No segundo dia da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) assistiram a palestra sobre estresse, ministrada pelo homeopata Douglas Haddad (Unimed).
Apresentando slides didáticos, Haddad definiu o estresse – “conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa e outras, capazes de perturbar-lhe a homeostase (equilíbrio)”. O termo foi emprestado da física (designa desgaste e tensão de materiais) em 1936, pelo médico endocrinologista Hans Selye.
Haddad listou suas causas, desde as pequenas contrariedades cotidianas (competição, desorganização, falar em público etc) até acontecimentos cotidianos vitais (paixão, matrimônio, separação, dívidas, ganhos reduzidos, problemas legais etc), além de fatos extraordinários que nos põem em alerta.
Alerta que, por sinal, é a primeira das três fases do estresse – fase positiva, com liberação de adrenalina para uma melhor resposta. Em seguida vêm resistência (caracterizada por produtividade reduzida, cansaço, o corpo buscando restabelecer equilíbrio) e exaustão (aumento da ansiedade, alteração no equiíbrio emocional, consequente adoecimento).
“É necessário que o organismo tenha a capacidade de se adaptar às mudanças. O processo de estresse contribui para este ajuste”, destacou Haddad. “Mas temos dois caminhos: ou você se adapta ou entra em exaustão, ficando doente”.
Controlá-lo é complexo, depende de cada indivíduo. Soluções como melhor organização, reservar tempo para si mesmo, buscar equilíbrio entre trabalho e lazer podem ser mais imediatas que reduzir compromissos, trabalhar no que dá prazer ou desdobrar potencialidades. Autoconfiança, autocontrole e conscientização são palavras-chave.
Especialistas trabalham o estresse de forma multidisciplinar. Sugere-se, para evitá-lo ou amenizá-lo, alimentar-se saudavemente, buscar momentos de prazer, dormir bem, fazer atividades físicas e repensar as atitudes em diferentes situações.
Douglas Haddad mostrou quão essencial é identificar os fatores estressores, aumentar nossa resistência pessoal a eles e, quando possível, eliminá-los.
Obesidade
À tarde, houve palestra ensinando sobre boa alimentação e obesidade, com o médico pediatra Carlos Alberto Avancini Almeida (Unimed).
A doença tornou-se um grande problema no Brasil, sendo que, entre 2006 e 2012, obesos ou com sobrepeso passaram de 43,1% para 48%, em sua maioria homens (52%).
Segundo o pediatra, 32% dos homens estão acima do peso em Campinas, enquanto as mulheres representam cerca de 25% desta parcela da população. A obesidade pode desencadear outras patologias, como câncer, diabetes e problemas nos sistemas respiratório e circulatório.
Os maiores vilões são alimentos excessivamente gordurosos e que têm muito açúcar. Problemas genéticos e o ambiente no qual as crianças evoluem contribuem para a piora da situação. “Uma parte das mães que chega à clínica dizem que seus filhos comem pouco. E realmente comem pouco, mas este pouco é extremamente calórico”, alerta.
Sobre as dietas, o médico ressaltou que funcionam apenas no curto prazo. Para uma vida saudável é necessário ter a alimentação balanceada e também fugir do sedentarismo.

10/06/2026/
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