O secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), André Aranha Ribeiro, participou nesta semana, em Brasília, do Seminário Nacional 2012 – A Nova Mobilidade Urbana, promovido pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), com apoio da EMBARQ Brasil.
Representantes do setor discutiram a aplicação da Lei Nº 12.587 (Lei de Mobilidade Urbana), que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A Lei entrou em vigor na primeira semana de abril.
O objetivo é integrar diferentes modos de transporte e melhorar a acessibilidade e a mobilidade de pessoas e cargas nos municípios.
Entre as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, incluem-se a integração com políticas de habitação, saneamento e planejamento; a prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado; o incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico; e o uso de energias renováveis e menos poluentes.
No seminário – realizado terça-feira, dia 28, e quarta-feira, dia 29 –, houve uma homenagem aos 25 anos do vale-transporte obrigatório.
A Lei de Mobilidade Urbana permite adotar a restrição de circulação em locais e horários predeterminados (como na cidade de São Paulo, por exemplo); estipular padrões de emissão de poluentes; aplicar tributos pela utilização da infraestrutura urbana; dedicar espaço exclusivo a serviços de transporte público coletivo e modos de transporte não motorizados; e restringir a circulação de cargas, entre outros instrumentos.
Campinas
As diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana vêm sendo contempladas na cidade. O desenvolvimento do Sistema de Transporte Público de Campinas (Sistema InterCamp) – hoje com 1.243 ônibus, sendo 523 acessíveis – e a futura implantação dos corredores exclusivos do BRT (Bus Rapid Transit) atestam a prioridade do transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado.
Aumentar a taxa de ocupação dos veículos (mais pessoas nos veículos), reduz a frota circulante e os custos ambientais. Por sinal, o uso do diesel S-50 e o incremento de 5% de biodiesel no combustível da frota do Sistema InterCamp são medidas que aplacam a emissão de poluentes.
Já o Plano Cicloviário tem como objetivo estratégico incentivar o uso da bicicleta enquanto meio de transporte, contribuindo para o desenvolvimento da Mobilidade Urbana sustentável. A meta é atingir mais de 100 km de ciclovias e ciclofaixas até meados de 2016, priorizando modos de transporte não motorizados.
“Campinas possui uma das mais altas taxas de motorização do país, hoje no patamar de 1 veículo para cada 1,39 habitante. Para tirar parte desses veículos das ruas, são necessários investimentos em transporte público coletivo eficiente, de qualidade, confiável e, acima de tudo, seguro”, comentou o secretário de Transportes, André Aranha Ribeiro.
Segundo Aranha, um município bem planejado necessita de um bom controle urbanístico, com escala humanizada. Não seria racional ocupar grandes áreas somente com moradias ou empreendimentos comerciais, deixando pouco espaço para o viário, para as pessoas e o transporte coletivo.
“As vias devem ser acessíveis, arborizadas e adequadas para o compartilhamento do espaço, proporcionando segurança e prazer nos deslocamentos a pé ou de bicicleta. Tem que haver estímulo para essas formas de pequenos deslocamentos. Outro detalhe importante é que as regiões, bairros, loteamentos e condomínios devem contar um mix de empreendimentos, não sendo necessário os moradores realizarem grandes deslocamentos para estudo, trabalho ou lazer”, conclui o presidente da EMDEC.
Colaborou Márcio Souza

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



