A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) sediou nesta quarta e quinta, 12 e 13 de novembro, o último encontro do Curso “Educação para Mobilidade”, que forma professores para multiplicarem os conhecimentos sobre mobilidade urbana em suas escolas. Participam do curso professores de ensino Infantil, Fundamental, Médio e Especial, das redes municipal, estadual e privada. Neste último encontro, estiveram presentes 55 professores, que apresentaram as atividades desenvolvidas com seus alunos sobre os temas debatidos durante o ano, tais como a cultura do automóvel vigente na atualidade e o incentivo ao uso do transporte coletivo e outros meios alternativos como a bicicleta; cidadania; e o impacto da mobilidade sobre o meio ambiente, entre outros. Cada professor expôs os objetivos das atividades que realizaram durante o ano, as estratégias utilizadas, as facilidades e dificuldades encontradas e os resultados atingidos. Após os debates, foi realizada uma exposição dos trabalhos trazidos à EMDEC, também aberta aos colaboradores da empresa. O assessor de Desenvolvimento e Educação da EMDEC, Marcos Roberto Perucci, parabenizou os professores pelo trabalho realizado durante o ano e falou sobre os planos do curso de formação “Educação para Mobilidade” para o próximo ano. A principal novidade do curso será uma parceria com as universidades da cidade. “Queremos aproximar mais a universidade da sala de aula”, disse Perucci. Além disso, a EMDEC pretende atrair professores de outros municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) para participar do curso. “Pelo tamanho e importância de Campinas, já somos referência em políticas de mobilidade. Queremos que esse trabalho tenha impacto, a longo prazo, sobre toda a RMC”, afirmou Perucci. Opiniões A professora Carminha Matos de Oliveira, uma das presentes no encontro do curso de formação, disse que quase desistiu de trabalhar com seus alunos temas sobre mobilidade urbana, porque se sentia desesperançada ao ver que os problemas no trânsito, como acidentes e agressividade dos motoristas, persistem. “Trabalhei num projeto de horta, no qual os alunos plantavam e eu via o resultado imediato. Neste projeto de mobilidade, é mais difícil, você não consegue enxergar os resultados tão rapidamente”, comentou a professora, que leciona na EMEF Violeta Dória Lins, na Vila Rica. Mas ela conta que reviu seu pensamento quando percebeu que algumas atitudes no trânsito têm mudado, como o uso de cinto de segurança, por exemplo: “Assim como eu não achava que todas as pessoas fossem usar o cinto de segurança, mas hoje usam, acho que meus filhos vão ver o resultado do trabalho que estamos fazendo. Acho que esse trabalho precisa ser feito desde cedo com as crianças e, assim, teremos ganhos no futuro”. O professor Pedro Gomes, da EE Carlos Alberto Galhiego, um dos poucos homens que freqüentam o curso de formação, também acredita que o trabalho de conscientização promovido pelos professores multiplicadores terá impacto daqui a alguns anos. “Em alguns assuntos, noto que as crianças não incorporaram ainda o que aprenderam. Às vezes, vejo as crianças atravessarem correndo a avenida John Boyd Dunlop (onde fica a escola). Mas na questão ambiental, já notei diferença: alguns alunos passaram a ir para a escola com veículos não-motorizados”, conta. O professor se mudou de São João da Boa Vista para Campinas neste ano e conta que o trabalho de educação de trânsito da EMDEC nas escolas foi o primeiro que conheceu na sua carreira, que já passou por várias cidades. “Tive um pouco de dificuldade em trabalhar o conteúdo do curso com os alunos, porque temos um cronograma apertado de matéria para cumprir. Mas consegui pensar em trabalhos para eles fazerem, para poder desenvolver o projeto de mobilidade e acho que está valendo a pena”, afirmou. Caroline Voigt

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



