnosticar a situação de saúde, segurança e paz no trânsito e promover a articulação e definição de estratégias intersetoriais para a melhoria da segurança, promoção da saúde e da cultura de paz no trânsito”. Já a Roady Safety in Ten Countries (RS-10) reúne os dez países que somam 62% do total mundial de vítimas fatais do trânsito – por ordem de magnitude, Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Brasil, Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito – para discutir intervenções locais, especialmente nos tópicos álcool/direção e velocidade inadequada. No Brasil, o RS-10 se intitula Vida no Trânsito. “Temos, no país, o projeto em cinco capitais: Palmas, Belo Horizonte, Teresina, Curitiba e Campo Grande. Fora do Brasil, na América Latina, o México, juntamente conosco, faz parte do grupo dos dez países estratégicos”, explica Miranda. “O caminho está bem direcionado; foi uma discussão mundial de mais de cinco anos e acho que nós, com o Brasil, temos protagonismo suficiente para definir o caminho que precisamos para uma década posterior de paz, com a participação de todos”. Ciclo O Ciclo de Debates, cujo primeiro convidado foi Luiz Otávio Maciel Miranda, é organizado pela EMDEC, com apoio de universidades, entre elas Anhanguera Educacional, Faculdades de Campinas (Facamp), Metrocamp, PUC Campinas, Unicamp e Núcleo de Prevenção de Violência e Acidentes de Campinas. A palestra é aberta a educadores, profissionais e segmentos sociais interessados em discutir a Mobilidade Urbana e tópicos correlatos. Compareceram na quinta-feira vários educadores de escolas estaduais de Campinas, e também representantes do Transporte de Americana, Artur Nogueira, Bragança Paulista e Jacareí. As secretarias de Educação e de Cidadania, Assistência e Inclusão Social de Campinas também marcaram presença, bem como as diretorias de ensino Leste e Oeste da Secretaria de Estado da Educação.