Visita à CIMCamp encerra Fórum Paulista

A 45ª Reunião do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte e Trânsito foi encerrada na tarde desta sexta-feira, 26 de fevereiro, com uma visita técnica ao recém-implantado Corredor Central e à Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp). Um grupo de 35 pessoas participou da visita, iniciada no Corredor Central, que prioriza o transporte coletivo com faixas exclusivas e preferenciais em um trecho com 8,6 km de extensão na avenida Dr. Moraes Salles, Rua Irmã Serafina e avenidas Anchieta, Orosimbo Maia e Senador Saraiva. "A implantação do Corredor é muito interessante e foi uma estratégia inteligente de Campinas porque garante mais fluidez e também a segurança dos usuários", disse Sérgio Pires Abreu, gerente de Fiscalização de Transporte Urbano da Urbes, de Sorocaba. "O Corredor Central foi uma atitude corajosa e, a partir do que vi, vou analisar junto a Caraguatatuba a possibilidade de implantação de algo semelhante por lá", elogiou o secretário de Transportes de Caraguatatuba e coordenador da Defesa Civil, Campos Júnior. CIMCamp Já a visita à CIMCamp permitiu que dirigentes e técnicos de transporte e trânsito de todo o Estado pudessem conhecer o modelo de monitoramento adotado pela cidade, que é referência em todo o país. A Central reúne em um mesmo espaço agentes da EMDEC, Guarda Municipal, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Defesa Civil e Serviços Técnicos Gerais (Setec) e permite o monitoramento em tempo real de todo tipo de ocorrência registrada na cidade. Atualmente, a CIMCamp conta com 372 câmeras, que garantem o monitoramento a 143 pontos da cidade. "Conheci o trabalho da CIMCamp em 2009, mas não seu espaço físico, que pude conferir agora. Ela se destaca por seu grande potencial de integração. Em Bauru, contamos com um trabalho de vídeo-monitoramento antigo, feito apenas no calçadão, e agora estamos implantando um trabalho integrado, semelhante ao da CIMCamp. É, realmente, algo de Primeiro Mundo. Parece coisa de filme", destacou o presidente da EMDURB, de Bauru, Antônio Mondelli Júnior. Realizada nos dias 25 e 26 de fevereiro, a 45ª Reunião do Fórum Paulista reuniu mais de 250 dirigentes de transporte e trânsito, representantes de 56 cidades de todo o Estado. O evento foi coordenado pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com a coordenação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC). Priscila Nascimento e Stephan Campineiro

Mecânica – conheça mitos e verdades sobre o carro

Quando o assunto é a mecânica dos automóveis, o que não falta é mito. Tudo começa quando ouvimos de um amigo, que ouviu de outra pessoa e por aí vai. Por isso, é importante estar atento ao que é realmente verdade e ao que não passa de "lenda". Veja alguns desses mitos: Andar na banguela Deixar o carro em ponto morto, a famosa banguela, durante uma descida é uma assunto falado e comentado muitas vezes, mas sempre surge algum motorista com essa dúvida. Totalmente equivocada, essa prática não é nada recomendável. Apesar de economizar combustível em veículos sem injeção eletrônica, a segurança de motorista e passageiro é comprometida. O carro desengatado não conta com auxílio do freio motor, que contribuiu para uma melhor dirigibilidade e também não exige demais dos freios, que podem superaquecer e vir a apresentar falhas. Álcool x gasolina Sobre economia de combustível, o comentário geral aponta que o carro a álcool consome mais do que o mesmo modelo a gasolina. É uma verdade. Primeiro porque a gasolina produz mais energia e, para compensar, o álcool é injetado em maior proporção, além das características da combustão, que requerem mais compressão na versão a álcool. Porém, o motor movido a álcool torna-se mais potente. Consumo do óleo é menor na cidade De uma forma geral, a maioria dos motoristas acredita que o consumo do óleo do motor ou mesmo o período de troca do lubrificante na cidade é menor em relação ao uso na estrada. Trata-se de um grande equivoco. Nas rodovias a velocidade é constante, com períodos prolongados de funcionamento, o que proporciona o correto aquecimento e resfriamento do motor, ou seja, nada mais é do que o uso em condições normais. Já na cidade, o veículo faz inúmeras paradas e o motor não funciona como deveria; assim, o uso é mais severo. Outro detalhe é em relação ao nível, tanto do óleo quanto da água do motor. Não é preciso deixar sempre no máximo, mas situado entre a marca de nível mínimo e máximo. Portanto, se o seu carro está com os níveis abaixo do máximo, relaxe, pois está dentro da normalidade. Lavagem do motor Quanto à lavagem de motor, o mito diz que pode trazer problemas. Essa informação é verdadeira. Com a invasão da eletrônica nos motores dos automóveis vieram também algumas restrições, sendo uma delas a lavagem do motor. Não que seja proibido, mas uma lavagem no motor deve ser feita com extremo cuidado e por pessoas habilitadas a esse serviço. A água pode danificar e, em alguns casos, até inutilizar diversos componentes eletrônicos instalados. Já ocorreram diversas panes em decorrência da lavagem do motor sem os devidos cuidados, tanto é que certos postos nem oferecem mais esse tipo de serviço. Durante a lavagem, alguns postos de combustíveis, principalmente aqueles que ficam em cidades do interior, ainda adotam a pulverização de chassi. Essa pulverização é feita com óleo e a intenção é contribuir para a conservação, mas esse banho de óleo por baixo do carro não é recomendado porque colabora para a aderência de sujeira e, em alguns casos, pode corroer as borrachas de vedação. Carro amarelo é mais seguro Ainda sobre segurança no trânsito, existe o comentário sobre as cores dos veículos, sendo que umas são mais seguras e outras não. Será verdade? Pois saiba que se trata de uma informação verdadeira sim. Embora os tons como o amarelo e o laranja muitas vezes não sejam as cores preferidas dos motoristas, elas se destacam tanto durante o dia quanto à noite. Além disso, nos momentos mais críticos, como os dias de chuva e com neblina, essas cores também se destacam. Contudo, se você não faz a mínima questão de ter um carro nessas cores, também não tem problema. O importante é utilizar corretamente os instrumentos de sinalização. Cinto de segurança e sinal vermelho Algumas informações deixam as pessoas na dúvida pelo desuso, como por exemplo, o cinto de segurança para os passageiros do banco traseiro. Ainda são poucas as pessoas que usam e aqueles que não utilizam falam que não é preciso. Pois aí está uma grande mentira. O uso do cinto de segurança é obrigatório, sim; e para todos os ocupantes do veículo, tanto na cidade quanto na estrada. Consta do Código de Trânsito Brasileiro e sujeita o dono do automóvel a pagar multa e a levar pontos na carteira de habilitação. O mesmo pode ser atribuído a história de passar semáforo fechado durante a madrugada. Apesar de o risco de assaltos ser elevado, principalmente nas grandes cidades, não existe lei que impeça a autuação por passar em farol vermelho em horário específico. Entretanto, alguns motoristas ainda preferem arriscar a vida e passar o sinal fechado sem tomar conhecimento. Nesse caso, o mais correto é diminuir a velocidade e aproximar-se vagarosamente do cruzamento até que o semáforo fique verde. Além de evitar a multa e os pontos na carteira, você escapa do risco de um acidente. Fonte: Ricardo Lopes da Fonseca, G1.