Técnicos da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb – GV) visitaram a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) nesta terça-feira, dia 28, com o objetivo de conhecer o sistema de transportes da cidade. O Bilhete Único, o Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI) e o atendimento ao usuário estavam entre os temas de maior interesse dos técnicos. “Campinas está adiantada no que diz respeito à integração temporal. Nós poderíamos visitar São Paulo, mas a cidade é muito grande”, afirmou o Gerente de Planejamento da Ceturb-GV, Fernando Antônio Alencar. De acordo com os visitantes, a escolha levou em consideração o número de habitantes – a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) possui aproximadamente 1,6 milhão de habitantes, enquanto Campinas possui pouco mais de 1 milhão. A Ceturb-GV é responsável pela gestão do transporte na RMGV, que é formada pelos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Viana, Guarapari e Fundão. O sistema de bilhetagem eletrônica vem sendo utilizado na região desde abril deste ano e o projeto agora é de implantação da tarifa temporal. O Diretor de Planejamento e Infra-Estrutura da EMDEC, Maurício Thesin, relatou o histórico de criação do InterCamp, com a divisão do município em quatro áreas, e a mudança no transporte acessível. “Nós repensamos a estrutura e passamos a dar tratamento de rede. Não existe um ônibus adaptado em cada linha; eles estão concentrados em 14 linhas. À medida que entrarem novos veículos, eles serão inclusos nessas linhas, reduzindo intervalos”, explicou Thesin. O diretor apresentou o PAI-Serviço, que faz o transporte porta a porta ou porta a ponto de ônibus de pessoas com deficiência física severa. Na capital capixaba, esse serviço é chamado “Mão na Roda”, e deverá ser ampliado, com a inclusão de novos modelos de veículos. “Se não houver integração (com o transporte convencional), vai ficar cada vez mais difícil atendermos os usuários”, apontou o Gerente de Atendimento ao Usuário da Ceturb-GV, Gilmar Pahins Pimenta. Os técnicos também conheceram a Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp) e as garagens das concessionárias do InterCamp, onde tiveram a oportunidade de ver ônibus e microônibus acessíveis. Ana Carolina Bertho




