A Prefeitura de Campinas, através da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), irá propor ao Estado ajustes na concepção do Corredor Noroeste, traçado com 37km de extensão que prioriza o transporte coletivo entre Campinas, Hortolândia, Sumaré, Americana e Nova Odessa. Na avaliação do secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt, “o Corredor Noroeste será uma importante ferramenta para otimizar a integração entre as cidades da RMC através do transporte coletivo”. Para isso, no entanto, ele diz que alguns pontos deverão ser melhor analisados antes da implantação do Corredor. O primeiro ponto questionado é o acesso a Campinas para os veículos que utilizarem o Corredor. O projeto elaborado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) propõe que a avenida Lix da Cunha seja a porta de acesso ao Município. “A Lix está saturada e esse acesso poderia ser feito a partir da avenida John Boyd Dunlop, que receberia duas novas faixas de rolamento. Sua utilização seria importante para integrar uma região que concentra uma população expressiva e que seria beneficiada com a presença do Corredor”, disse Bittencourt. Bittencourt também questiona a gestão do Corredor Noroeste dentro de Campinas. De acordo com a proposta da EMTU, toda a gestão do Corredor ficaria sob responsabilidade da empresa. “Não vamos deixar que a gestão de um corredor dentro de Campinas fique toda com a EMTU. Em Santo André, por exemplo, a gestão está com a empresa e os ônibus urbanos não podem utilizar o Corredor, apenas os intermunicipais. Não é possível que um corredor seja construído aqui e os ônibus da cidade não possam utilizá-lo. A proposta de integração da RMC é importante, mas precisa de ajustes”, disse Bittencourt. Stephan Campineiro

10/06/2026/
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