Os acidentes de moto no país somaram dez mil mortos, mais de 500 mil feridos e um gasto de R$ 8 bilhões no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito. Nos últimos dez anos, o número de mortes aumentou 1.000%. A cada minuto, uma pessoa morre ou fica ferida por causa de acidentes envolvendo motocicletas. Muitas das vítimas não usam equipamentos de segurança e nem fazem idéia dos estragos que um acidente pode causar. Quando um motociclista cai de sua moto, o asfalto vira uma lixa no atrito com a pele. E quanto maior for a velocidade da moto, pior para o condutor. O professor de física Beraldo Neto faz o cálculo: se o piloto estiver a 60 km/h, ele poderá deslizar entre 20 e 30 metros na queda, dependendo do tipo e das condições da pista. Cair de moto a 36 km/h equivale a uma queda de segundo andar de um prédio. Se o motociclista estiver a 72 km/h e cair, será o mesmo que ele despencar do sexto andar. Já para os pilotos de corrida, que podem se acidentar a 140 km/h, a queda é igual à altura de um prédio de 26 andares. “No caso da moto, o próprio piloto é o pára-choque, ao contrário do carro, que tem amortecimento natural, por conta da lataria”, indica o professor. O motociclista Washington Silva sofreu um acidente de moto. Um carro na contramão atingiu a motocicleta em que ele viajava com um amigo. O amigo que aconteceu comigo e tomem posição para não acontecer com alguns deles também”, disse Silva. Os acidentes com motociclistas custam caro para o estado. Segundo o diretor do Hospital da Restauração do Recife, Hélder Corrêa, as vítimas de acidente ficam de três a quatro meses internadas. “Elas têm um custo social importantíssimo e um custo também financeiro elevado para o estado porque as orteses e próteses usadas para essas cirurgias são materiais caros”, explica Corrêa. Atualmente, em 14 estados brasileiros as mortes de motociclistas superaram as mortes de pedestres. As autoridades acreditam que dentro de dois ou três anos, no máximo, as vítimas de acidentes de motocicletas serão parte do principal grupo de morte dentro dos acidentes de trânsito. Em Campinas A tendência do crescimento de ocorrências envolvendo motocicletas também é confirmada em Campinas. De acordo com levantamento realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), das 138 mortes registradas no trânsito da cidade no ano passado, 68 vítimas fatais (ou seja, quase a metade dos mortos no trânsito) eram ocupantes de motos; 29 ocupavam veículos e 41 eram pedestres. Em 2007, os ocupantes de motos que morreram no trânsito foram 42. Entretanto, entre os pedestres mortos em 2008, 17 foram atropelados por motocicletas – o que eleva a participação das motos nos acidentes com mortes para 85 vítimas, totalizando 62% do total das ocorrências fatais. Este fato é ainda mais agravado pela constatação que na distribuição dos veículos envolvidos nos acidentes, as motos representam 12%. Portanto, a participação parece pequena, mas a letalidade das ocorrências é alta. A questão da acidentalidade com este segmento ainda é mais preocupante em razão do crescimento desenfreado das motos nas vias. De 1995 até 2008, a frota de motos cresceu 241%, saltando de 27 mil para 92.108 unidades. Em 2008, a cada dia a cidade recebeu em suas vias mais 27,7 motos. Stephan Campineiro, com G1

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



