Técnicos e educadores da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) realizaram uma blitz educativa sobre segurança no trânsito nesta quinta-feira, 18 de outubro, Dia do Motofretista.
Quatro empresas prestadoras de serviços de motofrete foram visitadas: Correios & Telégrafos (Jardim Campos Elíseos); Vai Express (Jardim dos Oliveiras); Moto Help (Jardim Nova Europa); e RM Express (Vila Industrial).
Marcelo Antunes Saraiva, motofretista há cinco anos na cidade, apoiou a iniciativa e disse que toda ação de conscientização na área de segurança é importante. “Garante a vida daqueles que estão diariamente nas ruas movimentadas de Campinas e é fundamental, principalmente, para aqueles que ainda não perceberam isto”, afirmou.
O uso de equipamentos de segurança foi defendido também pelo motofretista Gilmar Mendes, que trabalha com entregas rápidas em motocicletas há mais de oito anos. “Sempre procurei me garantir com o uso de capacete, colete retrorrefletivo e protetor para o motor da moto, entre outras medidas de direção preventiva”, disse. “A motocicleta é rápida e ágil no trânsito, mas o motociclista corre sempre o risco de um acidente”, afirmou.
O objetivo da EMDEC neste Dia do Motofretista foi de ressaltar, entre os profissionais da área, esta importância do uso de equipamentos de segurança na cidade. A visita foi também para prestar uma homenagem aos profissionais do serviço de motofrete de Campinas.
Os técnicos da EMDEC lembraram, principalmente, das ações preventivas que garantem maior segurança no trânsito e evitam mortes.
A equipe que teve contato com os profissionais do serviço de motofrete destacou também o crescimento da frota de motociclistas, fato que amplia os riscos de acidentes.
A EMDEC lembrou também das medidas adotadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para o exercício da profissão de motofretista, expostas na resolução nº 356, de 2010.
A partir de fevereiro de 2013 será obrigatório aos motofretistas a realização de um curso especializado e ter no mínimo 21 anos de idade, entre outras exigências. Uma delas é ter habilitação na Categoria “A” por pelo menos dois anos e a instalação de novos equipamentos que diminuam os riscos de acidente.
Entre os principais itens de segurança estão a obrigatoriedade de instalação do chamado “mata-cachorro” — dispositivo de segurança fixado na moto para proteção das pernas em caso de tombamento do veículo, a colocação de antenas no guidon que impeçam o “efeito guilhotina” causado por linhas com cerol e coletes com refletores.
Estas exigências já deveriam estar em vigor. Porém, foram adiadas a pedido dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).
ACIDENTES
Dados da EMDEC revelam que no ano passado 81 pessoas morreram em acidentes que envolveram motociclistas na cidade, índice que representou 55% das mortes no trânsito de Campinas.
Das 81 mortes em acidentes com motos, 69 foram de ocupantes de motocicletas, o maior número já registrado na história de Campinas. As outras 12 vítimas fatais foram pedestres atropelados por motociclistas.
A EMDEC lembra que a segurança é fator fundamental para diminuir estes índices e evitar acidentes, afinal a frota de motocicletas é crescente a cada dia. Em dez anos o crescimento da frota de motos foi de 166,8%, passando de 43 mil motos em 2001 para 115,2 mil no ano passado.
O número de acidentes com motocicletas cresce também a cada ano. Em 2009 foram 3.725 acidentes com motos. Este tipo de ocorrência passou para 3.761 registros em 2010 e saltou para 3.913 no ano passado.
Campinas tem aproximadamente 5 mil motofretistas registrados e outros 3 mil autônomos.




