Mais um importante passo no processo de revitalização da região central e do patrimônio histórico de Campinas vem sendo dado desde o início do ano, com as obras de restauração do Galpão da Mogiana, prédio centenário instalado no complexo que abriga a nova Rodoviária.
Construído no final do século XIX, o prédio tem cerca de 750m² e pertencia à antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que o utilizava como estação de cargas. Apesar de seu valor histórico, o local deixou de ser utilizado no início da década de 90 e estava parcialmente destruído desde 1996, quando um incêndio comprometeu sua estrutura.
A restauração do prédio, que a partir do segundo semestre deste ano será explorado comercialmente, vem sendo feita pelo Consórcio Terminal Rodoviário de Campinas (CTRC), conforme estabelecido pela Prefeitura no contrato de concessão e os investimentos são da ordem de R$ 1,5 milhão.
Hoje, uma equipe formada por 31 trabalhadores atua na restauração do prédio. Além da limpeza geral do terreno – parte da construção estava soterrada –, todo o telhado, destruído pelo incêndio de 1996, foi reconstruído; o piso, que preserva as características originais, assim como parte das paredes e calçadas foram recuperados.
Nos próximos três meses, todo o interior do prédio será adaptado para receber os futuros comerciantes, assim como sua área externa será adequada para garantir o acesso de motoristas e pedestres.
“O prédio estava em uma situação muito ruim e o trabalho é bastante detalhado. Uma das dificuldades, por exemplo, é fazer com que os novos tijolos tenham as mesmas características, o mesmo desenho daqueles que não puderam ser reaproveitados no restauro das paredes”, explica o mestre de obras Miro Moreira Carvalho, que coordena a equipe responsável pela restauração do prédio.
Além do Galpão da Mogiana, outros dois imóveis, localizados no acesso para a área de estacionamento da nova Rodoviária, já foram recuperados pela concessionária e entregues simultaneamente à inauguração do terminal.


De acordo com o contrato de concessão, uma quarta construção, que tem cerca de 100m² e situa-se ao lado do túnel de pedestres que dá acesso ao Terminal Metropolitano, será restaurada pela CTRC.
Este imóvel também data do final do século XIX e pertenceu à Companhia Ramal Férreo Campineiro, cujo ramal ferroviário fazia a ligação com os distritos de Sousas e Joaquim Egídio.

10/06/2026/
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