
O entorno da sede da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, (Emdec), na Vila Industrial, conta não só com edificações históricas, mas também com diversas espécies de plantas e árvores. Desde espécies frutíferas que favorecem a purificação do ar, até plantas que enfeitam e colorem os espaços da empresa. Ao caminhar pelas áreas da Emdec, colaboradores e visitantes desfrutam da beleza e benefícios da presença do verde que cerca os espaços.
Pé de Manga, abacate e até de pitanga, essas são só algumas das diversas espécies de árvores que podem ser encontradas na sede da empresa. Também há espécies que agem na purificação do ar, como o pé de Tipuana Tipu, que atua absorvendo significativamente a quantidade de gás carbônico da atmosfera e liberando oxigênio. Ela funciona como um “ar-condicionado natural”, contribuindo para o bem-estar e a qualidade do ar.
“É uma espécie que agrega muito na arborização urbana. Devido ao seu porte grande e copa densa, ela produz bastante sombra e enfeita a cidade”, explicou o Técnico de Mobilidade Urbana Nelson Augusto Ayres, que atua na área de Desenvolvimento de Projetos e também é técnico em meio ambiente. “Essa espécie favorece o ecossistema e contribui para a diversidade biológica”, completou.
Ao passar perto da espécie (Tipuana Tipu), é possível observar a relação entre ela e as plantas que crescem em seu tronco e galhos. Ayres explica que essa relação é um processo comum e natural, já que a árvore favorece superfícies ideais para a fixação e crescimento dessas plantas, denominadas de epífitas.
Ao caminhar pelos espaços da empresa, também é possível observar outras diversas variedades de plantas. Elas enfeitam e colorem as áreas externas, mas, assim como as árvores, também contribuem para a qualidade do clima e para o bem-estar dos colaboradores.
Mais do que paisagismo, tanto as árvores como as plantas geram frutos, sombra e reduzem o calor, aumentam a qualidade do ar, atraem passarinhos e favorecem o solo.
Todos esses benefícios promovem a descompressão e estimulam a interação entre os colaboradores, especialmente nas pausas para as refeições. Segundo dados científicos, ambientes com áreas verdes elevam o bem-estar, contribuem para a saúde mental e aumentam a produtividade.
Ayres ressalta ainda o fato de várias espécies presentes na sede da empresa atraírem polinizadores, como abelhas, borboletas e pássaros, que possuem um papel importante na manutenção da biodiversidade. Ao realizar o processo de polinização, os polinizadores garantem a reprodução de diversas espécies de plantas, além de contribuir com a alimentação de diversos animais silvestres, por proporcionar a produção de frutos e sementes.
Visitantes silvestres
Quem circula pelo espaço da Emdec também pode perceber a presença de diversos animais silvestres, como saguis, esquilos, tucanos, teiús, cachorro-do-mato e até saruês. Eles são atraídos pelo espaço rico em diversidade da empresa, que lembra o seu habitat natural.
A presença desses visitantes e das espécies arbóreas foi registrada em fotos por colaboradores que participaram do Concurso Fotográfico “A Natureza na Emdec”, realizado em 2022 e 2023. Entre as espécies retratadas estavam saruês, ipês, borboletas, entre outras.
Grupo de voluntários inclui frente ambiental
Voltado à sustentabilidade, a Emdec conta com o grupo “Bem Maior”, formado por colaboradores voluntários, que atuam em diversas frentes em prol da causa ambiental. Após reestruturação, o grupo ganhou, além da frente social existente, a frente ambiental, que engloba a sustentabilidade e, também, a causa animal.
No início de julho, como parte do projeto “Emdec + Verde”, do grupo “Bem Maior”, 30 mudas de ipê-amarelo foram plantadas em espaço reservado no estacionamento dos colaboradores, na sede da empresa. O projeto também prevê a criação de um pomar.
Em ações anteriores, abelhas sem ferrão foram salvas na sede da Emdec, em ação que envolveu preservação e cuidado, já que muitas espécies estão em extinção. Também foi possível a descoberta de seis espécies diferentes de abelhas, todas nativas, encontradas nos limites da empresa. O mapeamento das abelhas sem ferrão foi mantido, como iniciativa do grupo “Bem Maior”, que envolve preservação e o ‘pensar ecológico’.






