Plano de Segurança Viária

Plano de Segurança Viária de Campinas estabelece as políticas públicas de segurança viária a serem implantadas no município para tornar o trânsito mais seguro, sustentável e acessível. 

Baseado nos conceitos de Sistema Seguro e Visão Zero, o documento parte da premissa de que nenhuma morte no trânsito é aceitável

Eixos de atuação

O PSV de Campinas se divide em seis principais eixos de ação:

Esses eixos reúnem diferentes esferas do Poder Público e da Sociedade Civil, que juntos são responsáveis por 81 ações, resultando em 249 soluções, guiadas por 25 objetivos estratégicos.

Isso orienta os esforços governamentais a curto, médio e longo prazo.

O plano é divido em quatro fases de implementação, que compreendem o ciclo de revisão, monitoramento e atualização das ações.

Sistema Seguro e Visão Zero

Os conceitos de Sistema Seguro e Visão Zero compreendem a segurança no trânsito como uma teia de componentes inter-relacionados: instituições, leis, regulamentos, planejamento urbano, infraestrutura, veículos e usuários. Reconhecem que, embora os humanos cometam erros, a lesão grave ou morte não deve ser uma consequência inevitável. Esta visão holística é a espinha dorsal do Plano de Segurança Viária de Campinas.

São seis princípios fundamentais:

1. Nenhuma morte no trânsito é aceitável: fundamento para que a meta seja zerar as vidas perdidas nas vias;

2. Os serem humanos cometem erros: o ser humano é falível e o sistema deve acomodar os erros para que ninguém pague com a própria vida; 

3. Os seres humanos são vulneráveis a lesões no trânsito: proteger todos os usuários do trânsito deve ser visto não apenas como um desafio, mas também como um imperativo de saúde pública; 

4. A responsabilidade é compartilhada: salvar vidas no trânsito é um dever de todos, desde projetistas até socorristas; 

5. A gestão da segurança no trânsito é integrada e proativa: intervir com antecedência em todos os aspectos do risco viário para evitar que sinistros graves aconteçam;

6.
 O sistema é resiliente a falhas: reduzir os riscos requer o fortalecimento de todas as partes do sistema, para que, se uma parte falhar, as outras partes ainda protejam as pessoas.

Metas

No horizonte do Plano de Segurança Viária, espera-se que as taxas de fatalidade em Campinas tenham, em 2032, valor igual ou menor que 3,38 mortes por 100 mil habitantes, sendo 1,47 em vias urbanas e 1,91 em rodovias.

Para tanto, o município se comprometeu a adotar as abordagens de Sistema Seguro e Visão Zero, elaborando um Plano de Segurança Viária alinhado ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

Década de Ação pela Segurança no Trânsito
O Brasil diminuiu as mortes, mas não atingiu completamente a meta estipulada para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, que era reduzi-las pela metade. Campinas, uma das maiores cidades do país, não ficou imune à realidade.

Por isso, todos os setores da sociedade serão envolvidos na construção de um sistema viário mais seguro e humano. Ao se comprometer com essa visão e estratégia, o município visa proteger a vida e garantir um futuro sustentável para seus cidadãos.

A Campinas que queremos

Campinas tem se comprometido em atender às demandas da população para, além de resolver os problemas da circulação, transformar os deslocamentos diários em oportunidades de melhorias sociais, de saúde pública e ambientais.

Ao colocar as pessoas e suas necessidades no centro da mobilidade urbana, abre caminhos para aprimorar o acesso a serviços e infraestruturas, protegendo os cidadãos de lesões, mortes e violências, melhorando a qualidade do ar, promovendo saúde e qualidade de vida. 

A Campinas do amanhã quer ser referência na redução de mortes e lesões graves no trânsito, por meio de uma gestão integrada e baseada em dados e evidências, propiciando deslocamentos seguros, sustentáveis e acessíveis a todas as pessoas.