Investir no processo de qualificação permanente de operadores e monitores; e criar legislações municipais específicas que organizem o transporte escolar. Estes foram os principais assuntos abordados durante a mesa “Desafios Políticos e Institucionais do Transporte Escolar”, que encerrou os debates do 1º Fórum Paulista da categoria, realizado em Campinas, nesta quinta-feira, dia 17 de junho.
Participaram do encontro no período da tarde, o ex secretário de Transportes de Campinas, Gerson Luis Bittencourt; a administradora da Cooperativa Brasileira dos Transportes Escolares (COBRATE), Maria de Lurdes Rodrigues; e o presidente do Sindicato dos Autônomos e Micro Empresas de Transporte de Escolares de Campinas (SINTECAR), Aparecido Carlos Valentim.
O Fórum reuniu cerca de 170 pessoas de 33 cidades do estado. O evento foi voltado para gestores de Transporte e Trânsito, transportadores e empresas da área.
Na avaliação dos palestrantes, discutir o transporte escolar, e a qualidade do serviço prestado, é importante porque cada criança em uma van pode representar um veículo a menos circulando pelas ruas da cidade, principalmente nos horário de pico, contribuindo, diretamente, para a melhoria da Mobilidade Urbana de cada município.
Para a gerente de Educação e Cidadania da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), Roberta Mantovani, o Fórum “cumpriu o papel de levantar a discussão sobre o serviço (transporte escolar) e buscar soluções para aprimorar o atendimento ao público.
A chefe do Departamento de Transporte de Interesse Público da EMDEC, Ana Emília Fiorezi Barbosa, destacou a importância “da participação de todos no desenvolvimento de ações efetivas para melhorar o transporte escolar”.
Transporte Escolar em Campinas
Campinas, atualmente, conta com cerca de 1.200 transportadores escolares cadastrados, sendo 595 autônomos e 619 empresas. São 1.296 motoristas cadastrados.
O serviço é realizado em ônibus, microônibus e vans. A capacidade desses veículos varia de nove até aproximadamente 50 passageiros.
Para prestar o serviço, os veículos devem, obrigatoriamente, apresentar características específicas, como: cinto de segurança para todos os ocupantes, vidros com limitador de abertura, equipamento registrador de velocidade (tacógrafo) e faixa na cor amarela e preta com a palavra “ESCOLAR” nas duas laterais.
Os veículos são vistoriados semestralmente, em janeiro e julho. Mais de mil itens são verificados pelos técnicos da EMDEC, durante o trabalho, como suspensão, pneus, carroceria, freios, emissão de gases, chassi, transmissão, direção, elétrica, entre outros.
Quando aprovados na inspeção, os veículos recebem um selo que deve ser fixado no parabrisa dianteiro, atestando as condições de segurança do veículo. Neste primeiro semestre, o selo é amarelo. No segundo semestre deste ano, a cor mudará para azul.
Segundo estimativa da EMDEC, 40 mil estudantes dependem do transporte escolar no município. 30% são crianças do Ensino Infantil, 50% são crianças do Ensino Fundamental e 20% são jovens do Ensino Médio.
A EMDEC aconselha aos pais dos alunos que verifiquem a presença do selo no veículo antes de assinarem contrato com os transportadores. Somente os veículos com a identificação estão autorizados a prestar o serviço em Campinas. As denúncias de irregularidades e sugestões podem ser feitas pelo Disque CIMCamp no telefone (19) 3772-1517.




