Autor: GILSON REI
Os dois amarelinhos que evitaram uma tragédia no Cambuí neste ano: Cleber Adriano de Oliveira e Márcio Wilian Zampoli, receberão a medalha Arautos da Paz nesta terça-feira, 26 de novembro, às 20h, no plenário “José Maria Matosinho” da Câmara Municipal (Avenida Engenheiro Roberto Mange, 66 – Ponte Preta).
Os agentes da Mobilidade Urbana da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) alertaram sobre a existência de uma grande erosão na Rua Gustavo Armbrust, bairro Cambuí, no dia 6 de junho, impedindo a circulação de pedestres e veículos na região e retirando veículos estacionados. Duas horas depois do alerta, houve um grande desmoronamento de terra que poderia ter causado mortes e danos materiais.

A medalha Arautos da Paz foi criada em setembro deste ano para homenagear cidadãos que se destacaram na cidade de forma exemplar no trabalho em defesa da vida e da paz.
O desmoronamento de terra ocorrido em uma obra de edifício no Cambuí, engoliu parte da Rua Gustavo Armbrust e da Praça Salim Jorge. O desastre só não teve danos maiores devido a atenção e rapidez dos agentes da Emdec, que faziam ronda no local na manhã do dia 6 de junho.
A Prefeitura em nota ressaltou que “a agilidade dos técnicos da Emdec foi fundamental para evitar um desastre com vítimas ou danos materiais”.
O secretário de Transportes e presidente da Emdec, Sérgio Benassi, elogiou também o trabalho dos agentes da Emdec, que evitaram uma tragédia com o desmoronamento. “Esta ação reforça o valor do trabalho dos agentes da Emdec para a cidade e como os amarelinhos são amigos da população”, avaliou. “A ação mostrou atenção e comprometimento dos agentes, que se tornaram heróis”, finalizou.
DESMORONAMENTO
Por volta das 8h30, o amarelinho Cleber Adriano de Oliveira passava com a viatura da Emdec pela Rua Gustavo Armbrust e detectou rachaduras no asfalto. Realizou imediatamente um bloqueio no acesso, pela Avenida José de Souza Campos (Norte-Sul). Em seguida, acionou o supervisor Márcio Wilian Zampoli, que confirmou a ação e determinou o fechamento de todo o entorno, bloqueando trechos das ruas Padre Almeida e Emílio Ribas, além de acionar os órgãos da Prefeitura.
“Se não tivéssemos feito o bloqueio, talvez o desmoronamento teria acontecido antes, por causa da trepidação da terra com a passagem dos carros”, analisou Oliveira, que tem 15 anos de experiências na função.
Às 9h10, todo o local estava isolado do tráfego de pedestres e veículos; e os agentes alertaram os proprietários de veículos estacionados sobre o perigo. Por volta das 10h30, houve o desmoronamento. “Ficamos muito felizes em ter podido ajudar as pessoas no local. Trabalhamos com gosto e estamos preparados para servir a sociedade”, afirmou Zampoli, que trabalha há 16 anos na Emdec.
Para o diretor de Operações, Edison Cunha, este é o papel do amarelinho, estar sempre atento para evitar problemas. “O agente não é o que está contra os motoristas, nem aquele que está com o talão de multa na mão, mas o que está dia e noite trabalhando pela mobilidade da cidade”.
O gerente de Fiscalização e Operações, Carlos Aparecido de Lima, destacou que “apenas 20% do trabalho do agente são de fiscalização. A maior parte de sua atenção está dirigida para educação e orientação no trânsito, prevenção e atendimento a acidentes e manter a cidade circulando”.
Depois de verificar a gravidade do acidente, o prefeito Jonas Donizette determinou o embargo imediato das obras e a criação de uma comissão para investigação dos motivos do desmoronamento.
O trânsito local foi desviado para a Norte-Sul, seguindo pelo Carlos Stevenson e uma equipe de agentes da Emdec continuaram monitorando, 24 horas, o local. Por medida de segurança, a Defesa Civil e a Secretaria de Urbanismo interditaram também três edificações no entorno.
No mês da ocorrência, os agentes foram homenageados pelo prefeito Jonas Donizette, com a entrega de uma placa de reconhecimento aos amarelinhos.

10/06/2026/
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