Cerca de 160 alunos de duas escolas de Campinas terão um dia especial nesta terça, dia 24 de agosto. São estudantes da Escola Estadual Felipe Cantusio e do Colégio São José que ganharam um passeio exclusivo na Maria Fumaça. 80 alunos de cada escola trocarão as aulas pelo passeio, a partir das 8h30.
O passeio foi garantido pela ampla participação no Concurso de Segurança e Educação no Trânsito – 2010, promovido anualmente pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC). As duas escolas apresentaram o maior número de trabalhos no concurso na modalidade aluno.
O Colégio São José participou no Concurso com 264 trabalhos e a Escola Estadual Felipe Cantúsio, com 167.
O Concurso Sedutran recebeu no total 1.335 trabalhos em 2010 – um aumento de 159% em relação ao ano anterior.
Os alunos serão acompanhados pelos professores e por uma equipe da EMDEC. A volta aos colégios está prevista para as 12 horas.
Os alunos percorrerão os trilhos da Estação Anhumas à Estação Tanquinho, num percurso estimado em 1h30.
Saiba Mais sobre a Maria Fumaça –
Fundada em 1872, a Cia. Mogiana de Estradas de Ferro inaugurou o primeiro trecho – Campinas / Jaguary – (hoje, Jaguariúna), em 3 de maio de 1875, contando com a presença do Imperador D. Pedro II.
Em seu passeio completo, a Maria Fumaça percorre seis estações: Anhumas, Pedro Américo, Tanquinho, Desembargador Furtado, Carlos Gomes e Centro Cultura (Estação Jaguariúna).
Conheça algumas curiosidades sobre o nome das estações:
Anhumas
A Estação de Anhumas recebeu a mesma denominação da fazenda onde se situava, cuja origem faz referência a uma ave pantaneira.
Esta era a principal Estação depois da Central e da Estação Guanabara, ambas em Campinas; e recebia a sobrecarga da última. A Estação original localizava-se a 200 metros da atual, inaugurada em 12/10/1926.
Pedro Américo
Seu nome é uma provável homenagem ao autor do quadro que retratou a Independência do Brasil. Esta Estação situa-se na Fazenda São José e está implantada em um Talude, paredão que caracteriza o objetivo de escoamento do café. A Estação retificada foi reinaugurada em 12/10/1926.
Tanquinho
Esta Estação caracteriza-se por ser a única a ter uma linha destinada à lavagem dos vagões que transportavam gado. Seu nome, provavelmente, originou-se dos dois tanques d"água existentes no local. Assim como Pedro Américo, a Estação Tanquinho foi construída com a frente para um talude que favorecia o embarque do café.
A Estação Tanquinho está localizada na Fazenda Santa Maria, onde hoje ainda é possível ver o trecho de linha anterior à retificação (1926). É considerada de relevante interesse histórico.
Desembargador Furtado
Esta Estação recebeu o nome de um dos proprietários da Fazenda Duas Pontes. A referida fazenda chegou a ser a maior produtora de café da região. Seu prédio encontra-se em condições relativamente precárias, pois, por ocasião do desmonte, foi a mais prejudicada: foram retirados os arcos da plataforma, os pontilhões e as três linhas do pátio, tendo sido recuperada apenas uma.
Nesta Estação, a Cia. Mogiana mantinha uma colônia de ferroviários que trabalhavam na manutenção do trecho e da ponte sobre o Rio Atibaia. Aí foi construída, também, a primeira escola de sericultura do país com vistas à aplicação da tecnologia da seda no tratamento do algodão. Este prédio, em estilo neoclássico, encontra-se hoje em abandono.
Entretanto, o conjunto, com a Estação e a Colônia, compõem um acervo significativo.
Na sede da antiga fazenda está instalado o Hotel Fazenda Solar das Andorinhas.
Carlos Gomes
A Estação Carlos Gomes, uma das maiores do trecho, tinha o pátio equipado com cinco linhas, sendo quatro para o embarque do café e uma com plataforma para embarque de pedras e gado.
No período anterior à retificação esta parada situava-se junto à Fazenda Santa Rita do Mato Dentro, onde se originou o povoado hoje conhecido como Carlos Gomes Velho. Com a retificação (1929) e o deslocamento da linha, repetiu-se o assentamento de famílias junto à Estação, nascendo então o Bairro de Carlos Gomes Novo. Nesta Estação estão instaladas as oficinas de restauro da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária).
Centro Cultural (Estação Jaguariúna)
A estação de Jaguariúna foi inaugurada em 1945, para substituir a antiga estação de Jaguari, desativada na mesma época, por ter ficado fora do leito com a construção da variante Guanabara-Guedes. Recebeu o novo nome por determinação do Conselho Nacional de Geografia, que alterou o nome da cidade, de Jaguari para Jaguariúna. Dali, como na da velha Jaguari, saía o ramal de Amparo, desativado em 1967.
A estação de Jaguariúna foi desativada em 1977, com o fim do tráfego na linha, causado pela construção da nova variante Boa Vista – Guedes. Uma nova estação, a terceira da cidade (Jaguariúna-Fepasa), foi, então, construída fora da área urbana. A velha estação foi, entretanto, reativada em 1981, para servir como estação de passageiros, terminal e também como depósito de locomotivas e vagões para o trem turístico da VFCJ.
Em 1985, um novo planejamento urbano, elaborado pela Prefeitura de Jaguariúna, levou à retirada dos trilhos, a partir da ponte sobre o rio Jaguari, e à conseqüente remoção das locomotivas e vagões, de seu pátio para a estação Carlos Gomes, sendo que, em Jaguariúna, o passeio de maria-fumaça passou a ter como ponto de embarque e desembarque uma estação pequena, construída provisoriamente. Paralelamente, em 1992, o prédio desativado da antiga Estação Jaguariúna foi restaurado e adaptado para se transformar em Centro Cultural.
Em outubro de 2006, os trilhos foram implantados novamente concluindo o trajeto de Anhumas ao Centro Cultural de Jaguariúna.
Fonte: Prefeitura Municipal de Jaguariúna




