
Decom
A Prefeitura de Campinas informa nesta quinta-feira, dia 6 de junho, que o prefeito Jonas Donizette designou a abertura de uma Comissão de Investigação para apurar as causas do afundamento em uma obra no Cambuí, na Gustavo Ambrust, altura do número 36.
O incidente aconteceu de manhã, quando uma ‘erosão’ engoliu parte da rua e da praça nas proximidades e arrastou calçada, postes, árvores e tudo no entorno da construção. A cratera, segundo a Defesa Civil, tem em torno de 15 metros de profundidade. O volume de terra que desmoronou ocupa uma área de 500 metros quadrados.
Farão parte da comissão de investigação representantes das Secretarias de Urbanismo, de Infraestrutura e também do Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos (CREA). O Instituto de Criminalística também está envolvido na apuração. Conforme informou o prefeito Jonas, a apuração terá foco não apenas na responsabilização do agente causador, mas também na constatação das reais razões que levaram ao afundamento das obras. O objetivo é prevenir outros eventos desta natureza.
A construção é da iniciativa privada, possuía alvará e foi interditada imediatamente por técnicos da Secretaria de Urbanismo. A construtora foi intimada a fazer a contenção.
Agilidade
A agilidade dos técnicos da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) foi fundamental para evitar um desastre com vítimas ou danos materiais. Perto das 8h20, uma fissura de pequenas proporções foi verificada pelos agentes de mobilidade urbana – conhecidos como amarelinhos – e a Defesa Civil foi solicitada. Os técnicos isolaram a área, desocuparam uma farmácia próxima e retiraram os operários da obra antes da abertura da erosão, que ocorreu após duas horas. Ninguém ficou ferido.
Medidas
Todas as providências para o desvio do trânsito e as opções de rota foram adotadas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) que mobilizou trinta homens para os cuidados com os motoristas e pedestres no local (veja abaixo). O trecho entre as ruas Padre Almeida e Dr. Emílio Ribas está interditado. A orientação para desvio é pela Avenida Norte-Sul, seguindo pela Carlos Stevenson.
Equipes da Secretaria de Urbanismo e da Defesa Civil avaliaram eventuais riscos das edificações e obras no entorno. Três delas foram provisoriamente interditadas – sendo duas na própria Rua Gustavo Ambrust e outra na Avenida Norte-Sul – e vão passar por avaliação minuciosa antes de serem liberadas.
Os agentes da Defesa Civil de Campinas promoveram isolamento da área em conjunto com homens da Polícia Militar e do Grupamento de Bombeiros. A Defesa Civil, a partir deste momento, fica em alerta com monitoramento constante do local, inclusive para intervenções na área, caso seja necessário.
Servidores da Sanasa foram destacados para adotar as providencias necessárias para normalizar o abastecimento de água na área, que ficou comprometido. A Sanasa informou que no local existe uma rede de distribuição de água de cimento amianto de 2 polegadas e a 50 cm de profundidade. Não há adutora na área, como foi divulgado pela Construtora responsável pela obra.
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