A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) reforça a importância de se prevenir no trânsito, neste período de festas de fim de ano, com uma campanha que sensibilizou a sociedade em 2011: “A bebida nos confunde. Se beber, não dirija!”.
O objetivo unir esforços na conscientização contra a violência no trânsito e na redução dos acidentes nas vias. Em 2011, houve 147 vítimas fatais em acidentes na malha urbana de Campinas. Destas vítimas fatais, o Instituto Médico Legal (IML) fez coleta de sangue para verificar a dosagem alcoólica em 72 vítimas fatais e constatou a presença de bebida alcoólica em 43% deste total.
A campanha segue os mesmos moldes do ano passado, tendo como público prioritário, jovens e motociclistas – segmentos mais vulneráveis à violência no trânsito provocada pelo uso de bebida alcoólica, como confirmou levantamento da EMDEC no ano de 2011.
A EMDEC leva a mensagem de prevenção em cartazes, que são afixados em ônibus do transporte coletivo, terminais, hospitais e postos de saúde.
Mensagens são destacadas também em um hotsite sobre a campanha, no site www.emdec.com.br .
PARCEIROS
Com o objetivo de multiplicar a campanha em defesa da vida no trânsito e buscar uma mobilização regional, a EMDEC disponibilizou todo o conteúdo da campanha para parceiros e todos os segmentos interessados.
Contatos já foram iniciados com estabelecimentos, departamentos públicos, órgãos de trânsito, shoppings, universidades, empresas, escolas e entidades.
As peças da campanha podem ser veiculadas por esses órgãos para toda a sua rede de contatos ou clientes. Para a adesão, basta contatar a Gerência de Educação e Cidadania da EMDEC, pelos telefones 19- 3772-4078 e 3772-4024.
Os interessados poderão receber as peças em alta resolução com o conteúdo das peças: folhetos, hotsite, banner, faixas, bolachas para bares, busdoor, entre outros.
Na campanha “A bebida nos confunde. Se beber, não dirija!” são colocadas situações do dia-a-dia como a visão distorcida. São visões que retratam a falta de foco e percepção, que comprometem a direção dos motoristas que utilizam bebida alcoólica nas vias.
A campanha mostra também a falta de nitidez sobre a cidade como um todo durante à noite; a confusão de um condutor de veículo para visualizar o velocímetro; a dificuldade de ver com precisão a travessia de um pedestre na faixa, entre outras situações provocadas pela combinação do álcool com a direção.
INDICADORES
Motociclistas e jovens são o alvo principal desta campanha de prevenção contra acidentes.
Os motociclistas estiveram envolvidos em 55% das mortes no trânsito de Campinas em 2011. Das 147 pessoas que perderam suas vidas em acidentes no ano passado, 81 foram em ocorrências que envolveram motocicletas.
Das 81 mortes em acidentes com motos, 69 mortes foram de ocupantes de motocicletas e 12 pedestres foram atropelados por motociclistas.
A participação dos motociclistas cresce a cada ano na estatística de mortes na cidade. Em volume, os motociclistas tiveram uma participação de 22% nos acidentes de 2011. Campinas registrou 17.818 ocorrências no ano passado, das quais 3.913 com o envolvimento de motociclistas. Já em 2010, os motociclistas responderam por 21,24% dos acidentes fatais e, em 2009 tiveram participação de 20,82%.
BEBIDA E DIREÇÃO
Diversos fatores contribuíram com o aumento nos índices de mortes, porém, a combinação entre bebida e direção, é a causadora da maioria dos acidentes.
Uma pesquisa inédita, elaborada pela Gerência de Educação e Cidadania da EMDEC para embasar a campanha “Cuide-se! Na moto, o para-choque é você” revela características do motociclista de Campinas. Um questionário foi respondido por 709 motociclistas de todas as regiões da cidade. Além disso, houve uma entrevista com familiares dos motociclistas mortos no trânsito em 2011.
Um dado, por exemplo, mostra que a maior parte dos motociclistas que morreram em 2011 foi para o deslocamento de ida e volta do lazer, com 69,5% dos casos. Entre os motociclistas que morreram no ano passado, 22% deslocavam-se no trajeto de ida e volta do trabalho e 5,1% foram motoboys que morreram exercendo a profissão.
Entre as informações importantes, a pesquisa revela que: 74,3% dos questionados responderam que usam a moto depois de irem a bares e restaurantes; 17,2% dos motociclistas admitiram que passam no semáforo vermelho; 6,6% informaram que falam no celular enquanto pilotam; 4,2% atravessam o canteiro; e 3,5% fazem conversão proibida.
Outro dado importante foi com relação à habilitação dos motociclistas. A pesquisa demonstrou que 64,4% dos motociclistas que morreram eram habilitados, mas que 35,6% não tinham a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
ESTATÍSTICAS
As estatísticas do Departamento de Georreferenciamento e Sistematização de Dados da EMDEC mostram que os ocupantes de motocicletas mortos no trânsito de Campinas são predominantemente jovens. A maior concentração está na faixa etária de 18 a 29 anos, pois foram 39 mortes, que representaram 57,3% dos 68 ocupantes de motos vitimados nos acidentes.
A faixa etária dos 18 aos 23 anos liderou o ranking das mortes em motocicletas, que chegou ao percentual de 34,8%. A faixa entre 24 e 29 anos ficou em segundo lugar, representando 21,7%. Uma estatística que também chamou a atenção foi sobre a morte de motociclistas na faixa entre 12 e 17 anos, totalizando 8,7% do geral.
Os homens são as maiores vítimas sobre duas rodas. Os motociclistas mortos envolvidos em acidentes de trânsito são 94% do sexo masculino e 6% do sexo feminino. O levantamento de dados da EMDEC identificou também as características dos acidentes que resultaram em mortes com motocicletas. O mito de que os motoboys são causadores de acidentes caiu por terra neste levantamento.

10/06/2026/
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