O início de operação do trem de alta velocidade (TAV) Campinas-São Paulo-Rio até a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, é um sonho possível. A avaliação é de uma missão da Coréia do Sul que esteve em Campinas nesta sexta-feira, 22 de agosto, e apresentou a representantes da Prefeitura um estudo de viabilidade de implantação do projeto. O encontro aconteceu na Sala Azul do Paço Municipal. Integrantes do ministério dos Transportes e do Instituto de Pesquisas Ferroviárias do Governo da Coréia do Sul, além de representantes de dois gigantes do setor privado daquele país, a Hyundai (automobilística) e a Posco, quarta maior siderúrgica do planeta, participaram da missão sul-coreana. O grupo da Coréia do Sul é apenas um dos interessados em participar do processo licitatório para implantação do TAV Campinas-São Paulo-Rio, que está sendo elaborado pelo Governo Federal. No primeiro semestre deste ano, um grupo japonês já havia apresentado seus estudos à Prefeitura. Grupos da França, Itália, Alemanha e Espanha também estão na disputa. No momento, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desenvolve um estudo de viabilidade para implantação do projeto e, ainda em setembro, o órgão federal deverá divulgar informações mais detalhadas sobre o traçado previsto e a demanda estimada de passageiros. A previsão do Governo Federal é que o edital da concessão de construção e operação do trem-bala seja publicado em janeiro de 2009 e o processo, com a definição do consórcio que será responsável pela implantação do projeto, esteja concluído ainda no primeiro semestre de 2009. “Este projeto é possível e vai ser realizado. Apesar dos prazos apertados, os estudos que temos visto apontam que ele tem totais condições de ser implantado até a Copa de 2014”, disse o secretário municipal de Transportes, Gerson Luis Bittencourt. O estudo sul-coreano De acordo com o estudo apresentado pela missão sul-coreana, estações intermediárias no percurso de cerca de 520km entre Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro seriam implantadas para que o TAV possa atingir o maior número de passageiros e explorar também seu potencial turístico. Essas estações seriam construídas nas cidades de Jundiaí, Guarulhos, São José dos Campos, Taubaté, Aparecida do Norte, Resende e Volta Redonda. Junto às estações, o consórcio também poderia explorar as áreas de seu entorno empreendimentos como hotéis, centros de convenções ou conjuntos residenciais de alto padrão. A exploração destes serviços permitiria a definição de um valor de tarifa competitivo para estimular o uso do TAV. Já o modelo de trem a ser utilizado no TAV Campinas-São Paulo-Rio seria o do trem KTX-II, que já opera na Coréia do Sul. Somente no trajeto Campinas-São Paulo, o trem teria capacidade de atingir velocidade de 220 km/h, vencendo a distância entre as duas cidades em menos de 30 minutos. Integração multimodal Outro ponto de destaque no estudo apresentado pela missão sul-coreana é a integração entre modais já existente em Campinas. No Terminal Multimodal de Passageiros Ramos de Azevedo, há uma área reservada para receber a estação do TAV. Desta forma, os moradores de outras cidades poderiam desembarcar na Rodoviária e fazer a integração com o trem para o Aeroporto de Viracopos e demais cidades atendidas no percurso. Com relação ao ponto inicial das viagens em Campinas, o grupo deixou claro: as partidas podem ser feitas do complexo multimodal, atendendo na seqüência a Viracopos, ou de Viracopos para o terminal. Stephan Campineiro

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



