Ramos de Azevedo foi um importante engenheiro, arquiteto, administrador e professor. Nasceu em Campinas em 1851 e ficou eternizado pelo seu trabalho como arquiteto. Por este motivo, em 1883, a praça localizada na Avenida Andrade Neves, em frente ao terreno da antiga rodoviária, foi batizada com seu nome.
Após trabalhar na Companhia Paulista de Vias Férreas, se formou engenheiro/arquiteto, em 1878, na Universidade de Gand, na Bélgica. Graduou-se com excelentes recomendações e retornou ao Brasil no ano seguinte, para estabelecer seu primeiro escritório profissional em Campinas.
Sua primeira obra importante foi a conclusão da Igreja Matriz da cidade, ocasião em que conheceu o Visconde de Indaiatuba que, em 1886, o convidou para construir em São Paulo os edifícios da Tesouraria da Fazenda, da Secretaria da Agricultura e da Secretaria de Polícia, no Pátio do Colégio, conhecidos como "Secretarias de Estado". Com essa obra, estabeleceu na capital paulista o maior escritório de projetos do século XIX e início do século XX: a F. P. Ramos de Azevedo e Cia.
Suas obras se destacam por suas linhas sóbrias nos palacetes e elegantes chalés, bem como em cerca de trinta edifícios particulares construídos rapidamente por toda a cidade, que vieram a renovar a paisagem urbana de Campinas, que apresentava um feio aspecto com suas antigas construções.
Dentre suas principais obras estão a fachada da Catedral de Campinas; Grupo Escolar Francisco Glicério; Cadeia e Fórum (Avenida Andrade Neves); Círculo Italiano Uniti; Escola Correa de Melo; frente da Igreja de São Benedito; Escola Ferreira Penteado; Liceu de Artes e Ofícios; palacete da Rua 11 de Agosto, (hoje Hospital Vera Cruz); prédio residencial do dr. Horácio Antônio da Costa, à Rua Saldanha Marinho e o matadouro construído, em 1884, nos moldes de um análogo de Lisboa, demolido em 1971.
Por sua habilidade política, ocupou muitos cargos de comando e responsabilidade. Foi diretor da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (Laosp) e da Escola Politécnica de São Paulo (Poli), conselheiro da Caixa Econômica de São Paulo e da Comissão Administrativa do Teatro Municipal, e presidente do Instituto de Engenharia e da Comissão de Obras da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
O engenheiro Carlos William Stevenson, em discurso proferido em 1928 no Instituto de Engenharia, quando o retrato do famoso engenheiro foi ali inaugurado, disse: “E ninguém soube melhor viver o tempo no seu tempo, que o próprio”.
Ramos de Azevedo também foi homenageado em 2008, quando a nova rodoviária da cidade recebeu seu nome.
Faleceu em Santos, em 13 de junho de 1928.



11/06/2026/
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