O serviço de transporte porta-a-porta e porta a ponto de ônibus do Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI), que garante o deslocamento de pessoas com deficiência física severa – que utilizam andador ou cadeira de rodas -, realizou 10.753 viagens no segundo trimestre de 2007, um aumento de 55% em relação ao mesmo período de 2006, quando foram realizadas 6.937 viagens. Essa mudança não aconteceu por acaso: a partir de 26 de março de 2007, a frota de vans acessíveis (adaptadas) da cidade dobrou, passando de 10 para 20 veículos, e ainda incorporou dois ônibus acessíveis exclusivos destinados preferencialmente a eventos e demais atividades voltadas aos usuários do PAI-Serviço, garantindo igualdade de direitos aos cidadãos campineiros. Em razão do aumento da frota, o número de viagens vem crescendo gradativamente, com aumento significativo já a partir do mês de abril – passou de 2.542, em março, para 3.110 no mês seguinte (crescimento de 22%). Do total de viagens realizadas nos primeiros três meses de operação da nova frota do PAI-Serviço, 47% corresponderam a deslocamentos porta-a-porta (destinado a pessoas que fazem tratamento médico ou de reabilitação). As demais viagens garantiram o deslocamento dos usuários que utilizam os veículos do PAI-Serviço para chegar até um ponto de ônibus ou terminal e, em seguida, fazem a integração com um ônibus ou microônibus acessível do InterCamp. Esse tipo de transporte é usado para qualquer tipo de atividade, de lazer, estudo ou trabalho, por exemplo. Os números são ainda mais significativos quando analisados a partir de 2004. Naquele ano, foram 11.932 viagens realizadas. Somente no primeiro semestre deste ano, o PAI-Serviço já realizou 15.654 viagens, aumento de 23,8% no comparativo com todo o ano de 2004. E as projeções da EMDEC mostram que, até o final de 2007, o PAI-Serviço deverá realizar um total de 36.380 viagens. Outro dado que reflete os resultados da ampliação do PAI-Serviço é o comparativo da quilometragem percorrida: no segundo trimestre (abril a junho) de 2006, as viaturas do PAI rodaram 141.988 quilômetros; no mesmo período de 2007, elas rodaram 221.469 quilômetros (ou seja, 56% a mais). Neste caso, os números no comparativo entre 2004 e 2007 também chamam atenção. Enquanto as viaturas do PAI-Serviço rodaram 162 mil km em 2004, somente nos seis primeiros meses de 2007, as viaturas rodaram 363 mil km. A previsão da EMDEC é que, até o final do ano, os veículos do PAI-Serviço percorram 793 mil km. Vale destacar que tanto o aumento do número de viagens quanto da quilometragem não refletem a ampliação real do serviço oferecido aos usuários, uma vez que neste ano houve também uma otimização do transporte, que passou a transportar mais de um cadeirante por viagem – os ônibus do PAI chegam a beneficiar oito cadeirantes em uma única viagem. Além do aumento da frota, os usuários agora têm mais comodidade para agendar as viagens. Desde março, o agendamento das viagens é feito pelo atendimento telefônico da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp), que atende 24 horas por dia. Antes da mudança, o agendamento só podia ser feito em horário comercial. As viagens precisam sempre ser agendadas com, no mínimo, 48 horas de antecedência (no caso do atendimento porta a ponto de ônibus). Eventos Em conjunto com entidades que trabalham com deficientes físicos, o PAI-Serviço também levou os usuários e colaboradores das entidades para diversos eventos, dentro e fora do município. No total, o PAI-Serviço realizou o atendimento a 14 eventos, com destaque para a VI Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – Reatech, no mês de abril, em São Paulo; a missa do Papa, realizada em maio, no Campo de Marte, também na capital; e a reunião do Movimento Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes, em junho, em Campinas. Serviço é subsidiado pela Prefeitura A operação dos veículos do PAI-Serviço é feita pelas empresas e consórcios que venceram o processo licitatório para concessão do transporte público municipal, concluído no início de 2006, e subsidiada pela Prefeitura de Campinas, que destina cerca de R$ 190 mil mensais, por meio da Secretaria de Assistência Social, ao serviço. Stephan Campineiro




