A proibição de estacionamento de motocicletas nas áreas reservadas para carros na Zona Azul começou a ser informada nesta terça-feira, dia 18 de dezembro, pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC).
O objetivo é evitar irregularidade no estacionamento rotativo exclusivo para carros e garantir maior oferta de vagas aos motoristas de veículos que pretendem estacionar nas áreas de Zona Azul.
Os agentes da Mobilidade Urbana vão autuar os motociclistas que descumprirem as regras. A multa por estacionamento em desacordo com a regulamentação é considerada leve, tem o valor de R$ 53,20, e acumula três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A EMDEC vai reutilizar as 350 placas existentes no município nos próximos meses, fazendo a revitalização com uma nova pintura e a informação adicional de “Proibido Motos”.
Até o final de janeiro, a EMDEC pretende revitalizar aproximadamente 80 placas instaladas na Região Central, onde o estacionamento é de duração de 1h, no máximo.
Entre fevereiro e março deverá revitalizar mais 250 placas que permitem o estacionamento máximo de 2h, nas áreas periféricas à Região Central. Em meados de abril, deverá revitalizar as placas instaladas em regiões próximas a hospitais, clínicas, pronto socorros e laboratórios, que permitem estacionamento de até 5h.
MOTOS
Para garantir estacionamento gratuito aos usuários de motocicletas na Região Central, a EMDEC ampliou a oferta de vagas neste ano, passando de 45 para 90 vagas de estacionamento em seis bolsões de parada.
A EMDEC fez uma readequação na região central, com bolsões de estacionamento nos seguintes pontos: Rua General Osório (próximo ao Palácio da Justiça); Rua Cesar Bierrenbach (próximo à rua Barão de Jaguara); Rua Ferreira Penteado (próximo Poupatempo da Francisco Glicério); Rua Regente Feijó (próximo ao Palácio dos Azulejos); Rua Tomás Alves (próximo ao Jockey Clube); e Rua Doutor Quirino (próximo General Osório).
Além destes locais, a EMDEC já elabora estudos de ampliação de vagas para motos na Região do Centro, entre outras medidas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
SAIBA MAIS
O Sistema de Estacionamento Rotativo de Campinas – Zona Azul – foi implantado em 1995, com a publicação do Decreto Nº 11.773, de 30 de março. O objetivo foi de democratizar a utilização do solo público e facilitar a acessibilidade da população à Região Central do município.
O sistema disponibiliza, atualmente, 1.950 vagas aos motoristas, divididas entre a região central e a região do Guanabara. Na região central, as vagas estão distribuídas no trecho que compreende as vias Júlio de Mesquita, Moraes Sales, Irmã Serafina, Aquidaban, João Jorge, Andrade Neves, Orosimbo Maia, Anchieta e Barreto Leme.
Já no Guanabara, a Zona Azul atinge todas as vias do quadrilátero entre a avenida Barão de Itapura e as ruas José Paulino, Prefeito Passos e Barão de Parnaíba (sem contar esta última), a Praça Mauá e a Rua Mário Siqueira, em frente à Unimed.
Para utilizar o sistema, o motorista paga o valor único e fixo de R$ 2,70 pelo cartão da Zona Azul, à venda nos pontos credenciados.
Este cartão deve ser preenchido pelo motorista e deixado em local visível no interior do veículo, para conferência dos agentes de fiscalização do trânsito. A fiscalização ocorre diariamente, com equipes divididas em dois turnos.
Estacionar de forma irregular, não portando o cartão de Zona Azul nas vagas regulamentadas, é infração leve (três pontos na carteira), com multa no valor de R$ 53,20, ficando o veículo sujeito a guincho.
FROTA DE MOTOS
A frota de motocicletas em Campinas chegou a 115.241 unidades em 2011 e representa 9,2% do total de veículos emplacados na cidade. No período de 1995 a 2011, a frota cresceu 326,8%, passando de 27 mil motos em 1995 para 115,2 mil no ano passado.
Na última década (de 2001 a 2011), o crescimento da frota de motocicletas foi de 166,8 %, passando de 43,1 mil para 115,2 mil no período. Em apenas um ano, de 2010 a 2011, o número de motos nas vias evoluiu 9,3% – uma taxa quase dez pontos percentuais superior à taxa de crescimento da população de Campinas, que apresenta a média 1,2% ao ano.

11/06/2026/
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