“O estímulo visual foi muito forte e, por ser inusitado, fez com que os alunos prestassem muita atenção no que estavam vendo”. Foi assim que a professora de Educação Artística Cláudia Coelho de Souza resumiu a reação dos estudantes após a visita ao ônibus “Carne”, exposto nesta sexta-feira, dia 22, no Balão do Castelo. O grupo, composto por 50 alunos do Ensino Médio do colégio Aníbal de Freitas, foi o primeiro a conhecer o projeto Arte Passageira “Carne”, da artista plástica Carmela Gross. O ônibus-obra, que é revestido por fora e por dentro com tecidos e adesivos em tons avermelhados, foi trazido para a cidade especialmente para integrar as atividades da Jornada Internacional “Na cidade sem meu carro”. Algumas escolas da cidade agendaram visitas durante todo o dia, mas o ônibus está aberto ao público e poderá ser visto até às 17 horas desta sexta. “Achei interessante porque tive a sensação de que o ônibus estava cheio. A impressão é semelhante a que tenho quando pego um ônibus comum lotado”, relatou Júlio César Maia, aluno do 2º ano do Ensino Médio, que ainda descreveu a sensação de ardor nos olhos ao sair do “Carne”. Mayara Pita Salvini, também do 2º ano, mostrou alívio ao sair do carro. “Eu senti calor, sufocamento, desespero. Nunca tinha participado de uma exposição assim”. De acordo com as educadoras do Centro Universitário Maria Antônia, da Universidade de São Paulo (USP), responsáveis pela exposição, esse tipo de sensação é comum. A professora Cláudia Coelho de Souza afirmou que já desenvolve com os alunos um trabalho relacionado à Arte Contemporânea e que a visita ao “Carne” terá uma continuidade, com reflexões em sala de aula. Ana Carolina Bertho




