A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) adotou uma nova medida para evitar que motos que são leiloadas como sucata, sejam reaproveitadas para o cometimento de crimes. Após o leilão, antes da entrega para o comprador, os veículos têm o chassi cortado. A iniciativa impede que a moto volte a circular.
A nova medida é inédita no município. No último leilão de veículos apreendidos no Pátio Municipal, em dezembro do ano passado, foram comercializadas 500 motos. Antes da entrega aos arrematadores da peças, as motos são serradas.
“Essa é uma medida simples, mas que pode ajudar no combate à criminalidade. O veículo impedido de circular, de ser usado de maneira inadequada, é uma ferramenta a menos que a criminalidade dispõe. Estamos fazendo com que esses veículos leiloados sejam apenas usados como sucata, para a revenda de peças”, afirma o gerente do Pátio, Fernando Pena.
Muitas motos são leiloadas como sucata, mas estão em bom estado de conservação. O baixo custo dos lotes, em torno de R$ 300,00, acaba sendo um atrativo. E a falta de documentação do veículo não intimida o criminoso. Estudos apontam que uma moto leiloada que volta a circular, pode ser utilizada no cometimento de até três delitos.
Esse novo procedimento adotado pela Emdec, juntamente com o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP), por meio da 7ª Circunscrição Regional de Campinas (Ciretran), também foi aprovado pela Delegacia Seccional de Polícia de Campinas. A medida agora é efetiva para os próximos leilões. A expectativa é de que um novo leilão de veículos do Pátio seja realizado em fevereiro, com previsão de 821 lotes. Emdec e Detran definem o cronograma de leilões para esse ano.

10/06/2026/
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