A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) preparou uma operação de emergência para garantir a operação do transporte coletivo e minimizar os transtornos da população na volta para casa nesta terça-feira, dia 13. A operação será colocada em prática porque o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Anexos de Campinas e Região confirmou a manutenção da paralisação iniciada nesta madrugada, que afetou o atendimento do transporte na área 1, operada pela VB Transportes e Turismo, no Ouro Verde. Somente no período da manhã, a paralisação parcial prejudicou cerca de 50 mil usuários do Sistema InterCamp e gerou atrasos na operação de 48 linhas. Entre as ações definidas pela EMDEC está o remanejamento de linhas do serviço Alternativo, que deslocará parte de seus veículos para o atendimento às regiões mais prejudicadas pela paralisação, conforme determinação da empresa. Os linhas também vão rodar com a frota do horário de pico, medida que garante maior disponibilidade de veículos nas ruas, pelo menos, até às 21 horas – em um dia normal, a frota é reduzida, gradativamente, a partir das 19 horas. Além disso, os veículos dos serviços Seletivo e Corujão vão rodar durante o dia todo, com permissão para operar com a tarifa de R$ 2,30 e realizar o transporte de passageiros em pé. Esses veículos terão partidas do Terminal Central e vão operar conforme orientação dos agentes da EMDEC. Já os veículos dos serviços de táxi, escolar e fretamento estão sendo acionados pela EMDEC para que atendam às regiões prejudicadas pela paralisação e façam “lotações”. Nestes casos, o valor da corrida deverá ser negociado diretamente entre o motorista e cada passageiro. Outra medida é a permissão para que os veículos do transporte metropolitano rodem com frota máxima também nos horários de entre-pico durante todo o dia. Categoria recusa proposta da Transurc Durante assembléia realizada na tarde desta terça-feira, a categoria recusou a proposta de reajuste salarial feita pela Transurc, associação que reúne as empresas concessionárias do InterCamp, e decidiu pela paralisação. A proposta apresentada pela Transurc é de reajuste salarial de 8% para os cobradores e 7% para motoristas e funcionários da manutenção, a partir de abril, índices superiores à inflação do último ano. Além da discussão do reajuste, o movimento do Sindicato dos Condutores, que tem gerado uma série de prejuízos à população, envolve uma disputa pelo poder dentro do Sindicato, recentemente abalado por uma série de denúncias de corrupção, que resultou na prisão de cinco de seus membros. “O que se está em jogo neste movimento não é o índice de reajuste, mas uma disputa pelo controle do Sindicato, algo extremamente negativo, que só traz prejuízos à população. Estamos colocando em prática uma série de medidas para, caso a paralisação seja confirmada, minimizar os transtornos para a população”, disse o secretário municipal de Transportes, Gerson Luis Bittencourt. Plano de Emergência Para minimizar eventuais transtornos aos usuários do Sistema InterCamp, a EMDEC já tem preparado um plano de emergência, que será implantado em caso de greve nesta quarta-feira. As principais ações previstas no plano são: 1- Remanejamento dos miniônibus do serviço alternativo. Dos 360 veículos do serviço, 70% vão operar normalmente em suas linhas e os 30% restantes serão remanejados para atender às linhas do serviço convencional (ônibus), conforme orientação da EMDEC; 2- As linhas dos serviços Seletivo e Corujão vão operar durante o dia todo, com tarifa de R$ 2,30 e permissão para o transporte de passageiros em pé; 3- Após negociação com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), foi definido que as linhas metropolitanas vão operar sem redução de frota no entre-pico; 4- Os veículos dos serviços de táxi, fretamento e escolar estão autorizados a fazer “lotação”. O valor da corrida será negociado entre o motorista e cada passageiro; 5- Os veículos dos serviços Seletivo e Corujão, além de táxis, escolares e fretados, têm permissão para rodar nos corredores de ônibus; 6- Para garantir a operação do PAI-Serviço, seus veículos terão ponto de partida da sede da EMDEC, à Rua Dr. Salles Oliveira, 1028, na Vila Industrial. Assim, a EMDEC vai garantir que o usuário possa realizar consultas e compromissos que, em alguns casos, foram há meses agendados; 7- Por medida de segurança, apenas os terminais Central e Mercado estarão abertos. Os demais terminais urbanos permanecerão fechados e suas linhas vão circular ao redor deles; 8- A Guarda Municipal e a Polícia Militar foram acionadas para garantir a segurança nos terminais urbanos e garagens das empresas; 9- A EMDEC estará com um efetivo de 100 agentes por turno nas ruas para orientação à população; 10- A EMDEC incentiva a adoção, sempre que possível, da “carona solidária” entre vizinhos e colegas de trabalho; 11- Toda operação será coordenada a partir da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp). Stephan Campineiro




