O atendimento da linha 202 (Parque Valença II / Terminal Campo Grande) será ampliado na região do Parque Valença, a partir desta segunda-feira, 2 de março. A medida determinada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) ocorre nos dois sentidos de circulação da linha (sentido bairro e sentido Terminal BRT Campo Grande). A linha vai seguir da rua Olindo Gardelin para a rua Antônio Facca Filho, passando a circular e a atender pontos de parada nas vias Júlio Bocaletti e Miguel de Campos Bueno Filho. Serão dois pontos por sentido na Miguel Bueno Filho e um por sentido na Júlio Bocaletti. A princípio, não haverá alterações nos horários e intervalos praticados pela linha. A Emdec vai monitorar a operação e promoverá adequações, se necessário. A 202 circula todos os dias, com frota de dois veículos e intervalos de 17 minutos, em dias úteis, nos horários de pico. A linha é alimentadora e liga o Parque Valença II ao Terminal BRT Campo Grande. Transportou, em janeiro, cerca de 700 passageiros (passagens pela catraca), em dias úteis. Consulte sua linha Para informar os usuários sobre as mudanças, cartazes informativos foram fixados nos veículos. Quando as mudanças começarem a valer, os usuários poderão consultar os novos trajetos no endereço portal.emdec.com.br/consultalinha. Quem usa o transporte público pode utilizar os aplicativos Cittamobi, Moovit, Kim ou Bus2, que informam onde embarcar, desembarcar e que ônibus municipais utilizar. Também é possível consultar as previsões de chegada dos ônibus em tempo real, selecionando os pontos no mapa. Para esclarecer dúvidas sobre trânsito e transporte, acesse os canais do Fale Conosco Emdec: telefone 118; site; aplicativo “Emdec”, disponível no Google Play e na App Store; chatbot da Emdec, disponível na página inicial; e WhatsApp (19 3731-2910). O número também recebe chamadas realizadas a partir de outra cidade ou DDD.
Autor: Ângela Silva
Campinas adota metodologia de análise de óbitos no trânsito alinhada ao Infosiga e OMS
Referência em dados sobre acidentalidade, em função do cruzamento de informações de diversas fontes, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) atualiza, a partir de 2026, a metodologia de análise de óbitos no trânsito. Campinas passa a considerar como vítima fatal no trânsito aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente). O parâmetro de cálculo do tempo de sobrevida está alinhado às normas nacionais e padrões internacionais adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Ministério da Saúde (Programa Vida no Trânsito). Também é utilizado pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), ferramenta oficial adotada no Estado de São Paulo, vinculado ao Detran-SP. Até o ano de 2025, a Emdec utilizava um parâmetro distinto do amplamente adotado, que considerava óbitos até 180 dias após a ocorrência. Porém, a metodologia de análise até 30 dias após o sinistro já tinha sido utilizada pelo município no período de 1995 a 2000. Para promover a atualização, a Emdec considerou que 96% dos óbitos ocorrem em até 30 dias após o sinistro. Apenas 4% correspondem a vítimas que vieram a óbito entre 31 e 180 dias após a ocorrência – uma média de seis óbitos/ano. Apesar do volume relativamente baixo, esses casos têm grande impacto no cálculo do indicador de óbitos por 100 mil habitantes do município. “Estamos alinhando a forma de analisar as mortes no trânsito à utilizada pela maioria dos municípios paulistas. A mudança permite maior uniformidade e precisão no monitoramento dos indicadores e metas de segurança viária”, explica o presidente da Emdec, Vinicius Riverete. A readequação permite comparações mais realistas com as estatísticas já consolidadas utilizadas em outros municípios. Quando se considera, por exemplo, a taxa de mortalidade de cidades paulistas com mais de 400 mil habitantes, Campinas ocupa a sexta posição, com 13,15 óbitos a cada 100 mil habitantes, usando a metodologia que leva em conta os 180 dias após o sinistro. Com a mudança metodológica, passa a ocupar a 10ª posição, com 12,65 óbitos a cada 100 mil habitantes. Cronograma da atualização A revisão metodológica abrangerá todo o banco de óbitos da Emdec, gradativamente, no período de 1999 a 2025. Os óbitos ocorridos entre 31 e 180 dias após o sinistro serão desconsiderados da contagem oficial, mas serão mantidos no sistema para fins de registro histórico. A nova base de cálculo já foi aplicada nos dados de 2023 a 2025. Até maio, a atualização deve abranger o restante da série histórica de 10 anos – 2016 a 2022. A expectativa é que a revisão completa do período restante (1999 a 2015) seja concluída até abril de 2027. “A mudança aprimora a comparação dos dados, sem alterar as tendências históricas da mortalidade no trânsito campineiro. As variações anuais permaneceram consistentes, preservando as tendências históricas de aumento e redução dos óbitos”, explica o especialista em Gestão da Base de Dados da Emdec, Marcelo Luiz de Araújo Antônio. Confira a atualização dos dados mais recentes: 2024: Vias urbanas + rodovias: de 156 para 150 óbitos. Vias urbanas: de 72 para 68 óbitos. Rodovias: de 84 para 82 óbitos. 2025: Vias urbanas + rodovias: de 148 para 143 óbitos. Vias urbanas: de 76 para 73 óbitos. Rodovias: de 70 para 68 óbitos. Todos os materiais informativos sobre acidentalidade em Campinas, produzidos pela Emdec, serão atualizados: Boletins Mensais de Óbitos no Trânsito, Boletins Sintéticos e Relatórios Anuais de Sinistralidade. Ao longo do processo de atualização dos dados, a Emdec conta com auditoria de especialistas da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS), parceira do município nas políticas de segurança viária.
Fiscalização de trânsito na Unicamp: multas ‘morais’ começam na segunda (02/03)
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) iniciam, na próxima segunda (02/03), a campanha educativa que vai distribuir multas “morais” como alerta aos motoristas que cometem infrações de trânsito. A ação é fruto de um contrato que viabiliza ações de fiscalização de trânsito dentro do campus da Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, no Distrito de Barão Geraldo. Após o período educativo, a partir de 16 de março, tem início a fiscalização efetiva dentro do campus de Barão Geraldo. Os agentes da mobilidade urbana vão monitorar situações de estacionamento irregular e uso indevido de vagas exclusivas, por exemplo. Constatada a irregularidade, nos locais que contam com sinalização regulamentada, haverá a autuação. A iniciativa foi da Prefeitura Universitária da Unicamp e tem o objetivo de ampliar a segurança viária e prevenir sinistros (acidentes) no campus, promover o respeito às Leis de Trânsito e à sinalização, principalmente no que se refere às regras de estacionamento regulamentado e uso indevido (sem credencial) de vagas exclusivas / especiais para idosos e deficientes. O que prevê o contrato? 2 a 13 de março (dias úteis): orientações educativas e distribuição de multas ‘morais’. Outras ações educativas, ao longo do período de duração (12 meses). A partir de 16 de março: operação e controle de tráfego, monitoramento e fiscalização de trânsito e transporte. Abordagens educativas e aplicação de multa ‘moral’ A campanha de conscientização prevê a abordagem da comunidade universitária por agentes educadores da Emdec e profissionais da Secretaria de Vivência nos Campi (SVC). Por um período de 10 dias úteis, uma multa ‘moral’ será fixada nos veículos estacionados de forma irregular, com orientações sobre a legislação de trânsito e o uso adequado das vagas. Também serão distribuídos folhetos de orientação, faixas em pontos estratégicos do campus e uma mensagem alusiva à campanha vai estampar o arco localizado na entrada da universidade. Entre 2 e 13 de março, em dias úteis, as equipes vão atuar em diferentes períodos e pontos estratégicos da instituição. Confira o cronograma: Quadrilátero entre as vias 06 de Agosto e Oswaldo Cruz; Roxo Moreira e Josué de Castro 02/03 (segunda): 10h30 às 12h30. 05/03 (quinta): 14h às 16h. 11/03 (quarta): 9h às 11h. 13/03 (sexta): 14h às 16h. Avenidas Oswaldo Cruz e Prefeito José Roberto Magalhães Teixeira 04/03 (quarta): 9h às 11h. 10/03 (terça): 13h às 15h. Ruas Alexander Fleming, Carlos Chagas, Vital Brasil e Albert Sabin 03/03 (terça): 13h às 15h. 06/03 (sexta): 9h às 11h. 09/03 (segunda): 14h às 16h. 12/03 (quinta): 9h às 11h. As ações poderão ser reprogramadas, a depender das condições climáticas. Os materiais educativos enfatizam os seguintes comportamentos: Respeito às vagas exclusivas, dedicadas aos idosos e pessoas com deficiência: para utilizá-las, é obrigatório o uso da credencial física ou digital (emitida via Carteira Digital de Trânsito). Estacionamento e Parada: respeito à sinalização (áreas regulamentadas) e demarcação das vagas; jamais estacionar em áreas proibidas (sobre faixas de pedestres ou calçadas, obstruindo rampas de acessibilidade ou saída de veículos). Prioridade aos pedestres: respeito às travessias. Fiscalização efetiva começa no dia 16 O monitoramento do campus será incluído na agenda diária que contempla o eixo de Barão Geraldo. Serão dois agentes atuando no campus, dentro do período entre 7h e 19h. A atuação está atrelada à disponibilidade de viaturas e de profissionais, já que os agentes atuam nas diversas emergências de trânsito e transporte (obras e eventos, operações integradas, sinistros de trânsito, etc). A fiscalização vai ocorrer nos pontos onde houver sinalização vertical e horizontal regulamentadas. Se necessário, a Emdec vai orientar adequações na sinalização existente ao longo do contrato. A área a ser fiscalizada não inclui os polos geradores de tráfego dentro da universidade. A presença dos agentes dentro do campus vai ocorrer também a partir de denúncias da comunidade universitária. Para solicitar fiscalização, a população conta com o telefone 118, que funciona 24 horas. Também é possível utilizar os canais digitais WhatsApp (19 3731-2910) e o Fale Conosco Web. Sinistros no campus Em 2025, a Secretaria de Vivência nos Campi (SVC) registrou, no interior do campus, uma média de 12 ocorrências mensais (atropelamentos, sinistros com vítima e sem vítima).
Emdec recebe mais de 130 solicitações de radares entre 2024 e 2025
O papel preventivo e de reforço da segurança viária dos equipamentos de fiscalização eletrônica (radares) é reconhecido por uma parcela da população campineira. É o que demonstra um balanço realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec): foram 135 solicitações de radares recebidas da população ou do Legislativo em 2024 e 2025. Foram 60 solicitações recebidas em 2024 e 75 no ano passado. Desse total, 21 (15,6%) pedidos vieram do Legislativo, que transmite demandas apresentadas pela população. Os demais são recebidos pelos canais de atendimento da Prefeitura de Campinas e da Emdec. “Alvo de críticas por aqueles que desrespeitam os limites de velocidade e avançam semáforos, os radares exercem, na verdade, um importante papel na prevenção de sinistros (acidentes) e mortes no trânsito”, destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete. “O volume de pedidos para reforçar a presença dos radares na cidade demonstram que, quando o risco existe, a própria população entende e reconhece o papel dos radares de preservar vidas no trânsito”, completa. Vias mais demandadas Do total de 135 solicitações, 10 vias concentram 28% (38) dos pedidos no período. As avenidas Ruy Rodriguez e John Boyd Dunlop aparecem como as mais demandadas, com 12 e cinco solicitações da população, respectivamente. As vias já contam com fiscalização eletrônica em diversos trechos, para identificar velocidade excessiva, avanço semafórico e parada sobre a faixa de pedestres. Entre as vias que registraram os pedidos, já contam com radares diversos pontos das avenidas Ruy Rodriguez e JBD (fiscalização de velocidade, avanço semafórico e parada sobre a faixa); a avenida Camucim (fiscalização de velocidade, avanço e parada); e a avenida Aladino Selmi (fiscalização de velocidade). Confira o ranking de vias que mais concentraram os pedidos: 2024 Av. Ruy Rodriguez – 9 solicitações. Av. Camucim – 6 solicitações. Av. Dr. Pedro Salomão José Kassabi (marginal Piçarrão) – 3 solicitações. Av. John Boyd Dunlop – 2 solicitações. Av. Orosimbo Maia – 2 solicitações. Estrada Municipal Dona Isabel Fragoso Ferrão (CAM-127) – 2 solicitações. R. Willian Booth (Jardim Pauliceia) – 2 solicitações. 2025 Av. John Boyd Dunlop – 3 solicitações. Av. Ruy Rodriguez – 3 solicitações. Av. Ana Beatriz Bierrembach – 2 solicitações. Av. Comendador Aladino Selmi – 2 solicitações. R. General Osório – 2 solicitações. O ranking não considera as vias que receberam apenas uma solicitação para instalação dos equipamentos. Nos últimos cinco anos, a Emdec recebeu mais de 350 pedidos para a instalação de radares na cidade. Confira o balanço de solicitações por ano: 2021: 21. 2022: 69. 2023: 132. 2024: 60. 2025: 75 Campinas possui, atualmente, 144 pontos de fiscalização eletrônica em ruas e avenidas – 76 em semáforos (avanço do sinal vermelho, parada sobre a faixa de pedestres e excesso de velocidade); e 68 fixos (excesso de velocidade). Entre os 144 pontos ativos, cinco foram instalados após o remanejamento de pontos existentes em 2025 e outros cinco em 2024, sendo quatro na avenida JBD e três na Ruy Rodriguez. A estratégia foi utilizada para a prevenção de sinistros sem ampliar o número de pontos ativos. Os equipamentos foram instalados, principalmente, no entorno de terminais e estações BRT, como forma de proteção aos usuários do transporte público coletivo durante as travessias. Menos de 1% dos motoristas que passam pelos radares são multados Em 2025, entre as 799.016 condutas de risco identificadas pela Emdec, 570.351 (71,4%) foram identificadas pela fiscalização eletrônica (radares). Esse número equivale a menos de 1% (0,06%) das 936.183.700 de passagens de veículos pelos pontos com radares em Campinas. A velocidade excessiva, segundo comportamento de risco que mais matou, foi a infração de trânsito mais cometida em 2025, com 452.408 (56,6%). Entre os 43 casos fatais analisados em vias urbanas no ano passado, 15 (35%) foram causados pelo excesso de velocidade. Quase 118 mil infrações processadas pelos radares envolveram avanço semafórico ou parada sobre a faixa de pedestres. Como acionar a Emdec As solicitações para a Emdec são recebidas pelos canais do Fale Conosco: telefone 118, site (portal.emdec.com.br/faleconosco), aplicativo “Emdec”, disponível no Google Play e na App Store, chatbot, disponível na página inicial; e WhatsApp (19 3731-2910). O número também recebe chamadas realizadas a partir de outra cidade ou DDD.
Mais de 9 mil infrações envolveram velocidades acima de 50% do permitido
Imagem registrada pelo radar mostra motociclista a 171 km/h na Cônego Roccato A circulação em velocidades acima de 50% do permitido na via resultou em 9.305 infrações de trânsito em 2025. As condutas de risco foram identificadas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), por meio dos equipamentos de fiscalização eletrônica (radares). Comportamento de risco que mais resultou em autuações no ano passado, o excesso de velocidade somou 452.408 infrações – 56,6% das 799.016 penalidades expedidas. Dos 76 óbitos em vias urbanas, 43 casos foram analisados e 35% envolveram a velocidade excessiva ou inadequada. Somente em janeiro deste ano, os radares já identificaram 58,8 mil infrações por excesso de velocidade, sendo 1.084 (1,8%) por circulação em velocidade superior à máxima permitida em mais de 50%. Flagrantes registrados pelos radares ao longo do ano mostram veículos trafegando acima de 100 km/h em vias regulamentadas com 50 km/h e 70 km/h, nas avenidas John Boyd Dunlop e Dr. Moraes Salles, por exemplo. Motociclistas foram flagrados circulando a mais de 120 km/h, na avenida José Amgarten e a mais de 170 km/h, na avenida Cônego Antônio Roccato. Também houve um condutor de automóvel flagrado a 132 km/h na avenida Lix da Cunha. As três vias têm velocidade regulamentada em 70 km/h. Alguns dos veículos cometem outra infração, ao circular sem a placa de identificação, o que impede o processamento da multa. “Apesar de representar o menor percentual entre as infrações por velocidade excessiva, não são raros os flagrantes de motoristas e motociclistas circulando em velocidades acima de 80 km ou 100 km/h, totalmente incompatíveis com a regulamentada nas vias. Esse tipo de imprudência coloca em risco todos os demais usuários das vias e pode ter um preço impagável: o de uma vida”, alerta coordenador da Central de Monitoramento e Supervisão de Radares, Nilvando Rezende. Confira o número de infrações identificado, por faixa de velocidade: Velocidade acima da permitida em até 20% – 390.805 infrações Infração média – multa de R$ 130,15. Velocidade acima da permitida em mais de 20% e até 50% – 52.298 infrações. Infração grave – multa de R$ 195,23. Velocidade acima da permitida em mais de 50% – 9.305 infrações Infração gravíssima – multa multiplicada por 3 – R$ 880,41. Velocidade mata: 15 vidas perdidas em 2025 A velocidade também foi o segundo fator de risco que mais matou em 2025: foram pelo menos 15 vidas perdidas. Em 2024, essa conduta de risco matou 33 pessoas no trânsito campineiro. A análise dos fatores de risco é feita pelo Comitê Intersetorial do Projeto Vida no Trânsito, grupo de trabalho intersecretarial dedicado a analisar detalhadamente cada sinistro fatal. “Apesar de não ser possível identificar a quilometragem exata desenvolvida pelos condutores no momento da ocorrência, as análises demonstram que, pela gravidade das lesões das vítimas e pelos danos nos veículos constatados pelo Instituto de Criminalística, a velocidade praticada nos casos fatais estava acima de 50 km/h”, explica o especialista em Gestão da Base de Dados da Emdec, Marcelo Luiz de Araújo Antônio. Velocidades altas: mais risco de sinistros graves ou fatais A velocidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos principais fatores de risco para sinistros de trânsito. Os dados da organização demonstram que o aumento da velocidade média está diretamente relacionado tanto à probabilidade de um sinistro ocorrer quanto à gravidade das suas consequências. Os estudos da organização demonstram que cada aumento de 1% na velocidade média gera um aumento de 4% no risco de sinistro fatal e um aumento de 3% no risco de sinistro grave. Dados do WRI Brasil apontam ainda que um atropelamento a 60 km/h equivale a uma queda do sexto andar, com 2% de chance de o pedestre sobreviver. A 30 km/h, a chance sobe para 90% – a mesma de uma queda do segundo andar. Uma redução de até 5% na velocidade média do veículo pode resultar em 30% menos sinistros fatais. “Quanto mais alta a velocidade praticada pelo condutor, maior a probabilidade de perder o controle do veículo e maiores são o tempo e a distância necessários para parar o veículo. Ou seja, quanto maior a velocidade do veículo, maior o risco de lesões graves e mortes, principalmente para os pedestres, ciclistas ou motociclistas envolvidos no sinistro”, completou Marcelo Antônio. Em 2022, a Emdec realizou um experimento na avenida John Boyd Dunlop envolvendo dois carros, um limitado a 50 km/h, o outro a 60 km/h, em diferentes horários e situações. A diferença de tempo média para percorrer uma distância de 12 km ficou em apenas 2 a 3 minutos de ‘atraso’ para o veículo a 50 km/h. Ou seja, um tempo adicional de 10 a 15 segundos a cada quilômetro percorrido.
Zona Azul Digital: Silva Telles registra mais de 1 mil ativações em um mês
Mais de um mês após o anúncio da implantação de Zona Azul Digital na avenida Coronel Silva Telles, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) registrou cerca de 1 mil ativações das vagas de estacionamento. A Zona Azul Digital foi implantada nesta região do Cambuí no dia 12 de janeiro, com tempo de permanência de duas horas. Entre os veículos regulares estacionados nas vagas, com cupons ativos, foram 1.054 ativações. O número contabilizado pela Emdec tem como base as consultas realizadas pelas viaturas da fiscalização. O dado final já exclui as leituras duplicadas do mesmo veículo estacionado na vaga. Os primeiros dias após o anúncio foram dedicados à orientação dos condutores pelos agentes da mobilidade urbana. Também houve a distribuição de folhetos informativos no período que antecedeu a ativação. Ainda assim, os agentes notificaram 735 condutores por uso indevido das vagas, até o dia 19 de fevereiro. “O volume de infrações identificadas nesse período é explicado pelo amplo número de vagas ao longo do trecho. E, também, por se tratar do período inicial da fiscalização no Cambuí. A tendência esperada é de estabilização e queda no número de infrações, ao longo do tempo”, explica o coordenador de Fiscalização e Operação de Trânsito, Marcelo Carpenter. “Esse é justamente o papel da fiscalização: dissuadir e promover o uso democrático e consciente das vagas, para que todos possam estacionar e usufruir da área central”, completou. São 114 vagas distribuídas em toda a extensão da via, no trecho entre as avenidas Júlio de Mesquita e José de Souza Campos (Norte-Sul). A Zona Azul tem valor fixo de R$ 4 em dias úteis (9h às 18h) e R$ 2 aos sábados (9h às 13h). As formas de pagamento são cartão de crédito, cartão de débito, Pix ou boleto bancário. A ativação da Zona Azul na Coronel Silva Telles atendeu a uma solicitação conjunta da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel), da Associação Viva Cambuí e do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Cambuí. Entre os benefícios da implantação da Zona Azul apontados pela associação estão a maior rotatividade das vagas, estímulo ao comércio local, melhoria da fluidez no trânsito e a contribuição para o aumento da segurança pública, em função da presença dos agentes de fiscalização. Pagamento via PIX pode ser feito direto das placas Desde outubro do ano passado, a população ganhou motivos a mais para utilizar a Zona Azul Digital. O valor da tarifa foi reduzido em 50% aos sábados, como estímulo ao comércio campineiro. E desde novembro, o pagamento, via PIX, pode ser feito a partir do QR Code presente nas placas de sinalização, diretamente na vaga de estacionamento, sem necessidade de cadastro prévio do usuário ou veículo. Confira como utilizar a Zona Azul Digital e evitar a aplicação da penalidade: Pelo smartphone: Pagamento via Pix (valor mínimo: R$ 2 aos sábados / R$ 4 em dias úteis); cartão de crédito (valor mínimo R$ 20); boleto bancário (valor mínimo R$ 100, compensação em um dia útil). Pelo QR Code presente nas placas: Pagamento via Pix (valor mínimo: R$ 2 aos sábados / R$ 4 em dias úteis). Dispensa cadastro prévio. No ponto de venda: Pagamento via Pix (sem valor mínimo); cartão de crédito ou débito; ou boleto bancário (valor mínimo R$ 100, compensação em um dia útil). Histórico O Sistema de Estacionamento Rotativo de Campinas foi implantado em 1995 e Zona Azul Digital foi lançada em março de 2022. Com as 114 novas vagas no Cambuí, a Zona Azul passou a contar com cerca de 1,9 mil vagas disponibilizadas aos motoristas, divididas entre as regiões central, Cambuí e Guanabara. As últimas vias a receberem o sistema foram a General Osório, entre a Barão de Jaguara e a Anchieta, em outubro de 2023; e a Bernardino de Campos, entre a Barão de Jaguara e a Francisco Glicério, em janeiro de 2025. O tempo de permanência varia de 1, 2 ou 5 horas, de acordo com a região. Fiscalização Estacionar de forma irregular nas vagas regulamentadas, sem habilitar o cartão da Zona Azul Digital, é infração grave, sujeita ao registro de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multa no valor de R$ 195,23 e remoção do veículo ao Pátio Municipal. O uso das vagas é fiscalizado pelos agentes da mobilidade urbana que utilizam bikes ou embarcados no veículo equipado com câmeras OCR (Optical Character Recognition – Reconhecimento Óptico de Caracteres). Para acessar todas as informações sobre a Zona Azul Digital, consulte o hotsite www.emdec.com.br/zonazuldigital.
1º leilão do Pátio 2026 ocorre nos dias 4 e 5 de março
O primeiro leilão de 2026 do Pátio Municipal, gerenciado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), ocorre nos dias 4 e 5 de março. A etapa de pré-lances será aberta na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro. São quase 600 lotes disponíveis no total, entre carros, motos, sucatas aproveitáveis e materiais para reciclagem. Serão leiloados veículos apreendidos pela Polícia Militar (PM). A realização é do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP) e a organização do leilão é feita pela Emdec. Os pré-lances são recebidos pelo site do leiloeiro e podem ser cobertos nas sessões públicas, que recebem os lances finais. Para participar do leilão, os interessados devem realizar cadastro no site. A habilitação deve ser feita com até 48 horas de antecedência do início da sessão pública do leilão, para análise dos dados cadastrais. Visitação ocorre nos dias 2 e 3 de março Os interessados em participar do leilão podem conferir os veículos de perto durante a visitação, que ocorre nos dias 2 e 3 de março, das 9h às 16h30, no Pátio localizado no Jardim São José. É permitida, exclusivamente, a avaliação visual dos veículos e sucatas. São vedados o manuseio, experimentação, retirada ou substituição de peças. Quase 600 veículos em oferta Entre os quase 600 veículos em oferta, 261 são carros e motos com direito à documentação; 311 são materiais para sucatas (desmonte / venda de peças); e 16 para usinagem (prensa / reciclagem). Confira o cronograma do leilão: 04/03 – 9h às 18h | 261 veículos documentados / conservados: 99 carros e 162 motos. 05/03 – 9h às 18h | 258 sucatas aproveitáveis (peças e motor): 154 carros e 104 motos. 05/03 – 9h às 18h | 53 sucatas aproveitáveis com motor inservível: 44 carros e nove motos. 05/03 – 9h às 18h | 16 sucatas inservíveis / reciclagem: 10 carros e seis motos. O total de veículos disponível pode apresentar variação ao longo do cronograma do leilão, em função das retiradas pelos proprietários ou de restrições judiciais recebidas posteriormente pela Emdec, que impedem que o veículo seja disponibilizado. Os veículos conservados / documentados poderão circular em via pública, ficando o arrematante responsável pelo registro do veículo e pelo pagamento das respectivas taxas. No site do leiloeiro, é possível conferir fotos e a descrição dos veículos. Histórico Os leilões de veículos removidos ao Pátio Municipal são organizados pela Emdec, Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP) ou pela Polícia Judiciária de Campinas. Em 2025, foram três leilões realizados, contemplando, ao todo, quase 2,9 mil veículos. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, os valores arrecadados em leilão são utilizados para custeio da realização do leilão, dividindo-se os custos entre os veículos arrematados, proporcionalmente ao valor da arrematação, e destinando-se os valores remanescentes, na seguinte ordem, para: • despesas com remoção e estadia; • tributos vinculados ao veículo; • credores trabalhistas, tributários e titulares de crédito com garantia real; • multas devidas ao órgão ou à entidade responsável pelo leilão; • demais multas devidas aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito; • demais créditos, segundo a ordem de preferência legal. Confira o histórico dos últimos leilões realizados: 2025 | 3 leilões (Emdec + Detran/SP): 2,9 mil lotes. 2024 | 3 leilões Emdec: 1,5 mil lotes. Serviço 1º Leilão Pátio Municipal 2026 Pré-lances: 23/02. Lances finais: 04 e 05/03 – 9h às 18h. Visitação: 02 e 03/03 – 9h às 16h30. Rua Miguel Cascaldi Júnior, 141, bairro Jardim São José. Acesse: www.chuileiloes.com.br
Emdec/PM realizaram mais de 600 testes com bafômetros no Carnaval
Durante 12 operações integradas de fiscalização realizadas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e pela Polícia Militar (PM), durante o Carnaval, foram realizados 624 testes com ‘bafômetros’. A verificação de alcoolemia foi incluída nas abordagens de fiscalização convencionais, tendo como foco a redução de sinistros (acidentes) envolvendo embriaguez na direção durante o período festivo. Elas foram realizadas, continuamente, entre os dias 13 e 17 de fevereiro, a maioria no eixo de Barão Geraldo, que concentra o maior número de blocos carnavalescos. Dos 624 testes realizados, 597 foram aplicados em condutores de automóveis e 27 em motociclistas. Vinte e nove condutores foram autuados por recusa ao teste de bafômetro, sendo 26 homens e três mulheres. Os veículos são liberados a condutores habilitados, após passarem pela verificação de alcoolemia. Foram utilizados etilômetros passivos (na primeira triagem) e ativos (usados para a segunda confirmação, em caso de teste positivo). Os equipamentos pertencem à Emdec e os ‘ativos’ medem com exatidão a concentração de álcool presente no alvéolo pulmonar. Tanto a recusa quanto a combinação de álcool e direção são infrações gravíssimas, multiplicadas por 10 (R$ 2.934,70), com recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses. Se identificado teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L, o condutor responde por crime de trânsito, com pena de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou habilitação. ‘Bafômetros’ educativos em blocos alcançam 4,6 mil pessoas Educadores e agentes da Emdec também marcaram presença nos blocos carnavalescos, entre o final de janeiro o último final de semana, reforçando o alerta sobre os riscos de combinar álcool e direção. Testes de alcoolemia foram realizados com um “bafômetro” educativo, sem caráter punitivo, para estimular a reflexão. No total, foram 4,6 mil pessoas impactadas pelos testes educativos ou distribuição de materiais nos blocos carnavalescos. Foto: Firmino Piton / PMC Fiscalização de trânsito: outras 225 condutas de risco identificadas Entre os dias 13 e 17, as blitze identificaram outras 225 infrações de trânsito (184 aplicadas a carros e 41 a motocicletas). Foram retirados das ruas e removidos ao Pátio Municipal 41 veículos em situações que feriam a legislação (36 carros e cinco motos). As remoções estavam relacionadas a situações como licenciamento vencido, escapamento ou habilitação irregular, além da própria recusa ao teste de ‘bafômetro’. Ao longo de 2025, a Emdec promoveu 295 operações integradas, que identificaram quase 10,9 mil condutas de risco. Mais de 2,2 mil testes de alcoolemia já foram realizados Em novembro de 2025, a Emdec e a GM lançaram a “Operação pela Vida”, como estratégia para reduzir as mortes e lesões graves causadas pelo álcool no trânsito. Até janeiro, foram sete operações neste formato, 2,2 mil testes realizados e 91 autuações (88 recusas e três autuações por direção sob influência de álcool). O álcool foi a principal causa de mortes no trânsito em 2024 e esteve presente em 51 (38,1%) dos 134 sinistros analisados. Entre as 76 vidas perdidas em vias urbanas em 2025, 43 casos foram analisados e o álcool associado à direção permanece como o fator de risco que mais matou, superando o excesso de velocidade. Foram 15 sinistros fatais ou 35% do total de casos analisados.
Contrato viabiliza fiscalização de trânsito no campus da Unicamp
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de formalizar um contrato que regulamenta ações de fiscalização de trânsito dentro do campus da Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, no Distrito de Barão Geraldo. A primeira etapa contempla uma campanha educativa, que começa no dia 2 de março, com distribuição de multas “morais”. A iniciativa foi da Prefeitura Universitária da Unicamp e tem o objetivo de ampliar a segurança viária e prevenir sinistros (acidentes) no campus, promover o respeito às Leis de Trânsito e à sinalização, principalmente no que se refere às regras de estacionamento regulamentado e uso indevido (sem credencial) de vagas exclusivas / especiais para idosos e deficientes. O contrato tem duração de 12 meses e prevê operação e controle de tráfego, monitoramento e fiscalização de trânsito e transporte, além da realização de ações pontuais de educação e segurança no trânsito. “A ideia é orientar a comunidade universitária que as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) também valem para a circulação no campus. Promover, assim, a convivência segura entre pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas; e prevenir sinistros”, explica o presidente da Emdec, Vinicius Riverete. O prefeito universitário da Unicamp, Juliano Finelli, explica que “a campanha pretende sensibilizar a comunidade universitária sobre a importância do respeito às normas de circulação e estacionamento no campus, especialmente diante do aumento de ocorrências de uso irregular, como a ocupação indevida de vagas reservadas, o estacionamento em locais proibidos e o bloqueio de áreas de circulação de pedestres”, disse. “No primeiro dia da campanha, o Dia D, além da aplicação de multas morais de caráter educativo, teremos a distribuição de avisos e orientações sobre a legislação de trânsito e o uso adequado das vagas”, completa. Abordagens educativas e aplicação de multa ‘moral’ A campanha de conscientização prevê a abordagem da comunidade universitária por agentes educadores da Emdec e profissionais da Secretaria de Vivência nos Campi (SVC). Por um período de 10 dias úteis, uma multa ‘moral’ será fixada nos veículos estacionados de forma irregular, com orientações sobre a legislação de trânsito e o uso adequado das vagas. Também serão distribuídos folhetos de orientação, faixas em pontos estratégicos do campus e uma mensagem alusiva à campanha vai estampar o arco localizado na entrada da universidade. Os materiais educativos enfatizam os seguintes comportamentos: • Respeito às vagas exclusivas, dedicadas aos idosos e pessoas com deficiência: para utilizá-las, é obrigatório o uso da credencial física ou digital (emitida via Carteira Digital de Trânsito). • Estacionamento e Parada: respeito à sinalização (áreas regulamentadas) e demarcação das vagas; jamais estacionar em áreas proibidas (sobre faixas de pedestres ou calçadas, obstruindo rampas de acessibilidade ou saída de veículos). • Prioridade aos pedestres: respeito às travessias. O contrato prevê ainda a realização de outras ações educativas, ao longo do período. Início da fiscalização está previsto para 16 de março Após o período educativo, a partir de 16 de março, os agentes da mobilidade urbana da Emdec poderão realizar o monitoramento e fiscalização dentro do campus de Barão Geraldo. Ao constatar situações de estacionamento irregular e uso indevido de vagas exclusivas, por exemplo, haverá a autuação. O monitoramento do campus será incluído na agenda diária que contempla o eixo de Barão Geraldo. Serão dois agentes atuando no campus, dentro do período entre 7h e 19h. A atuação está atrelada à disponibilidade de viaturas e de profissionais, já que os agentes atuam nas diversas emergências de trânsito e transporte (obras e eventos, operações integradas, sinistros de trânsito, etc). A presença dos agentes dentro do campus vai ocorrer também a partir de denúncias da comunidade universitária. Para solicitar fiscalização, a população conta com o telefone 118, que funciona 24 horas. Também é possível utilizar os canais digitais WhatsApp (19 3731-2910) e o Fale Conosco Web. A área a ser fiscalizada não inclui os polos geradores de tráfego dentro da universidade. Histórico As tratativas entre a Emdec e a Unicamp começaram em 2024, quando a universidade recebeu orientações para adequar a sinalização horizontal e vertical existente às normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), principalmente quanto às vagas exclusivas e adequações previstas na Resolução Contran 965/2022. A adequação e implantação da sinalização em todo o campus foi realizada pela Prefeitura Universitária da Unicamp, por meio das Divisões de Manutenção e de Transportes e Trânsito: 227 unidades de sinalização vertical (placas de advertência, regulamentação e informação). Também foram sinalizados 270 metros quadrados de pintura de solo (sinalização horizontal) e criadas 197 novas vagas exclusivas destinadas a pessoas com deficiência e idosos, totalizando 393 vagas. As intervenções abrangem mais de 50% da malha viária do campus e contribuíram para a modernização das vias, a melhoria das condições de tráfego e o aumento da segurança de pedestres e motoristas. A fiscalização vai ocorrer nos pontos onde houver sinalização vertical e horizontal regulamentadas. Se necessário, a Emdec vai orientar adequações na sinalização existente ao longo do contrato. Parceria Atualmente, a Emdec mantém outras parcerias com a Unicamp na área de educação para a mobilidade: o programa UniversIDADE, que realiza oficinas sobre mobilidade urbana para idosos; o P.A.R.T.Y. (Prevent Alcohol and Risk-Related Trauma in Youth – Prevenção do trauma relacionado ao álcool na juventude”), que conscientiza jovens sobre as consequências das lesões traumáticas causadas por acidentes de trânsito e os capacita para fazer escolhas seguras na circulação; e ações conjuntas realizadas durante o Maio Amarelo e a Semana da Mobilidade Urbana (Semob). Em 2025, a Secretaria de Vivência nos Campi (SVC) registrou, no interior do campus, uma média de 12 ocorrências mensais (atropelamentos, sinistros com vítima e sem vítima).
Se beber, não dirija: álcool na direção causou 35% das mortes em 2025
Diversão não combina com tragédia. Por isso, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) reforça: se o álcool for integrante da sua folia durante o Carnaval, jamais conduza o veículo. Pelo segundo ano consecutivo, a combinação de bebida e direção foi o fator de risco que mais matou no trânsito, superando o excesso de velocidade. Em 2025, entre 76 vidas perdidas nas vias urbanas, 43 casos tiveram as causas analisadas e 35% deles envolveram o álcool no trânsito – foram 15 sinistros fatais. No ano anterior, quando 156 pessoas morreram no trânsito, o cenário se repetiu: o álcool esteve presente em 51 (38,1%) dos 134 sinistros analisados. “Não existe nível seguro de ingestão de bebida alcoólica quando você pretende pegar o volante. Mesmo em pequenas doses, álcool e direção nunca combinam. Não deixe que a decisão errada coloque em risco a sua vida e a das pessoas com as quais compartilha o trânsito”, destaca o coordenador de Fiscalização e Operação de Trânsito, Marcelo Carpenter. No período de 2020 a julho de 2025, último balanço acumulado disponível, a Emdec computou 274 óbitos no trânsito por embriaguez na direção. Foram 145 (53%) mortes em rodovias e 129 (47%) em vias urbanas. A análise é feita pelo Comitê Intersetorial do Programa Vida no Trânsito. A conduta é identificada por meio de análise de alcoolemia realizada pelo Instituto Médico Legal, testes de etilômetros ou relatos dos profissionais de saúde. No final de 2025, o alerta foi reforçado pela Prefeitura de Campinas e pela Emdec com a campanha “Não deixe uma tragédia cair na sua conta. Pode custar caro. Se beber, não dirija”, que buscou conscientizar sobre os efeitos do álcool no trânsito visando a redução das mortes e lesões graves causadas por este fator de risco. O apelo foi protagonizado pelo atleta de rugby Carlos Eduardo Menezes (Caetano), que ficou tetraplégico após um sinistro de trânsito – o condutor dirigia alcoolizado. Se for beber, programe a volta para casa Para os foliões que incluem a bebida na diversão, a Emdec orienta que sejam utilizadas outras formas de deslocamento. O transporte público, que contará com frota reserva para atender os foliões, é uma das opções. Para quem se desloca de carro, a recomendação é que os ocupantes se revezem como motoristas da rodada durante os dias de folia. O transporte por aplicativo e a carona compartilhada são outras opções possíveis. Confira os principais efeitos do álcool, que comprometem a habilidade de dirigir com segurança: • Função cognitiva: diminuição da atenção, raciocínio, concentração e agilidade mental. • Função motora: reflexos mais lentos, dificuldade de coordenação e redução da força muscular, problemas de equilíbrio e de movimento. • Função sensorial: comprometimento do tato, visão e audição. “Operação pela Vida” realiza mais de 2 mil testes com ‘bafômetros’ Lançada em novembro de 2025, a “Operação pela Vida” une a Emdec e a Guarda Municipal no combate ao álcool na direção. Até janeiro deste ano, já foram sete blitze focadas na identificação de alcoolemia e mais de 2,2 mil testes com bafômetros realizados. Foram mais de 90 autuações: 88 por recusa ao teste e três por direção sob influência de álcool. As operações seguem neste mês de fevereiro. Recusar ser submetido ao teste de embriaguez na direção foi a infração de trânsito mais cometida durante as operações integradas realizadas em janeiro: foram 124 infrações desse tipo em blitze comandadas pela Emdec/GM ou pela Polícia Militar. Tanto a recusa quanto a combinação de álcool e direção são infrações gravíssimas, multiplicadas por 10 (R$ 2.934,70), com recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses. O condutor também pode responder por crime de trânsito, se o teor alcoólico identificado for igual ou superior a 0,34 mg/L. A pena é de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.