Eles são reis e rainhas na circulação. Lembrado no dia 8 de agosto, o Dia do Pedestre renova a sua prioridade de segurança, durante os deslocamentos. No trânsito, todos os condutores são responsáveis pela proteção dos pedestres. Em 2023 e no primeiro semestre de 2024, Campinas vem alcançando redução nos índices de atropelamentos fatais; e apostando em importantes iniciativas que priorizam a mobilidade ativa, encabeçadas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Em 2023, foram registradas 44 mortes de pedestres em sinistros (acidentes) de trânsito em Campinas, uma redução de 8,3% em relação aos 48 óbitos computados em 2022. O número representa 27,7% das 159 vidas perdidas em vias urbanas e rodovias. Nas vias urbanas, foram 27 atropelamentos fatais – uma queda de 3,6% em comparação as 28 mortes registradas em 2022.
No primeiro semestre de 2024, balanço preliminar aponta que 11 pedestres perderam a vida em vias urbanas, número 31% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado (16 óbitos). Apesar disso, os pedestres ocupam a segunda posição como principais vítimas no trânsito, respondendo por 31% dos 36 óbitos registrados no período. Os motociclistas respondem por 44%, com 16 vidas perdidas.
Apesar da redução positiva, o número total de óbitos de pedestres em 2023 é 43,6% maior do que a média dos últimos cinco anos. Na faixa etária de 60 anos ou mais, houve um aumento de 50%, passando de dez óbitos em 2022 para 15 em 2023.
Os dados integram os boletins de Vítimas Fatais no Trânsito e relatórios de sinistralidade produzidos pela Emdec, em parceria com a Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS) e a Vital Strategies. Os materiais estão disponíveis no site da Emdec.
Esquetes teatrais conscientizam pedestres nesta quinta (08/08)
Para mobilizar a população pela proteção do pedestre, a Emdec realiza esquetes teatrais que abordam conceitos de mobilidade urbana e promovem a reflexão sobre a construção de uma cultura de paz no trânsito. As esquetes são encenadas por artistas do grupo Ateliê Teatro e, neste Dia do Pedestre, terão ao apoio do Detran/SP.
Receberam as abordagens nesta quarta-feira (08/08), os seguintes cruzamentos: avenida Dante Alighieri x avenida das Amoreiras; Terminal Multimodal “Ramos de Azevedo”; e avenida Dr. Moraes Salles x rua José Paulino.
Incentivo à mobilidade ativa
Projetos que priorizam a circulação de pedestres vêm sendo implantados em Campinas. O “Revivacidade”, intervenção de urbanismo tático que estimula a redução da velocidade, foi feito nas regiões dos bairros Botafogo, Padre Anchieta e Parque Industrial. As avenidas Francisco Glicério e Campos Sales passaram por requalificação, com ampliação das calçadas e implantação de ciclofaixas. A próxima a receber as medidas é a rua José Paulino, que está em fase de obras.
A região central recebeu faixas de pedestres “em X”, em três pontos – elas reduzem o tempo de travessia e dispensam o deslocamento em duas etapas. Também está em construção o Programa de Priorização de Pedestres e Piloto em Entornos Escolares, que já contou com quatro oficinas. Uma das metas do Plano de Segurança Viária prevê a redução do índice de mortes de pedestres no trânsito para valor igual ou inferior a 1,16 a cada 100 mil habitantes até 2032. Entre as ações previstas estão o fortalecimento e expansão dos projetos de priorização de modos ativos; revisão dos ciclos semafóricos para a proteção e priorização de pedestres; e implantação de infraestruturas de proteção aos pedestres.
Ao longo de 2023, também houve intervenções em 14 pontos críticos que se destacam pela quantidade e gravidade dos sinistros. As medidas adotadas nestes locais, a maioria no eixo da avenida John Boyd Dunlop, resultaram na redução dos conflitos e aumento na segurança nas travessias de pedestres: novas faixas de pedestres junto às vias transversais, ampliação de calçadas em alguns trechos e criação de ilhas de refúgio.
Cenário nacional
De acordo com o Relatório Global de Segurança Viária 2023 da Organização Mundial da Saúde (OMS), 23% das vítimas fatais no trânsito são pedestres. Embora os países de baixa e média renda possuam menos de 1% da frota global de veículos motorizados, eles concentram 92% das mortes no trânsito. Anualmente, 1,19 milhão de pessoas perdem a vida no trânsito, sendo que as principais vítimas incluem os ocupantes de veículos de quatro rodas (30%) e os pedestres.




