Com objetivo de conhecer dados sobre a atividade de moto-frete no município e, por consequência, construir um banco de informações sobre a frota do serviço, tipos e números de motos utilizadas, para elaboração de políticas para reduzir os acidentes de trânsito com este segmento e também elaborar legislação para essa atividade, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas/Secretaria de Transportes – Setransp fará o cadastro provisório dos motociclistas que executam esse serviço. O serviço de moto-frete é realizado por motociclistas que executam entrega e coleta de pequenos volumes e documentos, utilizando a motocicleta como instrumento de trabalho direto. O cadastro terá início a partir de 16 de setembro e poderá ser feito até 30 de março de 2007, e foi determinado em Resolução da Secretaria de Transportes, publicada no Diário Oficial do Município, desta quinta-feira, dia 17 de agosto. Muito além do cadastro A resolução prevê ainda que a EMDEC coordene ações de orientação nas áreas de direção defensiva, comportamental e de cidadania, com certificação que resultará na emissão de uma Carteira de Cadastro Provisório de Motociclista – Motoprof. Nesta carteira, a proposta é incluir o tipo sanguíneo do profissional para facilitar o atendimento médico, em caso de acidentes. Documentação necessária Para o cadastro, os motociclistas profissionais deverão apresentar cópias do comprovante de endereço, carteira de habilitação – CNH – na categoria A, documento de identidade (RG), duas fotos coloridas recentes e iguais, exame laboratorial de tipagem sanguínea e certificado de registro de licenciamento da moto (CRLV). O cadastro acontecerá de segunda a sexta-feira, na Sede da EMDEC, na Rua Sales de Oliveira, 1028, na Vila Industrial. O horário de atendimento será das 8 às 16h30. Os motociclistas deverão recolher taxa no valor de 12 UFICs, o correspondente a R$ 20,00, para participar de todas as fases do cadastro, inclusive nas ações de orientação. Acidentes com motos Segundo a EMDEC, os acidentes envolvendo motociclistas aumentaram 39,6% em 2005. Foram 3.068 ocorrências no ano passado, contra 2197 acidentes em 2004. A mortalidade nesse segmento é predominantemente jovem, atingindo, sobretudo, a faixa etária dos 20 aos 29 anos. Campinas registrou 88 mortes no trânsito em 2005, e deste total, 31 vítimas fatais eram motociclistas. O crescimento de mortes neste segmento subiu 47,6%, uma vez que em 2004, foram 21 mortos entre os ocupantes de motos. Outro fato preocupante, neste processo, é que a frota de motocicletas cresceu 53% nos últimos seis anos, saltando de 39.913 para 60.861. A taxa média de crescimento dessa frota é de 9% ao ano em Campinas. Hoje, a frota de motocicletas representa 12% da frota geral de veículos na cidade. Denise Pereira




