A Justiça do Trabalho, por meio do desembargador Gerson Lacerda Pistori, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, concedeu, na noite desta sexta (13/06), liminar à Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), garantindo a prestação do serviço público de transporte coletivo à população de Campinas. A decisão determina que, em caso de novas paralisações, 70% da frota circule nos horários de pico, entre 6h e 8h e das 17h às 19h. Nos demais horários, o sindicato da categoria e as empresas devem garantir 40% dos ônibus em circulação.
A desobediência dessa decisão implica em multa diária de R$ 1 mil por trabalhador parado. A decisão ainda determina que o sindicato não promova ou estimule quaisquer atos de violência, sejam eles físicos ou morais, em face das trabalhadoras ou trabalhadores que não quiserem participar das mobilizações de greve. Caso haja desobediência, a multa é de R$ 10 mil, por ato comprovado.
“Queremos garantir que os usuários sejam atendidos, com o mínimo de impacto possível. A operação não pode parar, o transporte público é um serviço essencial e muitas pessoas contam com os ônibus para chegar ao trabalho diariamente”, destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.
Sobre a paralisação
A paralisação, motivada por pauta salarial, teve início por volta de 4h desta sexta-feira (13/06) e durou cerca de duas horas. Os veículos começaram a sair das garagens em direção aos pontos iniciais e terminais a partir das 6h. A operação foi totalmente normalizada por volta de 9h. A liberação dos veículos foi planejada de modo a evitar comboios durante a operação. Aderiram ao movimento motoristas das empresas concessionárias Onicamp, VB1, VB3 e Campibus, que operam 161 linhas municipais.
A Emdec adotou a Operação PAESE (Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente às Situações de Emergência). Vinte e três veículos do sistema de transporte alternativo, operados pelas cooperativas (Pádova, Cotalcamp, Altercamp e Cooperatas) foram direcionados para atender as linhas de maior demanda do sistema convencional, nos principais eixos. Além disso, o horário de funcionamento das linhas do serviço "Corujão", que circulam durante a madrugada, foi estendido: todas as linhas realizaram duas viagens adicionais.
Todos os terminais urbanos, com exceção do Campo Grande e Itajaí, foram afetados. O impacto maior foi notado no Terminal Ouro Verde. Os agentes monitoraram a saída dos veículos nas garagens e a movimentação de passageiros nos principais terminais urbanos e, também, nas estações Expedicionários e Moraes Salles, que concentram maior demanda na região central.




