Lançada pelo prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos na última terça-feira como mais uma iniciativa da Administração Municipal na busca pela redução dos acidentes de trânsito em Campinas, a Campanha de Combate à Violência no Trânsito começa a ser divulgada nesta sexta-feira, 23 de outubro. A campanha contempla mídias como televisão (veiculação na EPTV, TV Band e TVB – por uma semana), 20 pontos de outdoor, jornais (veiculação no Correio Popular, Notícias Já e Diário do Povo), cinco pontos de frontlight e terá, ainda, ações presenciais em bares, com atuação também na periferia. O mote da campanha, idealizada pela Que Comunicação, é “Estatísticas se cruzam. Motoristas alcoolizados também. Nunca dirija depois de beber”, numa alusão aos números que apontam que os acidentes em Campinas estão focados no tripé motos, motoristas alcoolizados e público jovem – segmentos mais vulneráveis à acidentalidade e mortalidade no trânsito. “Esta é a campanha mais impactante realizada pela EMDEC em sua história. E tem que ser assim, porque a bebida leva a acidentes mais fortes e pesados, com consequências gravíssimas”, afirmou o secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt. E completou, “vamos buscar a ajuda dos meios de comunicação, na divulgação das estatísticas, para revertemos esses números”. De acordo com dados da EMDEC, de 1995 até 2008, a frota de motos cresceu 241,1% em Campinas, passando de 27 mil para mais de 92 mil veículos. Das 138 vítimas fatais no ano passado, 68 eram ocupantes de motos e outros 17 foram atropelados por motocicletas. Ou seja, as motocicletas estiveram envolvidas em 62% das ocorrências fatais. Entre os motociclistas mortos, o grupo predominante é jovem, com faixa etária de 18 a 29 anos – que representa 57,3% das vítimas. Nos acidentes fatais, 87% das vítimas são homens. Além disso, quase a metade das vítimas fatais que teve a dosagem alcoólica analisada em 2008 apresentou índices superiores aos permitidos pela legislação. Conta impagável Com os números da violência no trânsito em 2008, que contabilizaram 1843 acidentes para cada 100 mil habitantes em Campinas, o município teve prejuízos de mais de R$ 149 milhões, sendo que apenas com as mortes no trânsito foram gastos cerca de R$ 20 milhões. Os cálculos são feitos com base em estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que, em 2003, estimou valores dos acidentes sem vítima (R$ 3.262,00), com vítimas e atropelamentos (R$ 17.460,00) e com vítimas fatais (R$ 144.478,00) para regiões metropolitanas do Brasil. Esses prejuízos envolvem as perdas mensuráveis como dias de afastamento, hospitalização, medicamentos, tratamentos, fisioterapia dos acidentados, equipamentos públicos abalroados como placas, postes, semáforos, pessoal envolvido nos atendimentos e socorro, os danos previdenciários, com veículos, seguradora etc. Mas os números não expressam valores que não podem ser pagos, como a desestruturação de famílias pela perda de vidas ceifadas muito cedo. Denise Pereira e Márcio Souza

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



