Conselho Municipal de Mobilidade Urbana

Criado pela Lei nº 11.833/2003 como Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) e renomeado como Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (Lei nº 16.582/2024), o CMMU é o órgão de controle social das políticas de trânsito e transporte de Campinas.

O conselho é consultivo, fiscalizador e deliberativo, ou seja, aconselha sobre questões estratégicas, fiscaliza o planejamento da circulação e os serviços de transporte, por exemplo, e discute soluções com o Poder Público.

Imagem: magnific.com
A cada três anos, o CMMU convoca a Conferência Municipal de Mobilidade Urbana, onde são definidas diretrizes para a mobilidade urbana com a Sociedade Civil e eleitos os conselheiros.
 
O CMMU é tripartite, com representantes de secretarias e órgãos públicos (10), da população (10) e de serviços de transporte, sindicatos, comércio, indústria, entidades estudantis e instituições de ensino (10).

10ª Conferência Municipal de Mobilidade Urbana

Realizada em 03/08/2024, a 10ª Conferência Municipal de Mobilidade Urbana estabeleceu estas 15 (quinze) diretrizes para a Mobilidade Urbana de Campinas para o período 2024-2027, organizadas em cinco eixos, elaboradas pela população em conjunto com a Emdec e Secretaria Municipal de Transportes:

1. Ampliar a segurança da circulação da pessoa idosa e/ou com deficiência, padronizando​ calçadas e estabelecendo rotas acessíveis.

2. Projetar áreas de trânsito calmo em locais de alto fluxo de veículos e pedestres, como terminais do transporte público, hospitais, escolas e comércio em geral.

3. Realizar ampla revisão da velocidade máxima permitida em vias do município, com foco na segurança viária e “Visão Zero”, onde nenhuma morte no trânsito é aceitável.

1. Ampliar a infraestrutura de segurança e fluidez do trânsito com a centralização de 100% do parque semafórico e implantação de rede de semáforos inteligentes.

2. Adotar novas tecnologias de leitura de placas para modernizar e agilizar a fiscalização, retirando de circulação infratores contumazes.

3. Buscar meios eletrônicos para intensificar a fiscalização do transporte decorrente das reclamações de usuários através dos canais de atendimento.

1. Propor e realizar campanhas educativas de massa permanentes para a Mobilidade Urbana e Segurança Viária e programas de Educação para a Mobilidade, destinados a todos os públicos e segmentos sociais, em especial os mais vulneráveis, baseados em dados e evidências, com avaliação de resultados, incentivando o envolvimento dos setores público e privado.

2. Qualificar a formação profissional de condutores do sistema de transporte público e de interesse público, bem como a capacitação dos profissionais que planejam e operam mobilidade na cidade.

3. Aprimorar a efetividade e a qualidade dos canais de comunicação através da criação de indicadores de acompanhamento e divulgação, junto à sociedade, mantendo as redes de colaboração com a sociedade civil organizada, instituições públicas e privadas, CMMU e demais conselhos. Desenvolver uma metodologia que assegure a efetiva participação social, a qualificação do debate e estabelecendo uma rede de multiplicadores para ações de Mobilidade Urbana.

1. Revisar, expandir e qualificar a rede cicloviária com a participação de quem pedala (grupos de ciclistas, trabalhadores que utilizam o espaço) e analisando os dados de sinistralidade e micromobilidade. Propor estratégias de educomunicação.

2. Promover, através de uma rede de infraestrutura conectada, intermultimodal, compreensiva e segura, o acesso a calçadas para PCDs, integração da rede cicloviária a terminais e aos principais fluxos do município, seguindo o modelo das vias completas, já consagrado em cidades do país.

3. Prever iluminação nas novas rotas de mobilidade ativa e implantar no sistema existente; arborização dos espaços, além de sinalização adequada.

1. Garantir celeridade no processo de licitação do transporte público coletivo, visando à redução tarifária, modernização da frota, eficiência do sistema, aplicação de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) e adoção de frota limpa.

2. Buscar formas alternativas de financiamento para modicidade tarifária, incluindo estudo de “Tarifa Zero” e de nova metodologia de apuração de custo/remuneração.

3. Prover infraestrutura adequada para pessoas com mobilidade reduzida para acesso ao transporte público coletivo e à área de cobertura. Estudar a possibilidade da adoção de veículos com acessibilidade aos permissionários atuais do serviço de táxi  (convencional/comum).

Como as diretrizes foram definidas

Os munícipes escolheram um dos cinco eixos para participar da discussão. Foram, então, formados cinco grupos de trabalho, todos com um coordenador, relator e facilitadores da Emdec.

Os coordenadores organizaram e controlaram o tempo de debate; os facilitadores tiraram dúvidas a respeito dos assuntos e da metodologia; e os relatores redigiram as propostas.

Das discussões, saíram 6 (seis) diretrizes por eixo, votadas por todos na Plenária. As 3 (três) mais votadas por eixo totalizaram as 15 (quinze) finais da 10ª Conferência Municipal de Mobilidade Urbana.

Atas das reuniões do CMMU

Acesse nos links as atas das reuniões do conselho, que deve se reunir ordinariamente a cada 2 (dois) meses e extraordinariamente a qualquer tempo.

As decisões são tomadas por maioria simples, sendo assegurada ao munícipe o direito à voz, não ao voto.

2025

Ata da Reunião de Posse
1ª Reunião Ordinária
1ª Reunião Extraordinária
2ª Reunião Ordinária
3ª Reunião Ordinária
4ª Reunião Ordinária
5ª Reunião Ordinária
2ª Reunião Extraordinária
6ª Reunião Ordinária

2026

1ª Reunião Extraordinária
2ª Reunião Extraordinária
3ª Reunião Extraordinária