Com 1,2 mil metros, a Rua Francisco Teodoro corta uma das principais avenidas de Campinas, a João Jorge, importante ligação entre o Centro e as as regiões do Ouro Verde, Campo Grande, Viracopos e Icaraí.
A denominação atual foi sugerida em 1886 na Câmara Municipal, em tributo ao primeiro jornalista campineiro. Juntos, os irmãos Francisco e João Teodoro fundaram o primeiro jornal da cidade: o “Aurora Campineira”, em 1858.
Curiosamente, Aurora Campineira é o nome de uma rua no bairro Ponte Preta.
A tipografia do jornal comprada pelos dois irmãos pertencia a Hércules Florence, inventor da fotografia e importante figura campineira e mundial.
Em 1860, o jornal se tornou porta-voz oficial do Partido Conservador. Por este motivo, teve seu nome alterado para ‘O Conservador’. Outras publicações surgiram com o passar do tempo, como “Gazeta de Campinas”, “O Diário de Campinas” e “O Constitucional”.
Rua dos artistas
O Teatro Castro Mendes, localizado na Rua Conselheiro Gomide, um dos cruzamentos da Francisco Teodoro, fez da região da Vila Industrial um lugar cheio de artistas ilustres nas décadas de 70 e 80.
Não é por acaso que na Rua Francisco Teodoro está o Bar e Restaurante dos Artistas. O estabelecimento, que existe desde 1980, ficava em frente ao teatro quando foi fundado. Em 1986, Roberto Ribeiro, que trabalhava como garçom, comprou o bar de seu tio, Edemir. Ele mudou a localização do bar, mas manteve o mesmo nome pela tradição.
O proprietário guarda lembranças de artistas famosos que frequentaram o seu bar, como Lima Duarte, Antônio Fagundes e Stênio Garcia. No entanto, nenhuma foto das personalidades enfeita as paredes do bar.


Outros nomes como Glória Menezes, Tarcísio Meira, Eva Wilma, Bruna Lombardi, Henriqueta Brieba, Cauby Peixoto e Tim Maia são lembrados por Silvana Pessagno da Silva, gerente do Hotel Casablanca.
“Naquela época o hotel tinha convênio com a Prefeitura, então todos os artistas que vinham para as peças no Teatro Castro Mendes ficavam hospedados aqui”, relembra Silvana.
O Hotel Casablanca tem mais de 36 anos e possui 40 quartos, que estão sempre ocupados, segundo Silvana. O nome do hotel se originou do Cine Casablanca, que ficava no mesmo lugar do Teatro Castro Mendes.
No começo, o Casablanca tinha metade da capacidade atual; a permissão para a ampliação só aconteceu há cerca de 10 anos.
Fontes:
Livro: Ruas da Época Imperial – Edmo Goulart
Blog Memória – RAC


10/06/2026/
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