No terceiro dia da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o clínico José Messias Capranico Castilho (Unimed) palestrou aos funcionários sobre infarto.
A pressão alta é uma das principais causas – “assintomática, por isso traiçoeira”, segundo o médico. Ataques cardíacos acontecem quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é bloqueado por tempo prolongado. Uma parte do músculo cardíaco sofre danos ou morre.
No curso da atividade cardíaca, a pressão arterial muda ciclicamente. O valor máximo é durante a “expulsão” do sangue pelo coração (sístole). O mínimo, quando termina seu “período de repouso” (diástole). “O teto é 14 x 9. Acima disto trata-se de hipertensão”, explica José Messias. Esta condição aumenta desproporcionalmente o trabalho realizado pelo órgão.
A causa da maioria dos infartos é um coágulo sanguíneo que bloqueia nossa artéria coronária. Uma placa de colesterol pode se acumular na parede da artéria.
Por isso, o palestrante passou as seguintes orientações: manter o HDL (colesterol bom) alto, pois ele absorve os cristais de colesterol; aumentar a ingestão de gorduras monoinsaturadas (abacate, amendoim, azeite de oliva, óleo de palma etc); praticar atividades físicas; e não ingerir gorduras trans (frituras, margarinas, molhos de salada, alimentos processados etc).
Quanto aos execícios, José Messias disse que são sempre bem-vindos, sob supervisão médica, com progressão do esforço: “Estimular o fluxo sanguíneo e aumentar a circulação é benéfico. Coração é músculo, precisa trabalhar, senão atrofia”.
O cigarro deve ser abolido. “Um quarto (25%) dos infartos seriam evitáveis se as pessoas não fumassem”, alerta. “Não existe ataque cardíaco súbito, ele requer ‘anos de preparo’. É preciso buscar o equilíbrio, controlando fatores de risco como diabetes, hipertensão, níveis de lipídios no sangue e tabagismo”.
Diabetes
À tarde foi tematizada uma doença que nos últimos anos se alastrou massivamente na sociedade brasileira. A médica do trabalho Ana Helena Martins (Sansim Serviços Médicos) falou sobre o diabetes, que atinge 13,4 milhões de pessoas no Brasil. É o quarto país com maior número de diabéticos.
Silenciosa, a doença se caracteriza pela intolerância ou ausência de insulina no organismo, substância produzida no pâncreas que permite transformar glicose em energia. Acarreta problemas no sistema circulatório, nefrológico, coração e até mesmo disfunções sexuais.
Na segunda parte da apresentação, entrou em foco o alcoolismo. O problema se faz presente em 12% da população nacional. Cada vez mais cedo há o contato de jovens com a bebida, sendo que 15% afirmam ter consumido bebidas alcoólicas antes dos 11 anos. A propaganda, falta de diálogo no ambiente familiar e os excessos são apontados como principais culpados no aumento do número de alcoólatras.

10/06/2026/
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