A coordenação da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp) será responsabilidade das secretarias de Transporte (Setransp) e de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública (SMCASP). A determinação está prevista no Decreto nº 16.040, publicado no Diário Oficial do último dia 20. As duas secretarias deverão definir os coordenadores que irão coordenar cada pasta. O decreto institui que a CIMCamp é um serviço tecnológico que abrange o monitoramento por meio de câmeras instaladas estrategicamente na cidade, que pode ser usado por quaisquer órgãos da Administração Direta ou entes da administração indireta. A determinação ainda define os serviços prestados, os módulos de atuação disponíveis e recursos tecnológicos existentes para viabilizar o funcionamento da Central. Com a publicação, a atuação da CIMCamp foi dividida em sete módulos. Confira: – Central de Monitoramento de Imagens: operação e monitoramento das imagens das câmeras instaladas no município; – Central de Atendimento Telefônico: atendimento à população nas questões de urgências e emergências, informações, reclamações e sugestões; – Central de Controle: módulo de tomada de decisões que, através do uso de recursos tecnológicos, permite o atendimento e encaminhamento de ações integradas frente às ocorrências; – Central de Monitoramento Semafórico e Radar: permite a programação dos tempos semafóricos, registro do volume veicular das vias e, no futuro, Leitura Automática de Placas (LAP); – Central de Servidores: possibilita a gravação e disponibilização das imagens captadas pelas câmeras, bem como processamento de dados, sistemas e armazenamento de segurança; – Central de Alerta e Detecção de Delitos: permite obter imagens fotográficas de veículos automotores, possibilitando o reconhecimento das placas e um trabalho de “blitz permanente”; – Central de Prevenção de Desastres Naturais: permite a avaliação do sistema de alerta da Defesa Civil de Campinas, por intermédio do monitoramento de diversos sensores espalhados pela cidade. Conta com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa) e do Centro de Pesquisas Metereológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri). Os módulos interagem entre si e recebem/geram informações que podem ser retransmitidas aos órgãos responsáveis, para que tomem medidas preventivas, de urgência ou emergência diante das ocorrências. O decreto também prevê que o município poderá formalizar parcerias e convênios com órgãos públicos nas esferas estadual ou federal, interessados nos serviços oferecidos pela CIMCamp. Histórico “Até agora, nós estávamos buscando procedimentos para consolidar o uso de todas as tecnologias disponíveis na Central. Agora, temos as diretrizes estabelecidas oficialmente”, afirmou o diretor de Tecnologia e Monitoramento da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), João Carlos Fagundes. Ele lembrou que a CIMCamp está em funcionamento desde julho de 2006 e conta com a participação de representantes da Guarda Municipal, EMDEC, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Serviços Técnicos Gerais (Setec) e Defesa Civil. Durante os primeiros 90 dias, a Central funcionou em operação assistida. Monitoramento No início, foram instaladas 17 câmeras. Hoje, são 136, distribuídas entre 42 pontos de monitoramento espalhados por toda a cidade, sendo que 107 câmeras estão instaladas em 21 escolas da rede municipal, retransmitindo as imagens em tempo real à CIMCamp. Os equipamentos estão instalados de forma estratégica, permitindo ampla visão dos pontos e atendendo a critérios técnicos, permitindo um “olhar vigilante e permanente” às ocorrências da cidade. A ampliação dos pontos monitorados acontece de acordo com a disponibilidade orçamentária do município e de parcerias com outras secretarias municipais ou com o setor privado. Ana Carolina Bertho




