A Prefeitura, por meio da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), apresentou nesta sexta-feira, 12 de dezembro, o primeiro táxi acessível de Campinas, que passará a circular a partir da próxima semana. Também nesta sexta, foi lançada a cartilha “Calçadas para Mobilidade e Acessibilidade – Guia de orientações e modelos em Campinas”, trabalho que visa ajudar as pessoas e empresas a conhecerem como as calçadas devem ser construídas e conservadas. O primeiro táxi acessível de Campinas já foi vistoriado e aprovado pela EMDEC, atendendo a todas as especificações técnicas exigidas para esse tipo de veículo, que garantem o transporte seguro de pessoas com baixa mobilidade. Desta forma, Campinas torna-se a segunda grande cidade do país a oferecer o serviço. A primeira foi o Rio de Janeiro, que, em 2007, iniciou a operação de seus táxis acessíveis para sediar os Jogos Pan-Americanos. A apresentação do veículo aconteceu no Paço Municipal, com as presenças do prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos; do secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt; do secretário de Urbanismo, Hélio Jarreta; da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMPD), Maria Delta Ramos de Brito; da presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade, Magna Firmino; do Administrador Regional 01, Ricardo Luiz Bueno Ferrari; representantes dos taxistas, de conselhos municipais, entre outras autoridades. Durante o evento, o prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos defendeu que Campinas precisa insistir todos os dias na construção da mobilidade, para alcançar a meta de ser a “Capital da Acessibilidade”. E, para ocupar esse lugar, ele enumerou várias ações e projetos da Prefeitura nessa área. “Quebramos no Paço Municipal a arquitetura clássica, representada pelas escadas, que eram símbolos das barreiras no município, ao implantarmos as rampas que garantem acesso a todos. O mesmo dispositivo permitiu acessibilidade na Biblioteca Municipal”, lembrou. Destacou ainda outros projetos simbólicos, como a implantação de duas mil rampas, e citou o exemplo do Corredor Sousas, onde as rampas já foram construídas e todos podem acessar calçadas, serviços e o transporte coletivo. Dr. Hélio afirmou que, agora, com a chegada do primeiro táxi acessível, Campinas entra na era do respeito e da igualdade. “Somos a segunda cidade a oferecer esse serviço, que foi idealizado desde 2005. Precisamos garantir transporte também para aqueles que podem pagar, garantindo igualdade de acesso à cidade, independente da classe social.” E, por fim, o prefeito ressaltou que além das vocações tecnológica, acadêmica e cultural, Campinas cumpre sua vocação solidária, com este projeto. “Vocação manifestada em vários momentos, como na arrecadação de mais de 100 toneladas de alimentos e roupas para as vítimas das chuvas em Santa Catarina”, lembrou. A operação do táxi acessível O táxi acessível terá ponto no Terminal Multimodal Ramos de Azevedo (Rodoviária) e terá prioridade em relação aos demais táxis, sempre que houver pessoas com baixa mobilidade esperando pelo serviço. O táxi também atenderá pessoas de outras regiões da cidade por meio de agendamentos telefônicos (confira os números abaixo). A tarifa cobrada pelo táxi acessível será a mesma dos táxis convencionais. Cabem neste veículo quatro passageiros comuns, que também poderão ser atendidos quando não houver demanda de pessoas com deficiência. Nos primeiros meses de funcionamento, a EMDEC acompanhará a operação do táxi acessível, visando aprimorar esse serviço. Deve-se ressaltar que o táxi acessível vem suprir uma demanda reprimida, já que atualmente poucos veículos que operam na cidade têm, por exemplo, espaço necessário para receber uma cadeira de rodas. Para o secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt, este foi um momento especial, pois houve um esforço da Administração para implantação do táxi acessível e “tivemos a resposta positiva de Celso Francisco Sabino para a adaptação do primeiro táxi”. Ele elogiou a coragem e o pioneirismo do taxista pela iniciativa e afirmou que um novo credenciamento para a ampliação dos táxis acessíveis será feito a partir de janeiro, para que, até o final de 2009, Campinas esteja mais próxima da meta de 20 táxis acessíveis. “Temos público para utilizar esse serviço e os permissionários vão perceber isso”. Um exemplo desse público acompanhou o evento. Adriana Roberta Costa Duarte, cadeirante, 35 anos, moradora do Jardim do Lago, contou que já acionaria o táxi acessível neste sábado, dia 13, para ir a um casamento. “Esse táxi vai mudar minha vida e de muitas pessoas que podem pagar para se deslocar. Com esse serviço, vou namorar mais e até penso em buscar um emprego”, comentou. Primeiro Permissionário O permissionário Celso Francisco Sabino, proprietário do primeiro táxi acessível da cidade, recebeu treinamento especial da EMDEC para atender as pessoas com deficiência. Ele conta que se interessou pela idéia porque costuma atender passageiros que vão a clínicas e hospitais e sente as dificuldades que o cadeirante tem para acessar o veículo. “Com este táxi acessível, além de ajudar as pessoas, vou tentar abrir um novo mercado. Espero que, depois de mim, venham outros táxis acessíveis, porque tenho certeza que não vou dar conta da demanda”, diz. Sabino adquiriu uma Doblo e gastou cerca de R$30 mil para fazer todas as adaptações que tornaram o veículo acessível a pessoas com deficiência física. “O investimento é alto e ninguém me ajudou, mas olhei a longo prazo e tenho certeza que esse investimento vai retornar. O que importa mesmo é que estou me ajudando e ajudando outras pessoas”, ressalta. Serviço: Táxi acessível – Celso Francisco Sabino Telefones: (19) 7807-9690, 9704-0435 e 9334-4146 Cartilha reúne importantes informações sobre as calçadas A cartilha “Calçadas para Mobilidade e Acessibilidade – Guia de orientações e modelos em Campinas”, lançada pela Prefeitura, no mesmo evento, reúne importantes informações sobre as calçadas, que não são apenas pontos de passagem, mas espaços de convivência e interação entre as pessoas. Este guia tem como objetivo ajudar as pessoas e empresas a conhecerem como as calçadas devem ser construídas e como deve ser sua manutenção. Nele, são descritas quais as obrigações do Poder Público e dos cidadãos, as exigências mínimas de construção e conservação das calçadas, os obstáculos que podem trazer riscos à circulação dos pedestres, a legislação sobre calçadas e outras importantes informações sobre como melhorar esses espaços. De acordo com o secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt, o guia é resultado do trabalho de várias secretarias, entre elas a de Urbanismo, da Regional 01 e de outros órgãos municipais, como conselhos, além da EMDEC. Ele ressaltou que a publicação não trouxe custos à Administração, pois foi totalmente patrocinada, e agradeceu aos apoiadores. “A importância desse guia é que ele vem reforçar que todos nós somos pedestres e necessitamos de calçadas adequadas, independentemente de andarmos de carros, de ônibus ou a pé”. O secretário de Transportes acrescentou que, dentro da proposta do prefeito de tornar Campinas cada vez mais acessível, a cartilha representa mais um símbolo para somar às várias iniciativas desta área. “Agora, vamos divulgar a cartilha para toda a cidade, para que as pessoas e empresas possam se pautar para ajudar a construir calçadas mais adequadas e também colaborar na manutenção desses equipamentos.” Os interessados em receber um exemplar da cartilha podem solicitá-la pelo e-mail comunicacao@emdec.com.br ou diretamente na sede da EMDEC (Rua Dr. Salles Oliveira, 1028 – Vila Industrial).

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



