A Avenida José de Souza Campos é uma importante via de Campinas, mas o fato de ligar as regiões Norte e Sul da cidade fez seu nome de batismo sumir do vocabulário popular. Todos a conhecem como Norte-Sul. A via, que não tinha nome até receber o atual, foi nomeada em 1949 por sugestão de vereadores para homenagear o vereador José de Souza Campos, que atuou na Câmara Municipal da Vila de São Carlos, foi procurador do Conselho Municipal, o equivalente a prefeito, tornando-se parte do sucesso da Independência e um dos fundadores do Distrito de Sousas. José de Souza Campos era bisneto de Barreto Leme, outra importante figura política da história de Campinas, que também dá nome a uma rua na área central. Com cerca de 3 km de extensão, a via tem um fluxo diário de mais de 56 mil veículos, tendo como prolongamento a Avenida Júlio Prestes, que vai ao Taquaral, Região Norte; e a Avenida Princesa D’Oeste, que leva à Região Sul e aos estádios do Brinco de Ouro da Princesa (Guarani) e Moisés Lucarelli (Ponte Preta). A via segue o Córrego Proença, que antes de ser canalizado em 1996 causava frequentes alagamentos. Em 2003, Campinas sofreu com uma das piores enchentes de sua história. A Norte-Sul e a Avenida Princesa D’Oeste ficaram completamente tomadas pelas águas. Foram, aproximadamente, 104 milimetros de chuva em 40 minutos. Após a obra de canalização, inúmeros estabelecimentos comerciais começaram a se instalar na avenida. O processo que transformou a rua em um grande polo comercial começou nos anos 80, mas ganhou força na metade da década de 1990. Atualmente, o destaque da via é a ciclofaixa de lazer que percorre toda a sua extensão e liga vários pontos turísticos da cidade. A avenida dos negócios “A Norte-Sul foi remodelada e hoje tem a melhor infraestrutura comercial de Campinas”, segundo o sócio-proprietário da Invest Imóveis, Victor Cosmo Scatigno. A imobiliária administra os principais empreendimentos corporativos da região. Ainda segundo a imobiliária, a avenida e seu entorno formam um estoque de 40 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) e, para este ano, estão previstas as construções de mais quatro empreendimentos comerciais. A Norte-Sul abriga desde grandes prédios corporativos até pequenos escritórios. A média de preço de locação destes espaços é de R$ 65 o metro quadrado. Empresas de vários ramos de negócio procuram essas locações: multinacionais, concessionárias, seguradoras, entre outras. Um grande atrativo da via é a quantidade de concessionárias de veículos e de lojas de produtos automotivos. Rafael Rueda gerencia uma concessionária de carros importados com capacidade para 110 veículos. Segundo ele, a loja tem clientes em todo o Brasil e vende em média de 45 a 60 carros por mês. As marcas mais vendidas são BMW, Mercedes e Audi. “Acredito que a via se tornou um pólo de venda de carros de alto padrão por causa da região em que se encontra. Quem mora por aqui tem alto poder aquisitivo”, analisa o gerente. Taxista na via desde 1975 Pedro Burato é taxista na Norte-Sul há mais de 35 anos. Quando começou a trabalhar na via, os espaços hoje ocupados por grandes lojas e edifícios sofisticados eram tomados por terra; e, quando chovia, por lama barro e muita água. “A rua não tinha nada, era um espaço vazio; tinha só algumas residências que hoje não existem mais. A rua era um brejo; mas a partir de 80 pra cá começou a ficar do jeito que é hoje”, lembra. O taxista nota grande diferença, também, no trânsito. Segundo ele, há 30 anos não havia tantos carros, o que facilitava dirigir. O fato de haver menos veículos também fazia com que as pessoas precisassem mais dos serviços de táxi. “Hoje trabalho só 30% do que trabalhava antes”, lamenta. Jornal da cidade Em 1982 o Correio Popular, um dos jornais mais importante da cidade, inaugurou o Parque Gráfico na Avenida José de Souza Campos (Norte-Sul), onde passaram a funcionar a redação e o setor industrial. Antes, ficavam num prédio da Rua Conceição, onde até hoje, estão instaladas a parte administrativa e área comercial do jornal. O Edifício Correio Popular, localizado na Rua Conceição, foi projetado e construído pelo engenheiro e arquiteto Lix da Cunha, importante figura que dá nome à outra via da cidade. Em 1999, a redação do jornal se transferiu para a Rua Sete de Setembro, 189, Vila Industrial, onde está até hoje. Apoio à pesquisa: Wagner Paulo dos Santos Fontes: http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/
Autor: Hugo Xavier
Via, no Botafogo, bloqueada no sábado, 12
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) vai interditar parte da Rua Júlio Frank de Arruda, no trecho entre as ruas Jorge Miranda e Prof. Luiz Rosa, neste sábado, 12 de fevereiro, das 13h30 às 17 horas. O bloqueio é necessário para obras da Sanasa. Os desvios devem ser feitos pelas ruas Jorge Miranda e Antônia Álvares Lobo. Para garantir a fluidez do trânsito, dois Agentes da Mobilidade Urbana da EMDEC estarão no local para orientar os motoristas, alternando o fluxo e a passagem dos veículos.
Licitantes de táxi devem entregar documentação original até terça, 15
Os inscritos no processo de licitação para a permissão do serviço de táxi em Campinas que apresentaram protocolos de documentos no ato da inscrição devem regularizar a situação. Os documentos originais devem ser entregues nos dias 14 e 15 de fevereiro, no período das 8h às 17h, na sede da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), que fica à Rua Dr. Salles de Oliveira, 1028, na Vila Industrial. A listagem dos candidatos que devem entregar a documentação foi divulgada no Diário Oficial de Campinas, nesta sexta-feira, dia 11 de fevreiro. Confira abaixo a lista de candidatos e os respectivos documentos: CERTIDÃO NEGATIVA DE EXECUÇÃO PATRIMONIAL EXPEDIDA PELO PODER JUDICIÁRIO DO FORO DE SEU DOMICÍLIO EUGENIO HENRIQUE JULIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA NATALIA FERREIRA FELIS CERTIDÃO DE REGULARIDADE FISCAL (TRIBUTOS MOBILIÁRIOS) ADJALMA DOS SANTOS FILHO ADRIANO FERNANDES LEAL ADVENTURE TRANSPORTES E LAVA RAPIDO LTDA ME AGUINALDO APARECIDO DE ALMEIDA ALEXANDRE WILIAN DE SOUZA ALIPIO AZEVEDO MOTTA ANA MARIA HENRIQUE ALVES ANDERSON MORAES DE OLIVEIRA ANDRE BERTOLI SILVA ANSELMA DA ROCHA QUESADA ANTONIO ATAIDE DE CARVALHO ANTONIO BRAZ DOS SANTOS BRUNA REGINA DE FARIA CAIO MARCELO BECARINE CAMPOS VERDES TRASNP. EXEC. LTDA CARLOS EDUARDO FERRARI CLAUDEMIR DE GRECCI DAYANE DA SILVA BARBOSA DOUGLAS MARTINS DE OLIVEIRA LIMA EDMILSON DA SILVA EDUARDO HENRIQUE SABINO ME EGINALDO PEREIRA DE LIMA ELOI SCAPARO ERICALENE ALVES FABRI ERNANDES DE OLIVEIRA ANDRADE FABIANO APARECIDO BENETTI FRANCISCO DUARTE NETO FRANCISCO SABINO FILHO HELIO AMERICO PEREIRA HIROSI OZAKI IVETE AP. MACHADO NUNES ME JEFFERSON KLIMUK MISIAK JOSE APARECIDO DA ROCHA JOSE CARLOS DE SOUZA JOSE CARLOS SCANACAPRA JOSE LUIS DOS SANTOS JOSUE SILAS PORTELA JULIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA LAUDENIR FELICIANO DE OLIVEIRA LEANDRO LEONARDO JANSEN MARCELO FRANCISCO FAVARO MARCUS VINICIUS DA SILVA SOUZA MAURO DANTAS CORDEIRO NATALIA FERREIRA FELIS NOEMIO DE OLIVEIRA PEDRO DE OLIVEIRA SILVA RECPAZ TRANSPORTES E TURISMO LTDA ROBERTO DONADON JUNIOR RUBENS ALVES DE OLIVEIRA SERGIO BERNANDES DE SOUZA SG DE FARIAS LARA ME SIDIVAL CARLOS DA SILVA SIMONE BARRETO RUSSON THIAGO JOSE DE LIMA ULISSES SOUZA DA CRUZ WILLIAN CORREA NINCAU WILSON DE ALMEIDA CADASTRO NACIONAL DE INSCRIÇÃO SOCIAL (CNSI) OU DECLARAÇÃO DE REGULARIDADE DE SITUAÇÃO DO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (DRSCI) OU PROVA DE REGULARIDADE RELATIVA À SEGURIDADE SOCIAL (INSS) ADVENTURE TRANSPORTES E LAVA RAPIDO LTDA ME LFC DE OLIVEIRA TRANSPORTE ME
Jovens e crianças da periferia são mais vulneráveis no trânsito, diz pesquisadora
A palestra sobre acidentalidade e vulnerabilidade social, realizada na manhã desta quarta-feira, dia 9, na Sala de Treinamento da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC – revelou dados importantes sobre os acidentes de trânsito na cidade, relacionado ao ano de 2006. Aproximadamente 50 pessoas acompanharam a apresentação da jornalista e doutoranda em Demografia pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – Ana Carolina Bertho. A jornalista já apresentou a temática em congressos nacionais e internacionais, como em Minas Gerais, Pernambuco e em Cuba. A pesquisadora afirmou que o objetivo do estudo foi contribuir com o conhecimento sobre os padrões e tendências recentes dos acidentes de trânsito na cidade e verificar as características sociodemográficas que tornam grupos populacionais mais vulneráveis aos riscos de se ferir ou morrer nos acidentes de trânsito. Para realização da pesquisa foram utilizados dados da EMDEC e boletins de ocorrência com vítimas fatais e não fatais nas vias de Campinas no ano de 2006. O local de residência da vítima é usado como uma aproximação de sua condição socioeconômica. Os números da pesquisa mostram resultados para cada 100 mil habitantes. O estudo revelou que em Campinas, no ano de 2006, os motociclistas se destacaram entre as vítimas fatais e não-fatais, totalizando 44%. Na sequência, ficaram os ocupantes dos demais veículos com 33%; pedestres com 16% e ciclistas com 3%. A taxa de vitimização é mais alta entre os homens com idade entre 20 e 24 anos. Os atropelamentos acontecem em sua grande maioria no centro da cidade e as maiores vítimas são crianças de 0 a 14 anos e pessoas com mais de 60 anos. A pesquisadora afirmou que entre os jovens existe uma relação entre vulnerabilidade social e a ocorrência de acidentes, pois a maioria das vítimas morava em áreas periféricas. Já no caso dos idosos não foi encontrada tal relação, já que a maior parte dos atropelados morava no Centro, área de pouco vulnerável. “Os mais pobres não são necessariamente os mais atingidos pelos acidentes, mas há uma situação intermediária em que a população consegue escolher como fará o deslocamento e, ainda que vença outros riscos graças à facilidade para fazer as viagens, acaba se expondo mais aos riscos do trânsito”, defendeu a pesquisadora. Ao trocar o ônibus pela motocicleta, por exemplo, os jovens podem ganhar em tempo de deslocamento, mas se tornam mais suscetíveis aos acidentes. Segundo a doutoranda, uma solução para a redução dos acidentes está no uso do transporte coletivo. “Seria importante que as pessoas percebessem que andar de ônibus é mais seguro, já que a taxa de acidentalidade é menor nesse tipo de transporte.”
Portal da Emdec tem mais de 100 mil acessos/mês
O Portal da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC – alcança a marca histórica de 100 mil visitantes/mês. Os dados são referentes ao ano de 2010. No site, as pessoas podem acessar informações sobre trânsito e mobilidade na cidade de Campinas São em média 3,3 mil visitantes/dia que permanecem nas páginas do site por aproximadamente 3 minutos. Outro dado referente ao acesso do site diz como o internauta chegou até ele. Foi constatado que a maioria dos acessos é feito de maneira direta, ou seja, o usuário digita o endereço do portal (www.emdec.com.br) no seu navegador, totalizando 44,04% dos acessos. Em segundo lugar, estão as entradas feitas por meio de sites de pesquisa como Google e Bing, com 32,51%. Os internautas que chegam até o portal por meio de sites de referência são 23,45%. No ano passado, o portal da o Portal da EMDEC foi premiado na Bienal de Marketing da Associação Nacional de Transportes Público – ANTP, no Rio de Janeiro, na categoria Marketing Promocional. O Prêmio foi entregue no mês de novembro. O portal foi reformulado e, desde março de 2010, passou a apresentar mais objetividade nas informações, agilidade no atendimento e qualidade nos serviços on-line. O portal possibilita, ainda, a consulta de serviços em tempo real e a criação de hotsites para dar visibilidade às campanhas da empresa. Sistema de Informação ao Usuário O principal destaque do novo portal é seu Sistema de Informação ao Usuário (SIU). Esse sistema permite que, a partir de informações básicas como o ponto de origem e destino, o usuário identifique ao menos uma das linhas que tem à disposição e a melhor forma de acessá-la. Esta ferramenta é uma das mais modernas disponíveis para sistemas de informação e também oferece ao usuário a relação de horários das viagens, especificando quais delas são feitas com veículos acessíveis, e os pontos de parada que ele deverá utilizar para acessar sua linha Além disso, se o usuário não souber informar qual seu endereço de destino, a pesquisa ao Sistema de Informação será garantida a partir da seleção de pontos de referência como escolas, faculdades, hospitais, postos de saúde, shoppings, cinemas e teatros, entre outros. Com a adoção dessa tecnologia, Campinas passou a integrar a lista restrita de três municípios no País, que disponibilizam esse serviço à população. São eles, além da cidade, Belo Horizonte e São Paulo.
Palestra discute acidentes X Vulnerabilidade Social
“Vulnerabilidade social e os acidentes de trânsito em Campinas” é o tema de palestra que será ministrada pela jornalista Ana Carolina Bertho, na próxima quarta-feira, 9 de fevereiro, na Sala de Treinamento da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas – EMDEC -, a partir das 10 horas. Ana Carolina tratou a questão em sua dissertação de mestrado na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, no Núcleo de Estudos da População (NEPO). A jornalista já apresentou a temática em congressos nacionais e internacionais como na Argentina e em Cuba. A apresentação terá tempo aproximado de 30 minutos e fará uma análise entre a acidentalidade e fatores socioeconômicos. “Com a diminuição do número de suicídios na Região Metropolitana de Campinas (RMC), desde 2000, os acidentes de trânsito se tornaram uma das causas externas que mais matam”, afirma. Durante o desenvolvimento do trabalho, Ana Carolina contou com informações do Departamento de Georreferenciamento e Sistematização de Dados (DGS) da EMDEC para subsidiar toda a sua pesquisa. Com os dados, elaborou um estudo relacionando acidentes e locais das residências das vítimas. A palestra contará com a presença do secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt, colaboradores do DGS, da Gerência de Comunicação e Sustentabilidade e Gerência de Educação e Cidadania (GEC), além de técnicos das diversas áreas. Vale destacar que a palestra é aberta ao público, com entrada gratuita. A Sala de Treinamento da EMDEC fica à Rua Dr. Salles Oliveira, 1028, na Vila Industrial, em Campinas.
Procura por novas vagas de táxis tem mais de 800 participantes
Sessão de abertura dos envelopes prossegue na segunda, dia 31, na Sede da EMDEC, aberta ao público Organização e tranqüilidade marcaram a etapa do processo licitatório para o serviço de táxi em Campinas, nesta sexta, dia 28 de janeiro, no Ginásio do Taquaral. Mais de 800 interessados se inscreveram, entregando a documentação obrigatória, exigida no edital. Os envelopes da documentação são lacrados e, agora, passarão pela conferência da Comissão de Licitações. A sessão de abertura começou na sexta e prosseguirá na segunda, dia 31 de janeiro, a partir das 9 horas, na Seda da EMDEC, na Vila Industrial. A licitação prevê 178 vagas para o serviço, em três modalidades: táxis convencionais, executivos e acessíveis. Do total dos 805 inscritos, 748 disputam uma vaga na modalidade de táxi convencional; 52, na executiva; cinco, no serviço de táxi acessível. Para recepcionar os interessados, a EMDEC disponibilizou uma estrutura com 110 colaboradores, entre seus funcionários, guardas municipais, seguranças, bombeiros e uma equipe do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que auxiliaram na organização do evento. Apesar dos trabalhos terem iniciados às 8h, teve gente que chegou ao Ginásio com um dia de antecedência. Lucélio Costa, 65, foi o primeiro a passar pelos portões. Ele chegou às 14h30 da quinta-feira, dia 27, porque queria muito participar. Costa pleiteia uma vaga na modalidade convencional. Mas ele conta que não ficou o tempo todo ali. “Não fiquei em frente ao portão o tempo todo, tive que sair para comer. Fui à padaria”. Depois de entregar a documentação, saiu confiante. “Acho que vou conseguir” disse. Jupiran Sousa, outro interessado, acredita que a licitação para o serviço de táxi trará benefícios para o transporte de Campinas. “Com a licitação, o sistema ficará mais dinâmico e a chance de crescimento profissional aumenta. Acho bom exigirem qualificação do taxista para que ele atenda, cada vez melhor, a sociedade” ressaltou Sousa. Em frente ao portão de entrada do Ginásio, um grande relógio digital marcava as horas. Depois das 10h da manhã ninguém poderia mais entrar. Foi o que aconteceu com Orlando Balbino. "Faço serviços de entrega e me ligaram às 9h50 para entregar um documento aqui, mas não deu tempo” disse. O secretário de transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, Gerson Bittencourt, acompanhou todo o processo. Chegou a dar esclarecimentos no contato com os interessados às vagas. “Este processo licitatório também é uma forma de forçar os atuais permissionários a trocarem seus veículos por outros mais novos. Deste modo, além de ampliar a frota de táxi na cidade, também vamos melhorar a qualidade do serviço”, disse o secretário. Outros personagens O comerciante Claudenilson Alves dos Santos chegou em cima da hora e não conseguiu complementar a tempos os documentos e os portões fecharam. Para a entrega, o envelope tinha que estar lacrado com toda a documentação exigida. Seu amigo, José Hildeu Ramos Santos também não teve tempo de fazer as cópias com antecedência e perdeu a oportunidade. Isaías Rodrigues da Silva exerce o ofício de taxista em São Paulo e resolveu tentar a sorte em Campinas. “Queria tentar uma vaga para ficar mais perto da minha família que mora aqui. Mas cheguei de São Paulo agora e não consegui fazer tudo a tempo”, lamentou. A sede da EMDEC fica à Rua Dr. Salles Oliveira, 1028, à Vila Industrial.
EMDEC inicia volta às aulas em quatro colégios, nesta segunda, dia 24
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) inicia nesta segunda-feira, 24 de janeiro, a operação volta às aulas. A operação visa minimizar o impacto do fluxo de veículos no entorno das escolas e universidades que estão localizadas junto ao sistema viário principal e universidades com grande movimentação; e tem como objetivo ampliar a segurança da comunidade escolar. Durante a operação, os agentes da EMDEC farão intervenções como coibir a parada em fila dupla, o fechamento de cruzamentos, orientar a travessia dos alunos, orientar e fiscalizar os condutores de veículos para o embarque e desembarque de forma segura e promover antes do início das aulas, eventualmente, reserva de vagas/faixas para o escoamento dos veículos. Nesta segunda, dia 24, os colégios de Aplicação PIO XII (Av. Boaventura do Amaral, 354), EEPSG Dom Barreto (Rua General Carneiro, 120), Escola Americana Campinas (Rua Cajamar, 35 – Chácara da Barra) e Dom Barreto (Av. da Saudade, 705) receberão atenção especial dos agentes da EMDEC. A operação se estenderá para outros colégios e universidade, de acordo com o calendário de retorno das atividades escolares, com reforço das equipes até o dia 21 de fevereiro. Mas vale ressaltar que durante todo o semestre, a fiscalização continua no entorno dos colégios. Ao todo, são 16 escolas e 38 agentes envolvidos na operação volta às aulas. Nesta primeira semana, como o ano letivo foi iniciado em poucas escolas, a equipe é menor. Outras atividades com educadores da EMDEC e panfletagem serão realizadas numa segunda etapa, ainda no início deste ano. Confira as escolas atendidas pela operação: 25 de janeiro – Instituto Educacional Colégio Imaculada – Av. Barão de Itapura, 1735 – Vila Itapura 31 de janeiro – Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora – Rua Baronesa Geraldo Resende, 338 – Guanabara – Colégio Ave Maria – Rua Uruguaiana, 420 – Bosque – Colégio Progresso Campineiro – Av. Júlio de Mesquita, 840 -Cambuí – Escola de 2º Grau Colégio Integral – Rua Barreto Leme, 1815 – Cambuí 1º de fevereiro – Colégio Novo Anglo – Rua Maria Monteiro, 1016 – Cambuí 02 de fevereiro – Universidade Paulista (UNIP) – Veteranos – Av. Comendador Enzo Ferrari, 280 – Swift – Metrocamp Av. Dr. Salles Oliveira, 1661 – Vila Industrial 07 de fevereiro – Colégio Anglo COC – Rua Maria Monteiro, 1028 – Cambuí 09 de fevereiro – Universidade Paulista (UNIP) – Calouros – Av. Comendador Enzo Ferrari, 280 – Swift 10 de fevereiro – EESG Prof. Anibal de Freitas – Rua 1º de Março, 38 – Guanabara – EEPSG Carlos Gomes – Av. Anchieta, s/nº – Centro 14 de fevereiro – PUCC – Campus I – Calouros – Av. Ana Maria S. Adade, s/nº – Parque das Universidades 21 de fevereiro – PUCC Campus I – Veteranos – Av. Ana Maria S. Adade, s/nº – Parque das Universidades
Inspetores da EMDEC passam por treinamento para fiscalizar motofrete
Os inspetores do Departamento de Inspeção Veicular (DIV) passaram, nesta semana, por um treinamento para vistoriar motos e motonetas que devem estar de acordo com a lei que regulamenta o serviço de motofrete em Campinas. A capacitação foi feita pelo mecânico-chefe da concessionária Motoveloz, João Paulo Souza Silvério. Todos os itens que devem ser avaliados foram abordados durante o treinamento, como pneus, suspensão, freio, motor chassi, escapamento, parte elétrica e outros. Os inspetores também puderam verificar a variação de itens que pode existir entre os diversos modelos de motos. Segundo Silvério, folgas nas peças da moto podem ser perigosas, mas existe um limite que pode ser verificado. Adaptações que descaracterizam o veículo e o colocam fora das normas legais foram outro ponto discutido no treinamento. Ainda não existe previsão para o início das inspeções e alguns equipamentos que serão usados para o trabalho estão em processo licitatório. O que é a lei de motofrete? A Lei nº 13.927, de 27 de outubro de 2010, regulamenta o serviço de motofrete e proíbe a prática do mototáxi em Campinas. Com a nova legislação, aproximadamente, três mil motofretistas da cidade terão que realizar o curso básico de motocondução, conforme previsto pela Resolução 350 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Todo veículo utilizado pelo motofretista deverá atender a algumas exigências básicas, tais como motor com capacidade mínima de 125cc; ter no máximo 10 anos de fabricação; aprovação na inspeção veicular da EMDEC; e os itens de segurança exigidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran): antena contra cerol e dispositivo de proteção para pernas e motor (“mata-cachorro”). A EMDEC definirá, futuramente, a padronização da localização da identificação do cadastro e selo para o veículo, incluindo capacete, colete e o baú que deverão ser utilizados. Para mais informações sobre a lei que regulamenta o motofrete no município acesse: http://www.emdec.com.br
Rua Barreto Leme homenageia o fundador de Campinas
A Rua Barreto Leme não é uma via qualquer de Campinas. Ela homenageia o seu fundador e é conhecida por ter sido o berço político da cidade. Também, considerada um espaço que centraliza vários pontos culturais como escolas, sebos tradicionais e livrarias. Com 2,6 mil metros, a via foi batizada com este nome em 1869 no plenário da Câmara Municipal, mas foi conhecida como “Rua da Matriz”, por causa de uma igreja construída de costas para ela. Depois disso, ainda foi denominada “Rua da Matriz Velha”, por causa da construção de uma nova igreja. Nesta ocasião, Campinas contava com mais de 8 mil moradores. Barreto Leme morou na rua que, hoje, leva seu nome. O prédio em que morava foi demolido para abrir a rua Dr. Quirino, a partir da atual Benjamim Constant; e, com isso, chegar até a própria Barreto Leme. Um estudo da época queria o prolongamento da via. Em 1840, a cidade tinha apenas três ruas pavimentadas: parte da Dr. Quirino, parte da Benjamim Constant e um trecho da Barreto Leme; entre a Dr. Quirino e a Luzitana. A pavimentação era de camada de pedras irregulares de basalto, chamada pelos moradores da época de calçada. Outras ruas só começaram a receber essas calçadas entre oito e dez anos mais tarde. A Barreto Leme pode ser considerada o berço da política de Campinas. Foi nela que a sociedade começou a se organizar como um núcleo com interesses em comum. Na região, havia uma delegacia, uma igreja e a Câmara dos Vereadores. Rua dos jornalistas A Associação Campineira de Imprensa (ACI) está localizada na Barreto Leme desde 1927. Antes de sua fundação, os profissionais da imprensa frequentavam uma charutaria chamada Havaneza ou Charutaria do Lá, por causa do nome do proprietário, Anacleto. Eles se reuniam para discutir os assuntos do dia-a-dia. A ACI foi idealizada pelo professor Roberto de Souza Pinto, que se reunia regularmente com esses jornalistas. Ela foi a primeira entidade de jornalistas fundada no Estado de São Paulo. Hoje, a ACI oferece cursos, palestras, workshops e outros serviços para os profissionais do jornalismo. A Associação tem um acervo que conta parte da história das cidades da região. Rua dos judeus O número 1203 da via é ocupado pela mesma sociedade desde 1927. Um grupo de judeus que fundou a Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob. Não dá pra saber, ao certo, qual foi o primeiro judeu a chegar a Campinas, mas se sabe que eles vieram para substituir os franceses e seus descentes no comércio da região. Os franceses deixaram Campinas por causa do surto de febre amarela. Alguns deles foram para a Capital e outros voltaram para a França. O grupo que chegou para substitui-los era formado por poloneses e alemães, em sua maioria. Hoje, a Sociedade realiza os serviços religiosos em sua sinagoga e ministra aulas de cultura judaica e hebraico. Palestras e filmes sobre a cultura judaica também são veiculados no local. Via dos livros Na esquina da Rua Barreto Leme com a Rua Sacramento fica o Sebo Casarão. O prédio de arquitetura antiga, mas com pintura vermelha novinha, guarda viva parte da história da via. Em 2006, quando participava da Feira de Alfarrábios e Antiguidades na Praça Bento Quirino, o professor de história Alaerte Menuzzo e outros cinco expositores souberam da venda do local e decidiram comprá-lo. O imóvel era, antigamente, a Santa Casa de Campinas. Para transformar o casarão antigo em ponto cultural, Menuzzo e seus sócios reformaram o local, mas sempre valorizando sua forma original. “Nós prezamos este prédio. Não só porque é nosso, mas porque gostamos de coisas antigas. Estamos num contínuo processo de restauração” conclui Menuzzo. No início, o local era dividido em cinco espaços distintos, mas isso dificultava a agilidade no processo de venda dos produtos, pois o cliente tinha que pesquisar o que queria comprar em todos os espaços. O sebo com cinco lojas num mesmo local não deu certo. Hoje, o cliente encontra livros, cds, dvds e vinis num mesmo espaço. O professor lembra ainda de parte de sua juventude vivida na Barreto Leme. A Escola de Samba Ubirajara, que ficava na via e foi extinta nos anos 70, era passagem de Menuzzo quando voltava do Colégio Lencastre. A escola chegou a ganhar o Carnaval, mas caiu no esquecimento. Quem foi Barreto Leme? A homenagem ao homem de origem belga omite seu primeiro nome, Francisco. O sobrenome de seus ascendentes é Lems, mas seu tataravô, Martim, quando se mudou para Lisboa, adotou Leme. Os descendentes de Martim foram para São Vicente, litoral paulista. É a partir deste ponto que começa a história dos Leme no Brasil. Francisco Barreto Leme, que também era descendente de Pedro Álvares Cabral, nasceu em 1704; e veio para Campinas entre 1739 e 1744. Com sua chegada, a Freguesia de Campinas do Mato Grosso prosperou. Ao fundar a cidade, passou a seguir a tradição da família Cabral, ou seja, da expansão portuguesa nos séculos XV e XVI. A população foi crescendo junto com a economia e Barreto Leme continuou a trabalhar pelo crescimento de Campinas. Ele doou o terreno para a construção da primeira igreja da cidade. Ela foi construída onde, hoje, fica a Rua Luzitana. Em 1774, a fundação da cidade de Campinas foi atribuída à Barreto Leme. Para oficializar a fundação da Freguesia Nossa Senhora da Conceição das Campinas de Mato Grosso, em 14 de julho de 1774, foi realizada uma missa em uma capela provisória por Frei Antonio de Pádua, primeiro vigário da nova paróquia. Nesta data é comemorado o aniversário de Campinas. Francisco Barreto Leme morreu em 1782 e foi sepultado na Basílica Nossa Senhora do Carmo. Está sob a segunda coluna, à direita, para quem entra na igreja. Em comemoração aos 200 anos da cidade foi colocada na entrada da basílica uma placa de bronze ressaltando a importância histórica deste personagem que foi essencial para Campinas. Apoio à pesquisa: Wagner Paulo dos Santos Fontes: http://www.cosmocard.com.br/ http://www.acinet.org.br/ http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/ http://www.judaica.com.br/