Executivos japoneses confirmaram nesta segunda (07/02) ao prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) que irão disputar o leilão, marcado para abril, para a implantação e operação do trem de alta velocidade (TAV) entre Campinas e Rio de Janeiro. Até agora, apenas a Coreia do Sul havia confirmado participação no leilão de concessão. O Japão opera o shinkansen desde 1964 e vai inaugurar em março a terceira geração de alta velocidade, o E5, que fará a viagem inaugural entre Tóquio e Sendai, percorrendo os 400 quilômetros entre as cidades a uma velocidade de 320km/hna viagem inaugural, a convite do governo japonês. Nesta segunda-feira (07/02), a comitiva brasileira se reuniu com representantes do Japão para discutir os detalhes da viagem.
A comitiva vai participar de um seminário na Embaixada Brasileira em Tóquio para tentar estabelecer a possibilidade de investimentos do Japão em Campinas. Segundo o prefeito, os japoneses querem mais participação do governo brasileiro no TAV e, por isso, consideram importante a informação de que os Correios, além de um usuário fixo do sistema, será também um sócio, embora com participação minoritária. A reportagem procurou as empresas principais do consórcio, Mitsubishi, Toshiba, Hitachi e Mitsui, mas não teve retorno.
Participaram da reunião nesta segunda (07/02) o presidente do Grupo Tozan do Brasil, Toru Iwasaki; o diretor comercial da Itcom Pactor Consultoria de Negócios, Elias Antunes; o gerente comercial da Mitsubishi Corporation do Brasil, Koji Shimomaebara; o gerente para o projeto Brasil da Mitsubishi Corporation, Masanori Onji e o diretor da Serpex Internacional Comercial, Jun Sakakura.
As empresas japonesas foram as primeiras a se interessar pelo projeto brasileiro e organizaram diversos seminários para “vender” o shinkansen. Porém, às vésperas do leilão, que estava anteriormente marcado para 16 de dezembro, ainda não confirmavam participação alegando que os riscos do empreendimento eram altos demais. Eles não concordam, principalmente, com o estudo de demanda apresentado pelo governo brasileiro.
O consórcio está montado com quatro grandes empresas, que negociavam com empreiteiras brasileiros parcerias para o empreendimento. A Mitsubishi ficará com a gestão do TAV caso os japoneses vençam a licitação, a Toshiba com a alimentação elétrica do sistema, a Hitachi construiria o material rodante e a Mitsui faria o papel comercial e financeiro.
Hélio disse nesta segunda (07/02) que irá aproveitar a viagem ao Japão para avaliar como se deu o desenvolvimento imobiliário do entorno das estações por onde passa o shinkansen. “A possibilidade de aproveitamento das áreas no entorno das paradas é fundamental para que o consórcio vencedor possa ter receitas extras. Nós já fizemos o levantamento das áreas, junto com os estudos da ampliação de Viracopos, e quero ver se há mais coisas que podemos fazer.”
O prefeito informou que irá manter contato com a Japan Airlines (JAL) para convencê-los a operar voos a partir de Viracopos para Tóquio. “Precisamos de uma porta de entrada para o Oriente. Já estamos desde o ano passado conversando com a China Airlines para estabelecer voos de Campinas para aquele país.”
Durante a viagem ao Japão, o prefeito vai assinar o acordo de Prefeitos da Paz, na cidade de Hiroshima. Hélio será o primeiro prefeito da América Latina a participar da assinatura desse acordo.
SAIBA MAIS – Datas do leilão
Pressionado pelos investidores e pelo Ministério Público Federal, o governo adiou para abril o leilão para a concessão do TAV, que irá ligar Campinas ao Rio. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou para o dia 11 a entrega das propostas pelos concorrentes e dia 29 o leilão na BM&FBovespa. Na época do adiamento, quatro consórcios confirmaram que participariam da licitação: Espanha, China, Coreia do Sul e Japão. Até esta segunda (07/02), só a Coreia estava oficialmente confirmada.
Fonte: Maria Teresa Costa – site RAC (www.rac.com.br) de 08/02/2011.

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