Vítimas da mudança climática, as abelhas foram alvo dos olhares atentos do técnico da mobilidade urbana Nelson Augusto Ayres e do oficial de manutenção Aldo Aristides. Os funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), ambos meliponicultores (criam abelhas sem ferrão), tiveram atuação determinante para salvar uma colmeia que estava instalada em um abacateiro condenado, na sede da empresa, que fica dentro da área do chamado Pátio Ferroviário, na Vila Industrial.Nelson, que também é técnico em Meio Ambiente, explica que a dupla buscou autorização para o manejo correto da colmeia, já que a árvore precisaria passar pela poda. “A gente fez o acompanhamento para retirar a colmeia corretamente e o manejo para outro local. Ela está ativa, já vedou novamente e está super bem”, conta, comemorando o desfecho da ação, que ocorreu na última semana.
Para disseminar a conscientização na empresa, uma placa artística foi feita por outro funcionário, o técnico da mobilidade urbana Alex Gusmão, para explicar a quem passa pelo local que não há motivo para temer o inseto. “É uma Mandaguari preta, é uma abelha nativa sem ferrão. Ela produz mel. É defensiva, mas não é agressiva, não ferroa as pessoas. É uma abelha muito importante para a polinização das espécies nativas, e as urbanas também”, compartilha Nelson.
Seu parceiro de resgate, Aldo, complementa: “Neste local, podemos ter um contato mais próximo com a natureza. O objetivo é ampliar o conhecimento da nossa fauna”.
Importantes para a manutenção do equilíbrio do ecossistema, as abelhas vêm sendo ameaçadas pelas mudanças climáticas e a poluição. Por isso, garantir a sobrevivência do inseto vem sendo um ponto de atenção dentro da pauta ambiental.
“Elas são vítimas e são fundamentais para que a gente tenha toda a nossa produção de alimentos e mantenha a nossa biodiversidade”, finaliza Nelson.




