Uma atuação que vai muito além da operação e fiscalização do trânsito e do transporte. Muitas vezes, eles são os primeiros a chegar em um sinistro (acidente) de trânsito e protagonizam verdadeiras histórias de heroísmo, cumprindo a missão de defender vidas no trânsito. Neste dia 23 de setembro, é comemorado o Dia do Agente da Mobilidade Urbana, profissionais que atuam como porta-vozes da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), nas diversas regiões da cidade.
Ao perceber que o condutor, de 67 anos, estava preso ao cinto de segurança e havia resíduos de combustível no local, Pieroni agiu proativamente, cortando o cinto de segurança e auxiliando a vítima a sair do veículo.
“A orientação de segurança em situações semelhantes é desligar a bateria do veículo e não remover a vítima. Porém, diante do capotamento e da posição do veículo, não havia esse acesso. Conversei com o condutor, questionei sobre possíveis fraturas e a reação imediata, nesse caso, foi retirar a vítima diante do risco de incêndio”, explica Pieroni.
Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros chegaram ao local em seguida. A vítima foi atendida com ferimentos leves e o veículo foi destombado. Pieroni acumula outras situações, como quando precisou conter uma vítima de sinistro ensanguentada que circulava pela via, em choque, até a chegada do resgate. Em dezembro de 2023, também atuou, ao lado do agente Valdeci Pereira de Souza, no resgate de um cão pinscher que circulava pela avenida John Boyd Dunlop, com o intuito de evitar um possível sinistro. “Tenho muito orgulho dessa profissão e procuro atuar, sempre que possível, dentro do propósito de salvar vidas”, completou Pieroni.
Medida preventiva evitou tragédia no Cambuí
Outra ação que evitou uma possível tragédia envolveu o agente Cleber Adriano de Oliveira, em 2013 e teve grande repercussão na época. Chamado para verificar uma denúncia que parecia simples – de sinalização clandestina em uma obra em andamento na rua Gustavo Ambrust, no Cambuí, Cleber percebeu um perigo iminente. Sua atuação foi uma combinação de feeling, dedicação, conhecimento do histórico e características da via e comprometimento com a função pública.
“Resolvi observar mais a fundo o entorno da obra, notei que havia rachaduras, que evoluíam e relatei o risco de desmoronamento”. Com o aval do líder da equipe na época, Márcio William Zampoli, Cleber decidiu bloquear a Gustavo Ambrust e a Engenheiro Carlos Stevenson. Também mobilizou a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, bem como moradores para a retirada dos veículos estacionados, orientando que alguns deixassem as residências mais próximas.Cerca de duas horas depois do alerta de Cleber, o desmoronamento se concretizou e a atitude evitou a queda de veículos na cratera e possíveis vítimas. “Na época, foi um misto de sentimentos. Primeiro, de dever cumprido como servidor público. Foi gratificante saber que evitei que a ocorrência resultasse em feridos e até mortes”, relembrou. “Toda essa mobilização poderia ter sido em vão. Mas o que hoje para mim é uma memória boa e motivo de orgulho, poderia se tornar um fardo se tivesse agido de forma diferente”, completou.
Ao lado do colega Luís Augusto Bernardes, Cleber também precisou agir rapidamente para socorrer uma criança de cerca de quatro anos engasgada no Terminal Ouro Verde, realizando a Manobra de Heimlich. “A mãe desceu do ônibus e me entregou a criança, que já não estava respirando. É gratificante pensar que, a partir do treinamento que recebemos aqui na Emdec, uma pequena atitude pôde salvar uma vida”, refletiu.
Sérgio Marim Ganzarolli, que atua há seis anos como agente da Emdec, também relembra uma experiência semelhante. Ao lado do agente Luiz Fernando Bonezo, prestou os primeiros socorros a um usuário do transporte público, de cerca de 60 anos, que estava convulsionando dentro do ônibus. O condutor parou o veículo na avenida Moraes Salles e acionou a buzina em busca de socorro.
“Prestamos os primeiros socorros, lateralizando a vítima, que se debatia, e protegemos a sua cabeça com as pernas. Até que o resgate chegou e assumiu o atendimento”, relembra Marim. “Muitas vezes, vivenciamos situações de emergência nas ruas ou no transporte público, que nos desafiam a agir de forma assertiva até a chegada das equipes de resgate. O atendimento preciso e assertivo pode fazer a diferença entre a vida e a morte”, completou. A Emdec promove, periodicamente, treinamentos de primeiros socorros voltados aos agentes da mobilidade urbana.Mais de 300 agentes diariamente em ação
Atualmente, a Emdec conta com mais de 300 agentes da mobilidade urbana atuando em campo, além de uma equipe de cerca de 30 profissionais prestando apoio remoto na Central de Monitoramento de Operações.
O Dia Municipal do Agente da Mobilidade Urbana integra a programação da Semana da Mobilidade Urbana de Campinas. A data foi instituída pela Lei Municipal nº 13.780/2010, com o objetivo de “divulgar e valorizar o trabalho e as ações desempenhadas por este profissional”.
Como acionar os agentes da Emdec
Para reportar emergências de trânsito (sinistros, estacionamento irregular e animais na via), a população conta com o telefone 118, que funciona 24 horas. Também é possível utilizar os canais digitais WhatsApp (19 3731-2910) e chatbot da Emdec, disponível na página inicial, selecionando a opção “falar com atendente”.
Uma dessas histórias foi vivenciada pelo agente da mobilidade urbana Mário Cesar Pieroni, que acumula 32 anos de profissão, e agiu rapidamente para evitar uma tragédia. No dia 8 de setembro, por volta das 7h, Pieroni e o agente Márcio Cesar de Moraes presenciaram uma colisão entre dois veículos, seguida de capotamento, na avenida José de Souza Campos (Norte-Sul), próximo à rua General Marcondes Salgado.



