Durante a segunda mesa de debates do 1º Fórum Paulista de Transporte Escolar, os palestrantes Celso Adelino Ferreira (gerente de Planejamento de Transporte da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), Rogério Crantschaninov (presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos) e Jair Alexandre Gonçalves (chefe da Divisão de Cadastro e Processamento da Secretaria de Transporte e Trânsito de Guarulhos) apresentaram ações exitosas de suas cidades, em relação ao serviço.
A palestra foi aberta por Celso Ferreira, que falou sobre Fiscalização e Inspeção Veicular. Em 2009, foram realizadas pela EMDEC 3.276 fiscalizações de escolares, sendo 3.186 em cadastrados na cidade; e 90 de clandestinos. Essas fiscalizações geraram 106 notificações. Com as fiscalizações, 16 escolares foram autuados; e 17 clandestinos autuados e apreendidos no Pátio. A maior parte das ocorrências foi por excesso de passageiros.
O gerente da EMDEC também apresentou algumas dificuldades que a empresa enfrenta com relação ao serviço, como a legislação antiga que rege o setor e a presença do monitor não ser obrigatória nos veículos.
Para a categoria, foram listados alguns problemas, como a pequena participação dos membros nas atividades do setor, dificuldades dos autônomos em substituir os veículos quebrados e a dupla vistoria, realizada pela EMDEC e pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).
Ao final da palestra foram apresentadas algumas propostas, como limitar o número de transportadores, a padronização nacional dos veículos e a obrigatoriedade de apenas uma vistoria.
“Este tipo de encontro é importante para identificar quais as dificuldades que operadores e gestores enfrentam com o transporte escolar e propor soluções conjuntas para a resolução desses problemas”, ressaltou Celso.
Transporte Solidário
O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos, Rogério Crantschaninov, falou sobre Educação e Transporte Escolar. Ele apresentou a experiência do Transporte Solidário, no município, que incentiva o uso do transporte escolar para atender às crianças de escolas particulares. As escolas públicas já são atendidas por ônibus da Prefeitura.
Santos tem cerca de 450 mil habitantes e 270 mil veículos. Ou seja, uma taxa de motorização (quantidade de habitante por veículo) de 1,6. E esses veículos circulam num espaço de 39 km². Para diminuir a quantidade de veículos particulares nas vias, principalmente nos horários de pico, a Prefeitura incentiva o uso, pelos alunos, do transporte escolar e de ônibus seletivos.
Para que os serviços fossem mais atrativos, uma série de medidas que envolvem a capacitação dos condutores foram tomadas, como curso de qualificação, relação com clientes, acesso à informação sobre tráfego e uniforme especial para condutores. O Transporte Solidário esta baseado em três pilares: veículos escolares; transporte em ônibus seletivos; e carona solidária.
“Cada carro que nós conseguimos retirar das ruas representa um ganho na qualidade da Mobilidade Urbana do município e a oferta de serviços diferenciados para o público estudantil deve ser olhada como uma oportunidade para a conquista de novos clientes pelos prestadores do serviço”, destacou Rogério.
Importância do monitor
O chefe da Divisão de Cadastro e Processamento da Secretaria de Transporte e Trânsito de Guarulhos, Jair Alexandre Gonçalves, falou sobre Veículos de Transporte Escolar.
Em Guarulhos, por Lei Municipal, os veículos do transporte escolar devem ter monitores. Nos veículos que transportam crianças com idade até 7 anos, a presença do monitor é obrigatória. Já nos veículos que transportam crianças acima de 7 anos, a presença do monitor é opcional.
O monitor deve ser maior de 16 anos. Ele é responsável por garantir a ordem e a segurança dos alunos durante as viagens.
O município também tem atenção especial com os veículos, que passam por, no mínino, quatro vistorias anuais. Sendo cinco no máximo. A idade média da frota é de sete anos. São 1.239 veículos cadastrados, que utilizam o biodiesel como combustível principal. Os veículos têm idade máxima para operação, sendo 9 anos para Kombi e Van; 12 anos para micro-ônibus; e 15 para ônibus.
“Esta troca de experiências é importante para que cada município tenha a oportunidade de apresentar trabalhos que geram resultados positivos; e, ao mesmo tempo, aprender com o que é feito de bom nas outras cidades”, afirmou Jair.

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



