Nesta quarta, 30 de julho, o 2º Seminário Nacional de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) trouxe para a discussão o polêmico Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), instituído pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). O sistema consiste na instalação de chips ou tags em veículos que transmitem, por rádio-freqüência, informações como a placa, o chassi e o Renavam para antenas que as repassam a centrais de processamento. A polêmica está no fato do rastreamento e controle. Alguns especialistas questionam o monitoramento. Mas o Denatran argumenta que as informações serão sigilosas e estarão em poder apenas dos órgãos públicos envolvidos com os sistemas de trânsito e segurança. Esse monitoramento servirá, principalmente, para localização de carros, caminhões e motocicletas roubados, verificação do pagamento de impostos e auxílio ao gerenciamento de trânsito. Segundo o Coordenador-Geral de Planejamento Normativo e Estratégico do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Antonio Calmon, o Siniav é um sistema seguro de transmissão de informações que permitirá o reconhecimento de toda a frota brasileira (estimada em 44 milhões de veículos) e a identificação de veículos que rodam na clandestinidade (cerca de 30% do total da frota), o que reduziria significativamente a evasão fiscal. Já Wilson Vargas Toledo, Assessor da Diretoria da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), trabalha na implantação do sistema na cidade de São Paulo e acredita que este auxiliará na melhoria da mobilidade na Capital do Estado. Ele explica que o Siniav permitirá o levantamento exato do volume do fluxo de veículos em certa via, da lentidão, do tempo de determinado percurso e da velocidade dos veículos. “Dados que são imprescindíveis para o gerenciamento do trânsito e para o planejamento na área de engenharia de tráfego”, argumenta. Outra praticidade trazida pelo Siniav, de acordo com Toledo, é a fiscalização eletrônica de infrações como veículos que rodam em dias de rodízio, que utilizam indevidamente faixas exclusivas e caminhões e ônibus que usam faixas indevidas. A tecnologia de tags instalada em veículos já é usada em pedágios eletrônicos, conhecido como “Sem Parar”. Toda vez que um usuário que tem um chip instalado em seu veículo cruza a praça de pedágio, a passagem é registrada gerando uma cobrança que será paga posteriormente. Um milhão de pessoas já usam esse sistema e, segundo Pedro Donda, Presidente do Centro de Gestão de Meios de Pagamentos S. A. (CGMP), a previsão de crescimento do número de usuários é de 40% somente nesse ano. Para Donda, esse aumento se deve à economia de tempo calculada em torno de quatro minutos por pedágio, além da redução do consumo de combustível, óleo e embreagem, pois não há necessidade de parar o veículo. Camila Bessi

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



