Com o objetivo de discutir a situação da malha ferroviária em Campinas e as propostas para o seu reaproveitamento, foi realizado um debate no Plenário da Câmara, na manhã desta sexta-feira, 30 de setembro. Participaram do encontro técnicos da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), Secretaria de Assuntos Jurídicos e de Cidadania, Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Unicamp, Puc-Campinas e da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Campinas. Durante o debate, técnicos da EMDEC apresentaram propostas para o reaproveitamento do antigo leito do VLT, que incluem a criação de corredores exclusivos para ônibus e uma ciclovia. Além disso, propõe-se a recuperação urbanística das áreas, hoje totalmente degradadas. Outro tema abordado pela EMDEC foi a construção da nova Rodoviária. O planejamento foi feito a partir da área da antiga Estação da Fepasa e inclui a criação de um Terminal Multimodal, ou seja, que integre os transportes sobre trilhos e sobre pneus (metropolitano, urbano e rodoviário). Corredor Metropolitano O encontro também contou com a apresentação do projeto para implantação do Corredor Noroeste, elaborado pela EMTU, que garante uma pista exclusiva ao transporte coletivo em um traçado de cerca de 37 km entre sete cidades da RMC. O projeto contempla a construção de um Terminal Metropolitano, que oferecerá maior segurança e conforto aos usuários deste serviço. Esse Terminal estaria integrado ao Terminal Multimodal. Os projetos da EMDEC e da EMTU estão sendo elaborados em conjunto, mas deverão ser implantados de forma separada. Em princípio, deverá ser feito um convênio para que estudos sobre o transporte municipal e intermunicipal definam alguns pontos, como a criação de uma Praça ou Centro Cívico no Terminal Multimodal, a necessidade de aprofundamento do leito do VLT e a transferência das oficinas de manutenção de veículos do transporte coletivo da antiga estação da Fepasa para outro local. Já os trabalhos para implantação do Corredor Noroeste deverão ser iniciados até o final deste ano. Investimentos O investimento total para a implantação dos projetos da EMDEC, que ainda incluem o término do Túnel 2 e da marginal do Piçarrão, além da reestruturação dos corredores Amoreiras e John Boyd Dunlop, dentre outros – são de R$ 286 milhões, dos quais cerca de 40% serão provenientes de recursos municipais. Os outros 60% serão obtidos através de financiamento do BNDES. Já os recursos para a construção da nova Rodoviária virão da iniciativa privada. A EMTU prevê um gasto de R$ 10 milhões para a construção do terminal metropolitano e alças de acesso. Stephan Campineiro. Colaborou Ana Carolina Bertho

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



