No segundo depoimento do dia na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Municipal, que investiga os contratos de radares em Campinas, nesta segunda, dia 1º de agosto, o supervisor de Fiscalização, Laércio Omito, classificou como “totalmente infundadas” as denúncias de pressão para ampliar o número de multas na cidade.
Laércio, que ingressou na Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) em 1991, passou a encarregado de trânsito em 1995, prestou concurso público em 2003 e chegou à Supervisão de Fiscalização de Trânsito em 2006.
O supervisor foi o segundo a desmentir qualquer denúncia de existência de produtividade de multas na EMDEC. Também esclareceu que em relação à definição de Horas Extras, sempre foi garantida a oportunidade para a realização das horas extraordinárias por todos os agentes que se manifestassem disponíveis para esse trabalho.
Quanto a qualquer tipo de cobrança aos agentes, Laércio esclareceu que a única exigência da empresa é quanto ao bom atendimento do munícipe e à realização do trabalho com responsabilidade nas vias.
Laércio foi ainda questionado sobre a advertência a um agente na Ciclofaixa de Lazer do Centro. Ele afirmou que o agente Elton foi advertido porque se recusou a utilizar as bandeirolas, que servem para reforçar a sinalização para os ciclistas e segurá-los na fase vermelha dos semáforos.
Vereadores da Comissão também indagaram se as ciclofaixas traziam problemas e pressão aos agentes. Sobre a questão, o supervisor informou que a operação da ciclofaixa é administrada com bastante tranquilidade.
Já em relação ao controle das multas, o supervisor esclareceu que existe uma Gerência de Processamento que responde pelo controle.
O supervisor falou durante 40 minutos à CPI dos Radares e, durante todo o depoimento, disse que nunca ouviu boatos e que nenhum agente reclamou desse tipo de pressão na empresa. Ele ressaltou, ainda, que uma parte da população pensa dessa forma, mas trata-se de posição equivocada.




